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Você não precisa de bom gosto, precisa de direção criativa

Você não precisa de bom gosto, precisa de direção criativa

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

Em um mundo onde qualquer um pode gerar imagem, texto ou vídeo com um prompt, o bom gosto virou competência básica, não diferencial. Marcas como Liquid Death e Bandit não se destacam por escolher melhor entre opções existentes, elas inventam regras novas. Liquid Death transformou água em um produto de cultura pop, com embalagem de lata, tom de humor ácido e campanhas que parecem trailer de filme de terror. Bandit criou um estilo de esporte que mistura streetwear, performance e narrativas urbanas, algo que não existia antes no mercado de sportswear. O que essas marcas têm em comum? Não estão curando tendências. Estão construindo mundos. E isso só é possível com direção criativa clara, não com um feed bem organizado no Pinterest.

A IA não eliminou a necessidade de criatividade. Ela apenas elevou o piso. Agora, o que separa o bom do memorável é a coragem de ser incomodo, de desafiar o que o mercado já considera bonito. Quando todos conseguem fazer algo bom, o valor vai para quem faz algo que ninguém imaginou que pudesse existir. Isso exige liderança criativa: alguém com visão, autoridade para dizer não ao que é seguro e sim ao que é verdadeiro.

Por que isso importa

Para marcas, agências e times de marketing, isso muda tudo. Parar de gastar tempo tentando copiar o que está viralizando e começar a investir em direção criativa real. Isso significa dar espaço para experimentação, tolerar falhas iniciais e confiar em equipes que pensam fora do padrão. Não se trata de ter mais conteúdo. É ter conteúdo que faz as pessoas pararem, se perguntarem e quererem fazer parte da história. A próxima grande marca não será a que melhor curou o TikTok. Será a que decidiu criar um novo idioma visual, sonoro ou emocional, e manteve isso consistente por meses, mesmo quando ninguém entendia.

Linha do tempo

  1. Publicação do artigo que afirma que direção criativa supera bom gosto no contexto da IA

Perguntas frequentes

Se a IA faz tudo bem, por que ainda precisamos de criativos?

A IA executa, mas não inventa. Ela pode gerar 100 variações de um anúncio, mas não decide qual delas vai romper com o padrão. Criativos dão propósito, contexto e intenção. Eles escolhem o que vale a pena quebrar, não só o que pode ser melhorado. Sem direção, a IA só repete o que já existe.

Como uma pequena marca pode aplicar isso sem orçamento de luxo?

Não precisa de milhões. Precisa de clareza. Defina um ponto de vista único, mesmo que estranho, e mantenha ele em tudo: design, tom de voz, redes sociais. Bandit começou com poucos produtos e uma identidade visual muito forte. A consistência cria reconhecimento. A originalidade, mesmo que simples, gera atenção.

Isso vale só para marcas de consumo? E para B2B?

Claro que vale. B2B também lida com percepção. Uma ferramenta de software pode ser técnica, mas a forma como comunica, seu visual, seu tom, sua narrativa, define se ela é só mais uma ou a escolha de quem quer se diferenciar. Empresas como Notion e Zapier criaram estéticas próprias, não copiaram o layout tradicional de SaaS.

Como saber se minha equipe tem direção criativa ou só bom gosto?

Pergunte: o que eles fizeram que ninguém fez antes? Se a resposta for 'melhoramos o que já existia', é bom gosto. Se for 'criamos algo novo que ninguém esperava', é direção criativa. O primeiro mantém. O segundo transforma.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
24 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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