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Luz do sol à noite: demonstração de startup dos EUA para iluminar a Terra a partir do espaço gera críticas
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Startup dos EUA quer iluminar a Terra à noite com espelhos no espaço e demonstração divide opiniões

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Reflect Orbital, startup americana, quer colocar até 50.000 satélites com espelhos em órbita na próxima década para refletir luz solar sobre a Terra à noite. Em julho de 2026, a FCC aprovou o lançamento de um satélite de demonstração no próximo ano. Ele terá um espelho de 59 pés de diâmetro (cerca de 18 metros) e refletirá feixes de 3 milhas de largura, com intensidade que vai da luz da lua até o brilho do Sol ao meio-dia. Os espelhos subiriam a cerca de 645 km de altitude.

No início de outubro, a empresa fez uma demonstração em solo perto de Lone Pine, na Sierra Nevada, na Califórnia. Foram usadas grandes luzes móveis, não o satélite, para simular o brilho de uma lua cheia, em parceria com uma equipe local de busca e resgate. Moradores estranharam, e um deles chamou a luz de ofuscante. Entre os usos previstos estão resgate, agricultura, iluminação pública e energia solar para operações militares, tudo acionado por aplicativo. A Earthjustice, em nome de quatro grupos, pediu em agosto que a FCC reconsidere a aprovação. Astrônomos temem mais poluição luminosa e mais detritos espaciais. Cientistas do clima desconfiam de mexer na energia solar que chega ao planeta.

O que mudou

Em 15 de julho de 2026, o CEVIU noticiou, em "Espelho espacial gigante promete levar luz solar sob demanda para a Terra", que a Reflect Orbital lançou o Eärendil-1, satélite demonstrativo com espelho de filme fino de 18 metros, para validar a tecnologia de luz solar sob demanda. A notícia de agora muda o foco: sai o hardware e entra o conflito. Há uma demonstração em solo na Califórnia, a aprovação da FCC para o satélite do próximo ano e um pedido formal de reconsideração por ambientalistas. O material atual não esclarece a relação entre o Eärendil-1 e o satélite aprovado pela FCC, então vale checar essa conexão antes de tratá-los como o mesmo equipamento.

Por que isso importa

Para quem trabalha com infraestrutura espacial, observação astronômica ou satélites, a discussão sugere que a regulação deve virar o gargalo. Se a FCC reabrir o caso, o precedente pode atingir outros projetos de constelações. Para quem depende de dados de telescópio, o debate sobre brilho no céu noturno deixa de ser acadêmico.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o lançamento do Eärendil-1, satélite demonstrativo da Reflect Orbital com espelho de 18 metros.

  2. Demonstração na Califórnia e críticas de ambientalistas e astrônomos aos planos da Reflect Orbital ganham atenção.

Perguntas frequentes

O que a Reflect Orbital quer fazer?

A empresa planeja lançar milhares de satélites com espelhos gigantes para refletir luz solar sobre a Terra à noite. A meta é chegar a 50.000 satélites em dez anos. Os usos previstos incluem resgate, agricultura e iluminação pública.

A FCC já aprovou o projeto?

A FCC aprovou em julho de 2026 apenas um satélite de demonstração, previsto para o próximo ano. Em agosto, quatro grupos representados pela Earthjustice pediram que o órgão reconsidere a decisão. Não há aprovação para a constelação completa.

O que foi a demonstração na Califórnia?

Perto de Lone Pine, a empresa usou grandes luzes móveis para simular o brilho de uma lua cheia, junto de uma equipe local de busca e resgate. Não foi um espelho em órbita. Moradores se assustaram com a luz forte.

Quais são as principais críticas?

Críticos citam danos a animais e à saúde humana pela perturbação do ritmo circadiano, mais poluição luminosa e risco aos olhos. Astrônomos temem mais satélites e detritos. A empresa diz que evitará observatórios e parques e que vai colaborar com reguladores.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
28 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU

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