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OpenAI defende fair use no processo do New York Times e cita amicus briefs de entidades e autores

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Aprofundamento

A OpenAI publicou uma página com trechos de amicus briefs (manifestações de terceiros) apresentados no processo movido pelo New York Times. A empresa os usa para sustentar que o fair use cobre o treinamento de modelos de IA com obras protegidas. Os documentos completos estão no registro público do tribunal. O que a página traz são recortes escolhidos pela própria OpenAI, não a íntegra.

Os argumentos têm três eixos técnicos. Primeiro, finalidade: o treinamento usaria as obras para algo fundamentalmente diferente, sem oferecer ao público acesso substituto a elas. Segundo, dano de mercado: um dos briefs pede que a tese de market dilution, a pressão competitiva agregada de outputs que não violam direitos autorais, seja rejeitada como dano reconhecido em 17 U.S.C. § 107(4). Terceiro, o argumento sobre foundation models: Engine e Developers Alliance dizem que o objetivo do treinamento é criar uma ferramenta de uso geral, e que o uso por startups mostra que treinar com obras protegidas é fair use. Outro trecho, de um brief assinado por Ron Suskind e Brian L. Frye, afirma que o treinamento não afetou a capacidade dos jornais de vender acesso aos seus artigos.

O que mudou

A disputa já vinha sendo coberta. Em 3 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Justiça dos EUA Defende OpenAI em Batalha Contra The New York Times por Direitos Autorais e IA", em que o Departamento de Justiça dos EUA defendia que o treinamento de IA com obras protegidas transforma suficientemente o material original. Agora o conjunto de apoios é mais amplo: entidades de bibliotecas, de tecnologia e de software, além de autores individuais, aparecem na argumentação que a OpenAI divulga.

Por que isso importa

Para quem treina ou opera modelos, a leitura é que o caso pode definir o risco jurídico de usar dados protegidos no treinamento. A tese de market dilution é o ponto a observar: se aceita, ampliaria o conceito de dano de mercado. Vale lembrar que os trechos são curados pela OpenAI, parte interessada, e que não há decisão do tribunal sobre o mérito no material.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia que o DOJ dos EUA defende a tese de que o treinamento de IA transforma o material original, no caso OpenAI contra o New York Times.

  2. OpenAI divulga trechos de amicus briefs de entidades e autores em defesa do fair use no processo do New York Times.

Perguntas frequentes

O que a OpenAI argumenta no processo do New York Times?

A empresa sustenta que o treinamento de IA com obras protegidas é fair use. Diz que a finalidade é fundamentalmente diferente, que não há acesso substituto às obras e que não há o dano de mercado reconhecido pela lei de copyright.

O que são amicus briefs?

São manifestações de terceiros que não são parte do processo, mas apresentam sua posição à Corte. Neste caso, entidades e autores apoiaram a tese do fair use. Os documentos completos estão no registro público do tribunal.

O que é a teoria de market dilution?

É a ideia de que a competição agregada de novas obras, mesmo sem copiar expressão protegida, poderia configurar dano de mercado. Um dos briefs citados pede que a Corte a rejeite nos termos de 17 U.S.C. § 107(4).

Já existe decisão sobre o mérito do fair use nesse caso?

O material não informa nenhuma decisão. O que a OpenAI publicou são trechos de manifestações de apoio à sua posição, selecionados pela própria empresa.

Fontes

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Categoria
CEVIU IA
Publicado
30 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU IA

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