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Extensão da Anthropic para VS Code no Cursor ficou com backdoor por quase 12 horas

Extensão da Anthropic para VS Code no Cursor ficou com backdoor por quase 12 horas

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A versão maliciosa 2.1.313 da extensão do Claude para VS Code foi distribuída pela conta oficial da Anthropic no marketplace do Cursor, e substituiu a 2.1.312. Segundo o Cursor, afetou "no máximo 5.000 usuários". Luke Roberts, CTO da Phorion, classificou o caso como comprometimento de cadeia de suprimentos em que o atacante acessou o canal oficial de distribuição. Ainda não se sabe como a conta foi tomada, e nem Cursor nem Anthropic responderam a perguntas sobre isso. A Anthropic também não havia emitido aviso público aos clientes.

O código tentava coletar hostname, usuário, SO, arquitetura, diretório home, nomes de variáveis de ambiente, Git email e IP público. Depois tentava adicionar uma chave SSH ao authorized_keys, ativar o serviço SSH local e abrir um reverse tunnel, com persistência via LaunchAgent (macOS) ou tarefa agendada (Windows). A telemetria ia por HTTP POST para /beacon na porta 8099. Como extensões rodam com as permissões da IDE, o risco incluía arquivos locais, código-fonte e ferramentas do desenvolvedor. A Phorion avalia que os nomes de variáveis serviam para inventariar credenciais de nuvem e tokens de API e priorizar alvos. Bugs no código para Windows e macOS barraram o backdoor em alguns casos, e a etapa da chave SSH falharia, salvo se o Cursor rodasse como administrador. Mesmo assim, a Phorion diz que a ameaça é significativa.

O Cursor trabalhou com o provedor de nuvem do servidor para cortar o acesso dos dispositivos infectados, removeu a versão do marketplace e bloqueou novas distribuições. Também fechou o marketplace para rotacionar chaves, auditar controles de acesso e confirmar que outras extensões não foram afetadas. Ele já reabriu. Quem instalou ou atualizou a extensão entre 5h27 (horário do leste dos EUA) e 16h35 de quinta-feira deve se considerar afetado. Cursor e Phorion publicaram IoCs, com IPs e hashes.

O que mudou

Em 31 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "Extensão adulterada do Claude Code no marketplace da Cursor instalava backdoor SSH persistente, diz Microsoft", com o aviso do Cursor de 29 de outubro de 2026 sobre uma cópia adulterada da extensão, nas versões 2.1.313 e 2.1.312, disponível por algumas horas. A cobertura de agora acrescenta a janela de exposição (quase 12 horas), o teto de 5.000 usuários, a distribuição pela conta oficial da Anthropic, a falha dos bugs em limitar a persistência e o silêncio da Anthropic sobre o caso.

Por que isso importa

Para quem opera times de desenvolvimento, a leitura é que o canal oficial deixou de ser garantia de integridade. Auto-update ligado por padrão encurta o tempo entre a publicação maliciosa e a execução na máquina. Vale tratar quem esteve na janela como comprometido, rotacionar credenciais de nuvem e tokens acessíveis a essas estações e checar authorized_keys e tarefas agendadas.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia a extensão adulterada do Claude Code no marketplace do Cursor com backdoor SSH.

  2. Detalhes mostram versão 2.1.313 publicada pela conta oficial da Anthropic, com cerca de 12 horas de exposição e até 5.000 usuários.

Perguntas frequentes

Quem foi afetado pela extensão maliciosa do Claude no Cursor?

Quem instalou ou atualizou a extensão da Anthropic pelo Cursor entre 5h27 (horário do leste dos EUA) e 16h35 de quinta-feira. O Cursor fala em no máximo 5.000 usuários. Quem fez isso recentemente também pode considerar a hipótese de infecção.

O que o backdoor fazia na máquina?

Coletava dados do host e do usuário, tentava adicionar uma chave SSH, ativar o serviço SSH e abrir um reverse tunnel, com persistência no Windows e no macOS. Enviava os dados por HTTP POST para /beacon na porta 8099. Bugs fizeram a etapa SSH falhar na maioria dos casos.

O que o Cursor fez em resposta?

Removeu a versão maliciosa do marketplace, bloqueou novas distribuições e trabalhou com o provedor de nuvem para cortar o acesso ao servidor. Também fechou o marketplace para rotacionar chaves e auditar acessos. Ele já foi reaberto.

Como saber se minha máquina foi comprometida?

Compare seu ambiente com os IoCs publicados pelo Cursor e pela Phorion, que incluem endereços IP e hashes criptográficos. Verifique também chaves desconhecidas em authorized_keys e tarefas ou LaunchAgents suspeitos.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
02 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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