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Extensão adulterada do Claude Code no marketplace da Cursor instalava backdoor SSH persistente, diz Microsoft

Extensão adulterada do Claude Code no marketplace da Cursor instalava backdoor SSH persistente, diz Microsoft

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

Em 29 de outubro de 2026, a Cursor informou que uma cópia adulterada da extensão Claude Code (anthropic.claude-code, versões 2.1.312 e 2.1.313) ficou no ar no marketplace da plataforma de cerca de 2h27 às 13h35 (PDT). A Microsoft afirma que os pacotes nunca foram publicados no Visual Studio Marketplace nem no npm @antropic-ai/claude-code, e que a Anthropic confirmou que seus sistemas não foram comprometidos. Até agora, as evidências apontam para um incidente restrito ao marketplace da Cursor.

O código JavaScript injetado roda antes do código esperado da extensão, assim que o módulo carrega. Usando APIs do Node.js, ele coleta dados do host (hostname, usuário, sistema, arquitetura, diretórios e e-mail global do Git) e nomes de variáveis de ambiente com termos como KEY, TOKEN, SECRET, PASS, AWS ou GCP, até quarenta. Só os nomes são enviados, não os valores, então isso não prova roubo dos segredos. O loader grava no authorized_keys uma chave Ed25519 com o comentário svc-telemetry, tenta habilitar o SSH local e abre um reverse SSH forwarding com a conta remota tunnel. A persistência usa nomes que imitam monitoramento: SysMon e com.apple.sysmond. Não há download de outro executável, e erros são engolidos em silêncio enquanto a extensão segue funcionando. A Cursor reporta que erros e exigência de permissão de administrador bloquearam o acesso SSH na maioria dos hosts macOS e Windows, mas chave e persistência ainda podiam ser plantadas.

Por que isso importa

Para quem opera segurança em times de desenvolvimento, o ponto é que atualizar ou remover a extensão não limpa nada: chaves SSH, scripts e entradas de inicialização ficam fora do diretório dela. Leitura editorial: a inclusão de controles como lista de publishers aprovados e período de espera (cooldown) para versões novas, citados pela Microsoft, tende a ser a defesa mais barata contra esse tipo de ataque. A coleta de nomes de variáveis também ajuda o atacante a escolher alvos com credenciais de nuvem.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o pacote npm malicioso @bitwarden/[email protected], ligado ao incidente da cadeia de suprimentos da Checkmarx.

  2. GitHub confirma acesso a cerca de 3.800 repositórios internos após extensão maliciosa do VS Code.

  3. Microsoft remove cerca de 70 projetos open source do GitHub com malware voltado a credenciais de desenvolvedores de IA.

  4. Microsoft detalha a extensão Claude Code adulterada no marketplace da Cursor, com backdoor SSH persistente.

Perguntas frequentes

Quem foi afetado pela extensão Claude Code adulterada?

Usuários que instalaram ou atualizaram automaticamente as versões 2.1.312 ou 2.1.313 de anthropic.claude-code pelo marketplace da Cursor durante a janela de exposição. O Visual Studio Marketplace e o pacote npm @antropic-ai/claude-code não foram afetados, segundo a Microsoft.

Como saber se um host foi comprometido?

Verifique o authorized_keys do usuário (no Windows, também C:\ProgramData\ssh\administrators_authorized_keys) em busca da chave com o comentário svc-telemetry, confirmando contra o fingerprint dos IOCs. Procure ainda tarefas ou agentes como SysMon e com.apple.sysmond e os arquivos .smt e .smtk. A ausência do marcador sozinha não encerra a investigação.

O que fazer se a extensão foi instalada?

Preserve as evidências, isole dispositivos com sinais de execução, remova chaves, scripts e persistência confirmados e revise a telemetria de endpoint e rede. Rotacione credenciais e revogue sessões a partir de um dispositivo limpo se houver indício de exposição. A Cursor publicou scripts de verificação e remediação, que devem ser revisados antes do uso.

O ataque roubou segredos das variáveis de ambiente?

A análise da Microsoft mostra que o callback tenta enviar apenas os nomes das variáveis, não os valores. Isso revela categorias de configuração sensível, mas não demonstra roubo dos segredos. A sequência descrita reflete a ordem do código, não que cada etapa teve sucesso em todos os hosts.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
31 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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