K2 Space mira 100 satélites por ano e vê em modelo de 165 kW o porte para abrigar um rack de compute
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Aprofundamento
O tema de On-Orbit compute, na fala do CEO da K2 Space, Karan Kunjur, tem um limiar claro de potência. Segundo ele, nem o satélite de 20 kW da empresa tem energia suficiente para ser relevante em computação. O modelo Giga, de 165 kW e com os mesmos componentes, é onde "começa a ficar interessante", porque permite hospedar um rack inteiro em um satélite. Mesmo assim, ele diz que seria preciso chegar a centenas ou milhares dessas unidades em órbita para ter compute relevante frente à capacidade terrestre.
O executivo condiciona esse cenário a duas coisas: foguetes superpesados com cadência na casa de centenas de lançamentos e queda no custo dos satélites por ganho de escala. Para ele, os primeiros clientes de compute espacial serão de segurança nacional e soberanos, que priorizam ter o processamento perto de onde precisam, e não comparar custo com o terrestre. A K2 completou em julho uma Série D de US$ 500 milhões, com avaliação perto de US$ 7 bilhões, e mira cerca de 100 satélites por ano na primeira fábrica, o que ele admite que levará alguns anos. Há ainda um contrato com a SES para 28 plataformas de alta potência na órbita MEO e um propulsor elétrico de 20 kW, contra 5 kW do maior lançado até hoje, segundo estimativa da empresa. A fonte é uma entrevista, então os números são declarações do executivo.
O que mudou
A cobertura anterior ajuda a dimensionar a fala de Kunjur. Em 10 de junho de 2026, o CEVIU noticiou "Satélite AI1 da SpaceX terá design modular para processamento orbital", com payload de 150 kW de compute. O Giga de 165 kW da K2 fica na mesma faixa de potência. Já em 14 de outubro de 2026, em "SpaceX mira 456 lançamentos anuais do Starship e projeta expansão colossal", a cadência de lançamento aparece como meta da SpaceX, o tipo de escala que Kunjur diz ser necessária. São empresas diferentes, sem evolução direta de um mesmo projeto.
Por que isso importa
Para quem projeta hardware de compute orbital, a leitura é que potência de barramento é o gargalo de entrada, não só o chip. Um rack por satélite exige plataformas na casa de 100 kW ou mais, e isso depende de lançamento barato e fábrica em escala. A K2 se posiciona como fornecedora de plataforma para quem não quer integrar tudo em casa.
Linha do tempo
CEVIU noticia o satélite AI1 da SpaceX, com payload de 150 kW de compute.
CEVIU noticia a meta de 456 lançamentos anuais do Starship.
CEO da K2 Space detalha meta de 100 satélites por ano e o Giga de 165 kW para um rack de compute.
Perguntas frequentes
Qual satélite da K2 Space comporta um rack de compute?
Segundo o CEO Karan Kunjur, o Giga, de 165 kW, é o porte em que se torna possível hospedar um rack inteiro. O satélite de 20 kW, na avaliação dele, não tem potência suficiente para ser relevante em compute.
Quantos satélites a K2 Space quer produzir por ano?
A meta é cerca de 100 satélites por ano na primeira fábrica. O CEO admite que levará alguns anos para chegar a esse ritmo, partindo de uma fábrica que produziu uma unidade.
Quanto a K2 Space levantou e qual é a avaliação?
Em julho de 2026, a empresa fechou uma Série D de US$ 500 milhões, com avaliação próxima de US$ 7 bilhões. No total, captou mais de US$ 1 bilhão e tem mais de US$ 1 bilhão em contratos comerciais e governamentais assinados.
Quem serão os primeiros clientes de compute no espaço?
Kunjur aposta em clientes de segurança nacional e soberanos, que querem acesso global a compute próximo de onde precisam. Segundo ele, esses clientes se preocupam menos em comparar com o custo terrestre.
Fontes
- satellitetoday.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Hardware
- Publicado
- 02 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Hardware
