Cliente relata implante com modem celular em Trezor vendido pela CryptoBilis
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A Trezor recebeu em 28 de outubro de 2026, via divulgação responsável, o relato de um único implante de hardware em um Trezor Safe 5 comprado da CryptoBilis em agosto de 2026, pelo marketplace Tokopedia. O cliente fica na Indonésia. A CryptoBilis foi revendedora oficial da Trezor no Sudeste Asiático até outubro de 2026.
Segundo o relato (que a Trezor diz não ter verificado), há uma placa extra entre a placa principal e a tela, com módulo celular e antena. Ela leria o que aparece na tela, incluindo o backup da carteira, e enviaria os dados por rede móvel sempre que o aparelho fosse conectado. A Trezor ainda não recebeu o dispositivo. Trata o caso como crível com base em fotos e em uma entrevista por vídeo. Nenhuma perda de fundos foi reportada, e o cliente já havia tirado os fundos do aparelho antes de achar o implante.
A orientação vale para qualquer modelo comprado da CryptoBilis desde março de 2026: criar uma carteira nova com seed nova e mover os fundos. Reutilizar o backup gerado pelo aparelho adulterado em outro dispositivo não resolve. Quem não configurou o aparelho não deve fazê-lo. A empresa oferece novo Trezor ou voucher e recomenda guardar o dispositivo. Pesar ou abrir o aparelho não é teste confiável. A Trezor também alerta para phishing oportunista e atuou com a SEAL 911.
O que mudou
Em 12 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou em "Alerta de Segurança: Carteira Ledger com Hardware Malicioso Descoberta, Prejuízos Podem Ultrapassar US$86 Milhões" que a Ledger confirmou um implante de hardware em carteira vendida pela CryptoBilis. Em 13 de outubro de 2026, "Ataques a Wallets Ledger Expostos: CryptoBilis Identificada como Ponto Fraco" apontou a revendedora como origem das perdas confirmadas. Até ali, o problema era da Ledger. A novidade agora é que a Trezor, que só havia removido a CryptoBilis como medida preventiva em 9 de outubro de 2026, diz ter indício de um caso próprio.
Por que isso importa
Para quem opera segurança, o caso reforça que a cadeia de suprimentos de hardware é superfície de ataque, e o revendedor entra no modelo de ameaça. Como é um relato único e ainda sem análise de laboratório, a leitura prudente é tratar a mitigação como precaução, sem presumir escala. Quem tem equipe com tesouraria cripto deve conferir a origem de compra dos aparelhos.
Linha do tempo
Ledger investiga perdas e a Trezor remove a CryptoBilis da lista de revendedores.
CEVIU noticia a confirmação da Ledger de implante em carteira vendida pela CryptoBilis.
CEVIU noticia que as perdas confirmadas da Ledger foram rastreadas até a CryptoBilis.
Trezor recebe relato de implante em um Safe 5 comprado da CryptoBilis.
Trezor publica o aviso e orienta clientes da CryptoBilis a mover os fundos.
Perguntas frequentes
Quem deve mover os fundos da carteira Trezor?
Quem comprou um Trezor da CryptoBilis desde março de 2026 e usa o aparelho para guardar fundos. A Trezor pede carteira nova com seed nova. Se não houver outra hardware wallet segura, pode-se migrar temporariamente para uma carteira de software ou exchange conhecida.
Alguém perdeu dinheiro com o implante na Trezor?
A Trezor diz não ter relato de perda de fundos. O cliente que reportou já havia tirado os fundos do aparelho antes de encontrar o implante. A empresa afirma que atualizará o aviso se isso mudar.
A Trezor já confirmou o implante?
Não. A empresa ainda não recebeu o dispositivo. Considera o relato crível por fotos e entrevista por vídeo e diz que a equipe de segurança vai examinar o aparelho quando ele chegar.
Dá para checar o próprio aparelho pesando ou abrindo?
A Trezor diz que não. Pesar não é teste confiável, pois pequenas diferenças têm outras causas, e não há forma segura de inspeção pelo usuário. Quem comprou da CryptoBilis deve mover os fundos e falar com o suporte.
Fontes
- trezor.iofonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 02 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

