Binance retoma saques gradualmente após roubo de US$ 6,3 bilhões atribuído a grupo norte-coreano
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A Binance começou a reabrir os saques em fases, depois de congelá-los para investigar a invasão. Na primeira etapa, liberou ethereum, USDT e USDC na rede Ethereum, além de alguns ativos na BNB Smart Chain. Mais tarde, Dogecoin e Avalanche voltaram a operar em suas próprias redes. A exchange diz que repôs 90% do valor roubado. Os 10% restantes são tokens menos líquidos, que levam mais tempo para recompra. O co-CEO Richard Teng afirmou que a empresa vai cobrir esse restante e que os usuários não arcarão com o prejuízo.
O FBI atribuiu o roubo à Coreia do Norte e ao grupo TraderTraitor, que a fonte descreve como parte do Lazarus Group. Segundo o órgão, os atores já convertem os ativos em ethereum e devem lavá-los com DeFi e serviços de instant swap. O FBI pede que empresas do setor privado bloqueiem transações com os endereços usados na lavagem. Sobre o vetor, Teng falou em ataque complexo, com laptop comprometido e malware feito para apagar rastros, o que dificulta a investigação. A reposição saiu de parte do fundo de ativos seguros para usuários (US$ 1 bilhão), do fundo de seguro de futuros e da tesouraria da empresa.
O que mudou
Em 30 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "Binance suspende transações após ataque hacker de cerca de US$ 6,3 bilhões", quando a exchange estava com as operações paradas e emissoras de stablecoins como Tether e Circle congelavam parte dos ativos. Agora há retomada gradual dos saques e atribuição formal do FBI. Em 2 de novembro de 2026, o CEVIU também registrou que o ataque comprometeu o laptop de um engenheiro de DevOps para chegar ao sistema interno de assinatura da Binance. Isso conecta o laptop citado pela fonte a um ponto concreto da cadeia de ataque.
Há ainda um precedente na cobertura. Em 12 de outubro de 2026, o CEVIU publicou que a Chainalysis ligou o roubo de US$ 387 milhões da Bitget, de 24 de setembro, a agentes norte-coreanos, com o total furtado pelo país em 2026 acima de US$ 1 bilhão. O caso da Binance se soma a esse histórico.
Por que isso importa
Para quem opera segurança em exchanges ou custódia, o caso reforça que a estação de trabalho de quem acessa infraestrutura de assinatura é parte do perímetro crítico. Para times de compliance e prevenção a fraudes, o pedido do FBI de bloquear endereços de lavagem é um item de ação imediata, e a lavagem via DeFi e instant swap pede monitoramento on-chain contínuo.
Linha do tempo
Bitget restabelece saques após ataque de US$ 388 milhões em 24 de setembro.
Chainalysis liga o roubo da Bitget a agentes norte-coreanos.
Binance suspende transações após ataque de cerca de US$ 6,3 bilhões.
Binance retoma saques de forma gradual e o FBI atribui o roubo ao TraderTraitor.
Perguntas frequentes
Quem o FBI aponta como responsável pelo roubo à Binance?
O FBI atribui o roubo à Coreia do Norte, por meio do grupo TraderTraitor, que seria parte do Lazarus Group. O órgão diz que o furto ocorreu em torno de 29 de outubro e passou de US$ 6 bilhões em ativos virtuais.
Os usuários da Binance vão perder dinheiro?
Segundo a Binance, não. A empresa diz que já repôs 90% dos ativos roubados e que vai cobrir os 10% restantes, que são tokens menos líquidos. Teng afirmou que os usuários não arcarão com o impacto financeiro.
Como os atacantes entraram?
Teng descreveu um ataque complexo, com um laptop comprometido e um malware projetado para apagar evidências. Isso dificulta o rastreamento e a investigação do caso.
O que o FBI recomenda ao setor privado?
O FBI pede que empresas bloqueiem transações com ou derivadas dos endereços que o TraderTraitor usa para lavar os ativos roubados. Ele espera que os fundos, já convertidos em ethereum, passem por DeFi e serviços de instant swap.
Fontes
- theguardian.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 02 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

