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Shield Space planeja enxames de até 100 cubesats interceptadores armados com laser, começando por demo de rendezvous em 2027

Startup britânica Shield Space planeja enxames de até 100 cubesats interceptadores armados com laser, com demo de rendezvous em 2027

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Shield Space, startup britânica, quer usar a lógica da guerra de drones na Ucrânia em órbita: enxames de até 100 cubesats autônomos, baratos e descartáveis, soltos por um transportador do tamanho de um carro. Os cubesats seriam interceptadores com "effectors" como lasers ou micro-ondas, capazes de operar mesmo sem contato com o solo. O CEO Graeme Ritchie estima menos de £100 milhões (cerca de US$ 134 milhões) por 100 unidades, o que antes pagaria um único satélite.

O primeiro passo é o Project Broadsword, no quarto trimestre de 2027, no rideshare Transporter-21 da SpaceX. Um cubesat 8U, feito pela EnduroSat com propulsão química e câmera própria, e um alvo 3U vão manobrar de 100 km de distância até 100 metros, passando por quatro estágios de autonomia, do humano no loop até algo "aproximadamente" autônomo. O gargalo é tamanho, peso e energia: cabem propulsão, energia, computação de IA, sensores, comunicação a laser e armas num espaço de cerca de 100 cm por 100 cm. A aposta é em componentes de prateleira, e o CTO Dan Molland destaca o caráter plug and play dos cubesats.

Há limites claros. Ritchie admite que faltam dados reais para treinar autonomia, e dados sintéticos não bastam para o espaço. O professor Bleddyn Bowen, de Durham, compara o plano ao Brilliant Pebbles da era da Guerra Fria e diz que seriam muitos anos de desenvolvimento, testes e busca por um comprador. A empresa também corrigiu a matéria: nega trabalhar com impacto cinético. O roteiro seguinte prevê dois cubesats 16U, um carrier com 10 unidades e um "super carrier" com 10 carriers em várias órbitas.

O que mudou

A cobertura anterior mostra o mesmo movimento de defesa orbital comercial, mas com outros atores. Em 20 de março de 2026, o CEVIU noticiou "O combate no espaço não será como nos filmes, mas esta empresa quer entrar na disputa", sobre a True Anomaly e sua plataforma Jackal, pensada para combate e produção em massa. Em 6 de abril de 2026, em "Impulse Space e Anduril desenvolvem tecnologia espacial para defesa", o tema era a interceptação espacial de mísseis para o Golden Dome. A Shield Space é outra empresa, e o foco é proteger satélites com enxames, não derrubar mísseis.

Por que isso importa

Para quem projeta hardware embarcado, o caso é um exercício de SWaP extremo: lasers, IA e propulsão num cubesat. Na leitura editorial, a demo de 2027 mede se componentes de prateleira dão conta de RPO autônomo, não se o conceito de defesa funciona. O custo por unidade e a falta de comprador definido seguem como as perguntas em aberto.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia a True Anomaly e a plataforma de combate orbital Jackal.

  2. Impulse Space e Anduril são selecionadas para interceptores espaciais do Golden Dome.

  3. Shield Space apresenta plano de enxames de até 100 cubesats, com demo de rendezvous em 2027.

Perguntas frequentes

O que a Shield Space pretende lançar?

Enxames de até 100 cubesats interceptadores, liberados por um veículo transportador em órbita. Eles usariam lasers ou micro-ondas para defender satélites ocidentais, inclusive sem contato com o solo. A empresa diz que não trabalha com impacto cinético.

O que é o Project Broadsword?

É a demonstração de rendezvous e operações de proximidade (RPO) prevista para o quarto trimestre de 2027, no Transporter-21 da SpaceX. Um cubesat 8U e um alvo 3U vão se aproximar de 100 km até 100 metros. A autonomia passa por quatro estágios, do controle humano a algo quase totalmente autônomo.

Quanto custaria o enxame?

O CEO Graeme Ritchie estima menos de £100 milhões (cerca de US$ 134 milhões) para 100 cubesats. Segundo ele, é o que antes se pagava por um único satélite. É uma estimativa da empresa.

Quais são os maiores desafios técnicos?

Encaixar propulsão, energia, computação de IA, sensores, comunicação a laser e armas em plataformas minúsculas. Falta também dado real para treinar a autonomia, pois o sintético não basta. Há ainda a necessidade de a IA respeitar regras de engajamento.

Fontes

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Categoria
CEVIU Hardware
Publicado
06 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Hardware

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