CNPE cria Grupo de Trabalho de Eletromobilidade para embasar a Estratégia Nacional
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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou em 6 de novembro de 2026 o Grupo de Trabalho de Eletromobilidade, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A função do grupo é dar subsídio técnico à Estratégia Nacional de Eletromobilidade. O gatilho é o volume de vendas: segundo o ABVE Data, o Brasil emplacou 381.609 leves eletrificados de janeiro a setembro de 2026, quase 70% acima de todo o ano de 2025. Desse total, 303.457 unidades (cerca de 80%) são BEV e PHEV, ou seja, dependem de recarga na rede externa. Em setembro, os eletrificados chegaram a 19,8% das vendas de leves, acima das projeções oficiais.
O escopo é amplo. O GT deve propor diretrizes para a infraestrutura de recarga e sua integração às redes elétricas e aos recursos energéticos distribuídos (RED), avaliar a sustentabilidade da cadeia de minerais críticos das baterias, analisar custo-benefício para fortalecer a indústria nacional e incorporar a demanda da eletrificação ao planejamento energético. O prazo é de 120 dias, prorrogáveis por igual período. As entregas previstas são o diagnóstico estratégico, a proposta de diretrizes e recomendações de ajustes regulatórios e de governança, fechando com relatório final ao CNPE. Haverá cinco frentes técnicas: Infraestrutura, Redes Inteligentes e Planejamento Elétrico; Indústria, Minerais Críticos e Cadeia de Baterias; Avaliação do Ciclo de Vida e Descarbonização; Veículos Pesados e Mobilidade Urbana; e Políticas Públicas de Mobilidade Sustentável vigentes. Participam Casa Civil, vários ministérios, Aneel, ANP, ANM, EPE, BNDES, ONS, Inmetro e o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Minas e Energia.
Por que isso importa
Para quem opera ou projeta recarga no Brasil, a presença de Aneel, ONS e EPE na mesma mesa sugere que regras de conexão, gestão de demanda e planejamento da rede podem ser discutidas em conjunto. Para quem acompanha baterias, a frente de minerais críticos e cadeia de baterias indica que a política industrial deve entrar no debate. Ainda é leitura: o GT produz recomendações, e nada garante que virem norma.
Perguntas frequentes
O que é o Grupo de Trabalho de Eletromobilidade do CNPE?
É um colegiado aprovado pelo CNPE em 6 de novembro de 2026, coordenado pelo MME. Ele vai fornecer subsídios técnicos e diretrizes para a Estratégia Nacional de Eletromobilidade. Reúne ministérios, agências e órgãos do setor elétrico.
Qual o prazo do GT?
O prazo previsto é de 120 dias, prorrogáveis por igual período. Ao final, o grupo apresenta um relatório final ao CNPE. As entregas incluem diagnóstico, proposta de diretrizes e recomendações regulatórias e de governança.
Quais temas o grupo vai tratar?
Cinco frentes: infraestrutura e redes inteligentes, indústria e cadeia de baterias, ciclo de vida e descarbonização, veículos pesados e mobilidade urbana, e políticas públicas vigentes. Entram também a integração da recarga aos recursos energéticos distribuídos e a sustentabilidade dos minerais críticos.
Que dados de mercado motivaram a criação do GT?
Segundo a ABVE, foram 381.609 leves eletrificados emplacados de janeiro a setembro de 2026, quase 70% acima de todo 2025. Desses, 303.457 são BEV ou PHEV. Em setembro, os eletrificados somaram 19,8% das vendas de leves.
Fontes
- abve.org.brfonte original
- Categoria
- CEVIU Mobilidade Elétrica
- Publicado
- 07 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Mobilidade Elétrica

