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Samsung Foundry adia nó de 1.4nm para 2029 e aposta em High-NA EUV para 1nm

Samsung Foundry Adia 1.4nm para 2029 e Mira 1nm com High-NA EUV

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Aprofundamento

A Samsung Foundry reajustou seu roteiro de produção de semicondutores, priorizando a otimização dos nós de 2 nanômetros (SF2) nos próximos três anos. O lançamento do processo de 1.4 nanômetros (SF1.4), inicialmente previsto para 2027, agora está agendado para 2029. Essa estratégia visa aprimorar aspectos como a distribuição de energia pelo backside power delivery e o empacotamento avançado, pontos críticos para a performance e eficiência dos chips em aplicações como inteligência artificial e computação de hiperescala.

A empresa também confirmou a intenção de utilizar a litografia High-NA EUV (Extreme Ultraviolet) para viabilizar os nós de 1 nanômetro (SF1A) a partir de 2030. Embora a Samsung já possua um scanner ASML Twinscan EXE:5000 High-NA EUV para pesquisa, a adoção em massa será gradual. O motivo para a cautela reside nos altos custos e na complexidade operacional da tecnologia, que exige novos fotorresistores, máscaras e mudanças em toda a cadeia de produção. A Samsung entende que o High-NA EUV será indispensável a partir da classe de 10 angstroms (1nm), trabalhando em conjunto com parceiros para refinar a tecnologia.

O que mudou

A mudança mais notável no roteiro da Samsung Foundry é o adiamento do nó de 1.4 nanômetros (SF1.4) de 2027 para 2029. Essa decisão permite à empresa focar no aprimoramento da família de processos de 2 nanômetros (SF2), tornando-os mais competitivos em termos de rendimento e volume, essencial para clientes como a Tesla. Antes, a Samsung tinha um cronograma mais agressivo.

Outra novidade é a confirmação do uso da litografia High-NA EUV para os chips de 1 nanômetro (SF1A) e menores, a partir de 2030. Anteriormente, a empresa não havia especificado publicamente o ponto exato de inserção dessa tecnologia. A expectativa é que o nó de 1 nanômetro coexista com uma versão aprimorada do 1.4 nanômetro, o SF1.4+, que ainda usará a tecnologia Low-NA EUV, indicando uma transição faseada.

Por que isso importa

A revisão do roteiro de processos da Samsung Foundry é um termômetro para a indústria de semicondutores. O foco na otimização de nós maduros (2nm) antes de avançar para a próxima fronteira (1.4nm) reflete os desafios crescentes na fabricação de chips cada vez menores. Essa estratégia pode estabilizar a produção para clientes importantes, como a Tesla, que depende da Samsung para seus chips de IA.

A adoção do High-NA EUV para os nós de 1 nanômetro em 2030 sinaliza o próximo salto tecnológico, mas também destaca as dificuldades em termos de custo e complexidade. A movimentação da Samsung influencia a dinâmica de concorrência com a TSMC e a Intel, ambas buscando a liderança em tecnologia de fabricação. A capacidade de dominar essas tecnologias definirá quem fornecerá os chips que alimentarão a próxima geração de IA, computação de alto desempenho e dispositivos inteligentes.

Linha do tempo

  1. ASML anuncia avanço em fonte de luz EUV para impulsionar produção de chips.

  2. Samsung Foundry adia 1.4nm para 2029 e mira 1nm com High-NA EUV.

Perguntas frequentes

O que é High-NA EUV e por que é importante?

High-NA EUV é a próxima geração da litografia ultravioleta extrema (EUV), usando lentes com maior abertura numérica (0.55 NA) para gravar padrões ainda menores em wafers de silício. É fundamental para fabricar chips de 1 nanômetro e abaixo, permitindo maior densidade de transistores e, consequentemente, chips mais potentes e eficientes.

Por que a Samsung Foundry adiou a produção de chips de 1.4 nanômetros?

A Samsung adiou o nó de 1.4 nanômetros para 2029 para otimizar seus processos de 2 nanômetros (SF2). O objetivo é garantir rendimentos e volumes comerciais mais competitivos para essa tecnologia. A complexidade crescente da fabricação e a necessidade de aprimorar tecnologias de empacotamento e distribuição de energia também contribuíram para a decisão.

Quais são os desafios da tecnologia High-NA EUV?

Os principais desafios incluem o custo significativamente mais alto dos equipamentos, a necessidade de novos fotorresistores e máscaras, e um campo de exposição menor. Este campo menor pode exigir a técnica de 'die stitching' para chips maiores, adicionando complexidade ao design e à fabricação, além de exigir melhorias em metrologia e inspeção.

Como essa estratégia da Samsung impacta o mercado de chips de IA?

O foco na otimização dos nós de 2 nanômetros e a eventual adoção do High-NA EUV são cruciais para a fabricação de chips de IA de próxima geração. A estabilidade e a capacidade de produção em 2nm podem beneficiar clientes que dependem desses chips. A transição para 1nm com High-NA EUV a partir de 2030 garantirá que a Samsung possa competir no fornecimento de semicondutores para as soluções de IA mais avançadas do futuro.

Fontes

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Categoria
CEVIU Hardware
Publicado
14 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU Hardware

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