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CEVIU News - CEVIU Mobilidade Elétrica - 5 de novembro de 2026

7 notícias5 de novembro de 2026CEVIU Mobilidade Elétrica
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🔋 CEVIU Mobilidade Elétrica

A startup alemã EDENenergy integrou mais de 100 baterias de segunda vida de patinetes elétricos em um sistema industrial de armazenamento de energia (ESS) de 70 kWh, sem a necessidade de desmontar as baterias. A proposta é reduzir o desperdício: milhões de baterias de bicicletas e patinetes elétricos são descartadas todos os anos, mesmo ainda tendo vida útil. Com três fundadores e três funcionários em meio período, a empresa entregou seu primeiro produto comercial, um sistema de 70 kWh com 112 baterias de patinetes. Todos os módulos foram testados e o resultado superou o esperado: os fundadores, ex-pesquisadores do Fraunhofer Institute for Solar Energy Systems ISE, previam cerca de 80% de vida restante, mas a maioria reteve cerca de 90% da capacidade original. Em instalações de armazenamento, as baterias ficam livres de vibrações e de grandes variações de temperatura, e a capacidade de 70 kWh pode ser mantida com a troca de módulos que se tornarem inutilizáveis. Cada módulo é monitorado remotamente, e a substituição pode ser feita sem desligar o sistema inteiro. O primeiro sistema foi entregue a um cliente em meados de outubro e é voltado a empresas de médio porte da região que têm usina fotovoltaica, mas ainda não têm armazenamento. O próximo passo é aceitar baterias de diferentes fabricantes, o que exige adaptar interfaces de conexão, BMS e protocolos de comunicação para cada novo modelo, especialmente no caso das e-bikes. Hoje, a empresa depende de grandes fornecedores que enviam muitas unidades do mesmo tipo. Também está em desenvolvimento um sistema de até 300 kWh, com cerca de 500 módulos de segunda vida. Ao fim da vida útil, as baterias serão enviadas para reciclagem, e os materiais serão reaproveitados, se possível.

A Jetour, marca da Chery, lançou a linha T1 na China em 4 de novembro de 2026. No mercado doméstico, ela é vendida como Jetour Freedom 7 e Freedom 7 Plus C-DM. A linha ganha uma versão de entrada com motor 1.5T e tração dianteira e uma variante híbrida plug-in. O preço da nova versão base parte de 89.900 yuans (cerca de 13.500 dólares), em oferta promocional por tempo limitado com troca de veículo. O modelo 2.0T com tração integral segue disponível. A gama reúne quatro versões 1.5T, duas 2.0T Plus e três configurações híbridas plug-in Plus C-DM. O T1 original abriu pré-venda em fevereiro de 2025 como modelo 2.0T com tração integral, a partir de 129.900 yuans (19.500 dólares). A versão de entrada tem entre-eixos de 2.800 mm, 10 mm a menos que os 2.810 mm dos modelos Plus. O T1 padrão mede 4.749 mm de comprimento, 1.967 mm de largura e 1.840 mm de altura; as versões Plus têm 4.796 mm de comprimento, com mesma largura e altura. A tampa traseira com abertura lateral inclui um compartimento externo de 13 litros e, com os bancos traseiros rebatidos, a profundidade longitudinal máxima do porta-malas chega a 1.940 mm. A altura livre do solo é de 185 mm no modelo padrão, com profundidade de vadeação de 600 mm, e sobe para 200 mm e 700 mm nas versões Plus. O 2.0T Plus conta ainda com tração integral XWD, da BorgWarner, função crawl e vários modos de condução. A versão de entrada usa motor 1.5TGDI turbo a gasolina de 135 kW (181 cv) e 290 N·m, associado a câmbio de dupla embreagem úmida de sete marchas (7DCT) que move as rodas dianteiras e funciona com gasolina de 92 octanas. O T1 Plus tem motor 2.0T de 187 kW (251 cv) e 390 N·m, com tração integral. O T1 Plus C-DM combina um motor 1.5T a gasolina de 115 kW (154 cv) e 220 N·m com transmissão híbrida dedicada (DHT) de uma marcha. Sua bateria de 26,6 kWh oferece autonomia elétrica de 150 km no ciclo CLTC, e a autonomia combinada declarada é de 1.300 km (cerca de 1.065 km no WLTP). A Jetour informa consumo combinado ponderado de 1,08 L/100 km e, com a bateria descarregada, de 5,89 L/100 km. O híbrido plug-in também oferece vehicle-to-load (V2L), com 2,2 kW para uso interno e 6,6 kW externamente. A cabine traz tela central de 15,6 polegadas 2.5K com o Tour OS, da Chery. A versão de entrada usa o processador Snapdragon 8155, da Qualcomm, e as versões Plus recebem o Snapdragon 8255. O sistema de infoentretenimento integra os modelos de linguagem DeepSeek e iFlytek Spark para interação por voz e funções da cabine. As configurações Plus topo de linha recebem o pacote de assistência à condução Falcon 500, da Chery, com Highway Navigation on Autopilot (NOA), assistência automatizada de estacionamento (APA) e frenagem automática de emergência (AEB); as configurações inferiores usam sistemas de assistência Nível 2 mais básicos. O T1 já chegou a mercados externos, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, onde é vendido na linha internacional de SUVs da Jetour ao lado do maior T2, conhecido na China como Traveller. No lançamento, a Jetour disse que sua família de SUVs de design quadrado ultrapassou 840 mil vendas globais acumuladas, sendo mais de 222 mil unidades da linha T1.

O Lexus ES 500e começou a ser vendido no Brasil três meses depois do anúncio, feito durante o lançamento da versão híbrida. Em versão única, que fora do país é a topo de gama da oitava geração, é o primeiro sedã elétrico da marca comercializado no mercado nacional. Com tração integral, o conjunto reúne um motor elétrico dianteiro de 227 cv e 27,3 kgfm e outro traseiro de 98 cv e 17,3 kgfm, que somam 343 cv. A Lexus não divulga o torque combinado. A bateria de íons de lítio tem 74,7 kWh de capacidade total e autonomia de até 378 km, segundo o Inmetro. Em recarga rápida em corrente contínua (DC), de 10% a 80%, leva 28 minutos. O sedã mede 5,14 m de comprimento, 1,92 m de largura, 1,56 m de altura e 2,95 m entre eixos. O design segue o do ES híbrido, com grade dianteira tridimensional, faróis com assinatura de duplo L, barra luminosa traseira e rodas de 21 polegadas. Por dentro, há quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, head-up display colorido, central multimídia de 14 polegadas, sistema de som Mark Levinson com 17 alto-falantes, retrovisor interno digital e visão 360º. O Lexus Safety System 4.0 traz pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de saída e centralização de faixa, reconhecimento de sinais de trânsito e assistente de farol alto, além de dez airbags.

A Mercedes-Benz trabalha em uma tecnologia que pode mudar o funcionamento das baterias de veículos elétricos. Chamado de Power Converter e ainda em desenvolvimento, o sistema controla a carga e a descarga de células individuais ou de grupos de células, em vez de tratar o pacote como uma unidade única. Hoje, na grande maioria das baterias, o computador do carro monitora a tensão de cada célula ou módulo, mas todas recebem o mesmo tratamento ao carregar ou descarregar. Na proposta, cada célula é monitorada e controlada por um micro-conversor programável. Em teoria, isso prolonga a vida útil da bateria: uma célula que não sustenta mais a tensão necessária pode ser desativada, com pequena perda de capacidade, e o carro continua funcionando. O sistema também permite combinar, no mesmo pacote, células de químicas, idades e tensões diferentes, cada uma carregada em níveis de potência distintos, e dispensa um conversor único e volumoso. A tensão de saída deixa de depender do número de células em série e passa a depender dos conversores e do controle por software. Outra possibilidade é o uso modular: parte do pacote pode ficar em standby, preservada, e a capacidade total ser liberada em viagens longas. A recarga bidirecional e a conversão AC/DC ficam a cargo dos próprios micro-conversores. A Mercedes-Benz diz que a tecnologia tem potencial para aumentar autonomia e eficiência de futuros modelos plug-in. A publicação aponta um ponto que a empresa não menciona: com milhares de micro-conversores no pacote, há também milhares de componentes que podem falhar.

O Renault Group desenvolveu o Forefront Concept, um veículo elétrico modular de tração integral para operações militares. Ele usa componentes automotivos já consolidados para reduzir custos e acelerar a produção. Voltado a aplicações de defesa e civis, pode ser operado remotamente por um humano ou enviado de forma autônoma a áreas de alto risco e de difícil acesso. A Renault construiu o veículo, e a John Cockerill projetou as funções de operação remota e autonomia, com contribuições das forças armadas francesas, que vão usá-lo em exercícios e testes nas próximas semanas. A Renault pretende refinar o conceito com base no feedback operacional. Sem cabine, o veículo tem dois motores elétricos, esterçamento nas quatro rodas e opera em total silêncio. A autonomia projetada é de cerca de 400 km com a bateria cheia e pode ser ampliada com um range extender opcional. A Renault não informou a capacidade da bateria nem a do range extender. Com carga útil de 1 tonelada, o buggy pode ser usado em apoio logístico, operações antidrone, apoio de fogo e evacuação, e também por empresas que precisem acessar locais perigosos com segurança. Segundo a Renault, o projeto foi concebido para entrar em produção rapidamente, a custos competitivos. Não há preço definido. O texto cita outras iniciativas: empresas ucranianas produziram milhares de robôs controlados remotamente, e o Exército dos EUA concedeu à American Rheinmetall um contrato de 18 meses para desenvolver veículos terrestres não tripulados (UGV) de nova geração. O protótipo, sem cabine, usa a plataforma elétrica de autonomia estendida da Harbinger, em que um motor a gasolina atua como gerador. Esse híbrido plug-in militar chega a mais de 800 km de autonomia, pode desligar o motor a combustão para operar em silêncio e comporta cargas de até 8,2 toneladas.

O Geely EX2 enfrenta falta de estoque no mercado brasileiro, e a espera pelo hatch elétrico pode chegar a quatro meses. A escassez afetou as vendas em outubro: o modelo, que chegou a figurar entre os dez mais vendidos no meio do ano, com pico de 5.898 unidades em julho, registrou apenas 1.483 emplacamentos no mês passado e ficou na 51ª posição do ranking geral. Segundo a Quatro Rodas, que observou grupos de donos nas redes sociais e reclamações no Reclame Aqui, quem já fez a reserva espera de 45 a 60 dias pelo faturamento, com prazo de entrega de 60 a 90 dias, embora haja relatos de atrasos maiores. Para quem quiser comprar agora, as concessionárias indicam prazo de 120 dias. Em comunicado divulgado na terça-feira (3), a Geely Brasil confirmou a indisponibilidade pontual do EX2 em determinadas versões e cores. A marca atribui a situação ao sucesso comercial do modelo, que já passou de 30 mil unidades comercializadas no Brasil desde o lançamento, à forte demanda na China, onde o EX2 seria o veículo mais vendido, e a desafios logísticos globais. A Geely afirma que novos lotes estão previstos para novembro e dezembro e que a produção local deve começar em dezembro de 2026, o que deverá elevar os estoques. Clientes com reserva terão prioridade na entrega, respeitando a ordem de contratação, e os pedidos manterão as condições de financiamento e os preços vigentes no momento da reserva.

Os carros totalmente elétricos venderam mais que os modelos a gasolina e híbridos no Reino Unido em outubro, com alta de 54% nos registros sobre o ano anterior. Quase um em cada três carros vendidos no mês era movido a bateria. Na Alemanha, os preços altos dos combustíveis também impulsionaram a demanda por elétricos. Segundo a New AutoMotive, grupo de lobby da indústria automotiva britânica, foram vendidos 49.155 veículos elétricos a bateria (BEV) novos em outubro. O número representa 32% do mercado de carros novos do país, a maior participação entre todos os tipos de combustível, à frente de gasolina, diesel e híbridos. Ben Nelmes, CEO da entidade, afirmou que os motoristas estão votando com o bolso, com famílias gastando menos em custos de uso e um país menos exposto ao choque do preço do petróleo. No mês, Kia, BMW, Volkswagen e BYD lideraram o mercado britânico de elétricos, enquanto a Tesla recuou após um setembro forte. No acumulado do ano, porém, a Tesla é a primeira, com 9,53% de participação, alta de 25,4% sobre o ano anterior. Kia aparece em segundo, com 6,9%, e BYD em terceiro, com 6,8%. Nenhuma marca europeia ficou no top 3. O mercado de EVs usados também cresce, segundo dados da EV Powered, com mais clientes britânicos buscando esses veículos. Na Alemanha, os BEVs alcançaram 37% do mercado, segundo a agência de trânsito do país, com mais de 94.000 veículos vendidos, alta de quase 80% na comparação anual. A alta nos preços do petróleo é apontada como fator por trás dos recordes de vendas de elétricos na Europa.

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