Fundado por Aida Novoa e Carlos Egan, o Studio Patten bebe de impressos vintage, arquitetura e literatura para criar design e ilustração que equilibram experimentação e acessibilidade. A dupla rejeita um estilo visual engessado e aposta em colaboração, tipografia criteriosa e evolução constante, como mostram projetos que vão de um livro pessoal de formas abstratas a didáticos de filosofia pensados para engajar jovens leitores.
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A Netflix está testando IA generativa e processamento de linguagem natural para ajudar assinantes a navegarem pelo catálogo gigantesco da plataforma. Entre as novidades: recomendações baseadas no humor do usuário e uma interface de voz. A diretora de produto Elizabeth Stone admitiu a ironia, a paralisia de escolha que a IA tenta resolver foi criada, em parte, pelo próprio ritmo acelerado de encomendas de conteúdo da empresa. Sem data de lançamento confirmada, o objetivo é claro: reduzir o tempo entre abrir o app e começar a assistir, num mercado cada vez mais disputado com plataformas como o YouTube.
A IA acelerou drasticamente o design de produtos, protótipos que levavam semanas agora saem em horas. Mas os números revelam um paradoxo: apenas 17% dos consumidores acreditam que suas experiências melhoraram, e mais de 60% desconfiam do uso corporativo da IA. O nó central está no que a tecnologia ainda não alcança: emoções, contexto e as histórias humanas que tornam uma experiência verdadeiramente significativa.
O laptop fruto da parceria entre HP e Ferrari não é apenas mais um produto de co-branding. A máquina combina desempenho de workstation de alto nível com materiais, engenharia e detalhes de design diretamente inspirados na escuderia italiana, resultando em um produto de luxo que equilibra identidade visual e substância técnica de forma surpreendentemente coerente.
A MSI apresentou o Prestige 14 Flip IA+ Vincent van Gogh Edition na Computex 2026, um laptop que rompe com as convenções visuais do segmento. O projeto une arte e tecnologia em um produto que questiona o que esperamos esteticamente de um computador, apostando em identidade visual ousada onde o mercado costuma prezar só pela discrição.
Aplicativos de relacionamento como o Hinge exploram princípios psicológicos de curiosidade e escassez para maximizar o tempo de uso. Curtidas ocultas e destaques temporários de perfil criam tensão cognitiva que o usuário quer resolver. Mensagens prioritárias, selos de novos perfis e visibilidade premium reforçam urgência e valor percebido, incentivando tanto mais sessões quanto mais investimento financeiro na plataforma.
O cérebro humano processa imagens 60.000 vezes mais rápido do que texto, e esse dado transforma o visual storytelling em peça central do design de UX. Ao usar elementos visuais para guiar usuários por experiências e funis de venda, designers reduzem a carga cognitiva e evitam o abandono da jornada. Assim como narrativas tradicionais, o UX conta histórias com clareza e propósito, tornando o visual storytelling uma ferramenta poderosa para criar conexões reais e converter audiências.
O Google Photos lança o Wardrobe, recurso que usa IA para escanear a biblioteca de imagens, identificar peças de roupa e organizá-las em um closet virtual para montar combinações de looks. A função exige ativação do Face Groups e está disponível para assinantes Google AI Pro e AI Ultra no Brasil, Índia e EUA, suporte para iPhone e iPad vem em breve. O movimento revela uma virada estratégica do Google: usar IA para gerenciar decisões cotidianas dos usuários, além das funções clássicas de busca e produtividade.
Lançado em abril, o assistente Firefly da Adobe integrou IA agêntica à Creative Cloud, permitindo orquestrar fluxos de trabalho complexos entre múltiplos aplicativos simultaneamente. A novidade impacta diretamente a rotina dos designers, automatizando tarefas encadeadas e ampliando o potencial criativo sem abrir mão do controle humano sobre o processo.
A Lovable anunciou uma parceria estratégica com o Google Cloud focada no segmento enterprise, com melhorias em segurança e infraestrutura. A colaboração integra os modelos Gemini, varredura de vulnerabilidades em tempo real via Wiz e facilita aquisições pelo Google Cloud Marketplace, respondendo diretamente às preocupações corporativas com código gerado por IA. O movimento coloca a Lovable em rota de colisão com Cursor e Replit, enquanto reforça a disputa do Google por orçamentos de IA nas grandes empresas.
A Blackmagic Design lançou o DaVinci Resolve 21 em uma das maiores atualizações da ferramenta. O destaque é a nova página Photo, que une correção de cor profissional à edição de imagens estáticas. A versão traz recursos de IA como IntelliSearch e CineFocus, além de melhorias em motion graphics, color grading, áudio e fluxos colaborativos. O suporte RAW agora inclui fabricantes como Canon, Fujifilm, Nikon, Panasonic, Sony e Apple, consolidando o software como solução completa para designers e editores.
Design nativo em IA não é sobre criar chatbots ou dominar ferramentas, é sobre pensamento crítico. Após entrevistar 28 líderes de design, a conclusão é clara: a habilidade mais valiosa é questionar o porquê e para quem algo está sendo construído, antes de partir para o wireframe. Designers nativos em IA definem problemas com precisão primeiro e, só então, usam a tecnologia para tarefas repetitivas: organizar notas, analisar transcrições e gerar variações visuais.
O sucesso de UX da IKEA está na redução da ansiedade de decisão em cada etapa da jornada de compra de móveis. Quatro estratégias atuam em conjunto: navegação guiada, ambientes contextuais, visualização realista de produtos e fluxos passo a passo. O resultado são compras de alto impacto mais gerenciáveis, e princípios aplicáveis a qualquer produto digital, seja e-commerce, SaaS ou serviços.
A IA prometeu menos trabalho tedioso, mas na prática trouxe mais documentos, mais expectativas e mais sobrecarga. A resposta criativa veio na forma do ARC (Audio Review Companion): uma ferramenta baseada em voz que lê documentos do Google em voz alta e transforma feedbacks falados em comentários, permitindo revisar conteúdo enquanto você caminha ou faz outra coisa. A proposta é usar IA não só para produtividade, mas para criar formas de trabalho mais humanas e menos presas à tela.
Em nome da modernidade, a estética minimalista vem sendo imposta ao design árabe, e o preço é alto: a supressão da expressão criativa e da identidade regional autêntica. O que se vende como progresso estético funciona, na prática, como um apagamento cultural, deixando designers entre a pressão do mercado globalizado e a responsabilidade de preservar uma visualidade única e plural.
O Google Labs lançou o Dreambeans, app de IA que cruza dados do Gmail, Agenda, Fotos, YouTube e histórico de pesquisa para gerar diariamente pequenas histórias em estilo cartoon. A proposta é ser um antídoto ao doomscrolling, entregando de 10 a 14 sugestões de lifestyle, recomendações e ideias baseadas nos interesses e planos do usuário. Por ora, o acesso é restrito a assinantes do Google AI Ultra nos EUA, com lista de espera aberta para contas pessoais.
A UX orientada por IA vai muito além dos chatbots: a evolução aponta para experiências integradas que combinam interfaces conversacionais, espaços de trabalho visuais e orquestração de agentes em sistemas coesos. No ambiente corporativo, isso significa menos fragmentação entre apps, agentes de IA passam a manter contexto entre fluxos de trabalho, transformando ferramentas desconexas em ambientes onde a IA atua como verdadeiro colaborador.
O viés de status quo leva usuários a manterem opções pré-selecionadas, mudar exige esforço, atenção e justificativa. O artigo defende que designers carregam responsabilidade ética ao definir esses padrões: escolhas de privacidade, notificações e assinaturas determinam o comportamento da maioria, que raramente revisa ou altera essas configurações.
De 156 design systems públicos analisados, apenas 26 abordam IA de forma significativa, com labels, padrões de chat, frameworks de explicabilidade ou diretrizes éticas. Sem coordenação prévia, IBM, AWS, GitLab e Microsoft convergiram para os mesmos quatro princípios: sinalizar conteúdo gerado por IA, explicá-lo em camadas, manter humanos no controle e projetar para falhas. Gaps críticos persistem na maioria: níveis de confiança, recuperação de alucinações, fluxos de correção e permissões de agentes seguem sem orientação.
Os clássicos padrões F e Z de escaneamento perderam espaço. Com a navegação guiada por IA, realidade aumentada e interfaces adaptativas, os usuários chegam às páginas com intenções claras, ignorando layouts tradicionais em favor de pontos de ancoragem dinâmicos. Resumos gerados por IA já são consumidos antes mesmo do acesso à página de origem. A hierarquia de UX moderna exige elementos reativos ao olhar, cabeçalhos semânticos e conteúdo baseado em fatos que respondam à intenção do usuário.
