Como marcas tornam desejáveis setores considerados chatos
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A tese do texto é simples: em categorias onde o consumidor comprava o mais barato ou o que estava na prateleira, há mais espaço para uma marca mudar a percepção de toda a categoria. Quando ninguém deu um motivo para o cliente se importar, o terreno está livre. Onde todo mundo já é obcecado pela categoria, a disputa por atenção é bem mais cara.
Os exemplos mostram mecanismos distintos. A Coterie trata fraldas como skincare premium, com embalagem minimalista e foco em materiais e desempenho (o design vem junto de uma história de produto que sustenta o posicionamento). A Biom criou um dispenser reutilizável que combina com a casa, e os lenços viram refil. A Reel embrulha cada rolo de papel higiênico em papel gráfico preto e branco e atua no armazenamento. A Jolie posiciona o chuveiro com filtro dentro da rotina de cabelo e pele, o que muda o parâmetro de comparação do preço. A Scrub Daddy usa o rosto sorridente como formato funcional (olhos como apoio, boca para talheres) e como personalidade nas redes. A Canopy liga o umidificador a sono, skincare e rotina noturna.
O que mudou
O tema conversa com a cobertura anterior do CEVIU, mas como continuidade de tese, não como evolução de um mesmo fato. Em 11 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Como Patches de Espinha Viraram Ícones de Estilo e Marketing", sobre a Starface transformar um item discreto em acessório. Em 8 de outubro de 2026, em "Embalagens Inovadoras: Como o Design Funcional Vira Estratégia de Marketing e Diferenciação", o foco foi a embalagem como canal de marketing, mesma lógica que aparece em Reel e Biom. Agora o recorte é a categoria inteira: repensar o que o cliente compara e por que escolhe uma marca.
Por que isso importa
Para quem opera marketing de uma categoria considerada commodity, a leitura prática é olhar além do preço e do visual. As perguntas que o texto propõe servem de checklist: dá para mudar a conversa sobre qualidade, tornar o produto algo que o cliente queira deixar à vista, dar-lhe personalidade ou transformar o uso em ritual? A troca de categoria de comparação, como a Jolie faz com skincare, é a alavanca mais direta para sustentar preço.
Linha do tempo
CEVIU noticia como a Starface transformou patches de espinha em ícone de estilo e marketing.
CEVIU publica sobre embalagens inovadoras e design funcional como estratégia de diferenciação.
Notícia sobre como marcas tornam desejáveis setores considerados chatos, com Jolie e Scrub Daddy.
Perguntas frequentes
Como tornar um produto comum desejável sem apenas deixá-lo mais bonito?
A fonte defende mudar algo mais profundo na forma como o cliente enxerga a categoria. Isso pode ser torná-lo mais premium, digno de exibição, dar-lhe personalidade ou transformar o uso em ritual. Estética sozinha não basta, como mostra a Coterie, que une design a uma história de desempenho.
O que a Jolie faz de diferente no mercado de chuveiros?
A marca posiciona o chuveiro com filtro como parte da rotina de cabelo e pele, e não como item de hidráulica. Acabamentos modernos, embalagem limpa e unboxing no estilo de beleza reforçam isso. Assim, o cliente compara o produto com skincare, não com outros chuveiros.
Por que a Scrub Daddy é citada como exemplo?
O rosto sorridente é ao mesmo tempo o formato funcional da esponja e a personalidade da marca no marketing e nas redes. Em uma categoria em que as esponjas parecem intercambiáveis, isso dá ao cliente algo memorável. A fonte vê nisso uma vantagem grande diante da falta de apego emocional histórico.
Por que categorias consideradas chatas oferecem oportunidade de marca?
Porque, se ninguém deu motivo para o consumidor se importar, há mais espaço para mudar como a categoria é percebida. Em categorias já disputadas, a concorrência por atenção é maior. A fonte liga isso a poder de preço, lealdade e preferência de marca.
Fontes
- thebrandblueprint.substack.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Marketing
- Publicado
- 30 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Marketing

