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A Lifeline Austrália, renomada organização de caridade, confirmou recentemente um incidente de segurança cibernética que resultou no vazamento de dados sensíveis. O incidente afetou aproximadamente 10.600 registros de seus voluntários e funcionários, comprometendo informações como nomes completos, datas de nascimento, e-mails corporativos, números de telefone e contatos de WhatsApp. A organização assegura que dados de solicitantes de ajuda e informações financeiras não foram expostos, mitigando parte do impacto. A gestão de vulnerabilidades e a proteção de dados de colaboradores tornam-se, mais uma vez, um alerta crítico para o terceiro setor.

O grupo de ransomware D1R reivindicou ter invadido a Synopsys e acessado um banco de dados de clientes contendo 40.000 registros, utilizando essas informações para atacar a propriedade intelectual da Bosch. Contudo, a Synopsys refuta as acusações, declarando que suas ferramentas de monitoramento não detectaram qualquer acesso não autorizado e que as alegações são infundadas. A 'prova' apresentada pelo D1R para chantagear a empresa parece ser um manual da Bosch já disponível publicamente, o que questiona a veracidade e o impacto do suposto ataque.

Dois grupos de ameaça estão explorando uma brecha no Microsoft Entra ID, utilizando spoofing de ID de cliente OAuth para validar credenciais roubadas sem acionar alertas de login. Os atacantes enviam requisições ROPC (Resource Owner Password Credentials) com IDs de Cliente falsas, mas sintaticamente válidas, e analisam os códigos de erro AADSTS para confirmar a validade de contas e senhas. As campanhas, identificadas como UNK_pyreq2323 e UNK_OutFlareAZ, já comprometeram milhões de usuários e milhares de clientes, utilizando infraestrutura robusta da AWS e Cloudflare.

Rossen G. Iossifov, que já cumpria pena por lavagem de milhões em um esquema de fraude, foi indiciado por conspiração para subtrair US$ 290 mil em criptomoedas. A particularidade do caso é que o roubo teria ocorrido enquanto Iossifov estava detido e os ativos digitais estavam sob custódia do governo, levantando sérias questões sobre a segurança de bens apreendidos e a capacidade de criminosos atuarem mesmo atrás das grades.

A SonicWall emitiu um aviso urgente sobre a exploração ativa de duas vulnerabilidades zero-day em seus appliances SMA1000. A primeira, considerada crítica com CVSS 10, é uma falha de Server-Side Request Forgery (SSRF) na interface Appliance Work Place. Esta brecha permite que invasores remotos e não autenticados forcem o dispositivo a realizar requisições não intencionais. A segunda vulnerabilidade, de alta severidade (CVSS 7.2), é uma injeção de código pós-autenticação no Appliance Management Console, possibilitando a execução de comandos arbitrários no sistema operacional por administradores remotos autenticados. Empresas que utilizam esses dispositivos devem agir imediatamente para mitigar os riscos.

Pesquisadores da Jamf alertam para a ascensão do CrashStealer, um infostealer para macOS que se camufla astutamente como a ferramenta nativa CrashReporter da Apple. Este novo malware exibe um falso prompt de senha, coletando credenciais para então desbloquear o chaveiro do sistema, permitindo o roubo de dados sensíveis. Sua operação se destaca pela discrição, empregando um dropper notarizado e criptografia AES-256-GCM para empacotar informações roubadas em arquivos zip antes da exfiltração, representando um risco significativo à segurança digital.

Google e Microsoft agiram rapidamente para remover a popular extensão ModHeader de suas respectivas lojas, tanto no Chrome quanto no Edge, após a descoberta de um código malicioso oculto. A extensão, que acumulava cerca de 1,6 milhão de instalações, continha um código dormente capaz de coletar impressões digitais de dispositivos e criptografar dados de até mil domínios visitados, enviando-os periodicamente para api.stanfordstudies[.]com. Embora a função de coleta de dados estivesse inativa na versão distribuída, toda a infraestrutura para a exfiltração estava presente, evidenciando uma ameaça latente. Especialistas recomendam a desinstalação imediata do ModHeader, a alteração de credenciais e a revisão de logs de tráfego em busca de atividades suspeitas, bem como o bloqueio dos domínios e APIs associados para mitigar riscos.

Um incidente grave de segurança comprometeu a CISA, agência de cibersegurança dos EUA, após um contratado tornar público um repositório "Private CISA" no GitHub por seis meses. O vazamento expôs chaves de administrador da AWS GovCloud e senhas em texto puro de sistemas internos. Apesar de alertas automatizados do GitGuardian não terem sido atendidos, a CISA agora reforça seus canais de notificação de incidentes e aprimora a varredura contínua de código público e interno para segredos, buscando prevenir e detectar exposições futuras com maior agilidade.

Karen Serobovich Vardanyan, de nacionalidade armênia, admitiu sua culpa em um tribunal federal de Portland por conspiração e fraude informática. Ele foi responsável pela implementação do ransomware Ryuk contra organizações norte-americanas entre novembro de 2019 e abril de 2020. Entre as vítimas, uma empresa de Michigan foi forçada a pagar 200 bitcoins, equivalente a mais de US$ 1,1 milhão na época, além de outras em Oregon e Texas. Vardanyan e seus cúmplices acumularam cerca de 1.610 bitcoins, avaliados em mais de US$ 15 milhões no momento dos pagamentos. O réu enfrenta até 15 anos de prisão e concordou em restituir US$ 1,1 milhão. O grupo Ryuk foi desmantelado em 2020, com muitos de seus membros migrando para o Conti, destacando a resiliência dessas operações cibernéticas, mesmo diante de extradições.

Pesquisadores em segurança cibernética desvendaram uma nova e engenhosa técnica, batizada de 'Ghostcommit', que explora agentes de IA para subtrair credenciais de repositórios Git. O método consiste em embutir instruções maliciosas dentro de uma imagem, que é então carregada no repositório. Essas instruções orientam o agente de IA a copiar o arquivo `.env` e exfiltrá-lo, byte a byte, disfarçado como uma sequência numérica. Agentes de revisão de Pull Request (PR) não conseguiram identificar a ameaça nas imagens, permitindo a aprovação do código malicioso. Testes práticos confirmaram a eficácia do ataque em plataformas como Cursor e Antigravity (com modelos específicos), enquanto o Opus, integrado ao Claude Code, demonstrou capacidade de detecção contra essa forma de engenharia social.

Uma falha de segurança grave foi identificada no Debian: a recente atualização do MariaDB para a versão 10.11.18-0+deb12u1 está ativando o serviço mariadb.socket incondicionalmente, conforme relatado em um bug do sistema. Essa mudança faz com que a porta 3306 do banco de dados seja exposta em todas as interfaces de rede por padrão, em vez de restringir-se apenas ao localhost. A configuração, que antes era padrão para maior segurança, agora pode deixar sistemas vulneráveis a ataques externos sem aviso prévio. Administradores de sistemas Debian com MariaDB devem verificar suas configurações imediatamente para mitigar riscos.

Pesquisadores da SpecterOps estão na vanguarda do uso de LLMs para aprimorar a engenharia reversa e a análise de soluções EDR (Endpoint Detection and Response) comerciais. Utilizando o GPT-5.5-Cyber, a equipe dissecou o agente Cortex XDR da Palo Alto Networks, explorando suas DLLs, extraindo regras YARA e comportamentais, e recuperando modelos locais. Essa abordagem permitiu a criação de suítes de emulação avançadas, facilitando testes de evasão contra EDRs emulados e evidenciando o potencial da IA na descoberta de vulnerabilidades de segurança.

O Centers Laboratory, localizado em Nova Jersey, confirmou uma grave violação de dados que comprometeu informações pessoais e de saúde de mais de 540 mil indivíduos. Invasores acessaram os sistemas da instituição por vários dias em agosto de 2025, obtendo acesso a dados sensíveis, incluindo números de Seguro Social e registros médicos. O incidente ressalta a constante ameaça cibernética enfrentada por organizações que gerenciam informações de saúde.

Pesquisadores da Miggo revelaram falhas graves no RabbitMQ (versão 3.13.0 e posteriores) que abrem caminho para a aquisição de controle administrativo total sem autenticação e o mapeamento de filas de tenants. A principal vulnerabilidade expõe o client secret OAuth através de um endpoint não autenticado, permitindo que atacantes comprometam sistemas que dependem desse secret. Além disso, outra falha possibilita a leitura de estatísticas e a declaração passiva de filas em virtual hosts compartilhados. A Miggo enfatiza a urgência na atualização para versões corrigidas, rotação de secrets OAuth e restrição de acesso à porta 15672 para conter a exposição de dados.

Pesquisadores da TU Dresden revelaram uma falha grave em sete mecanismos de ligação entre atestado e TLS, utilizados em plataformas como WhatsApp Private Processing (Meta), Contrast (Edgeless Systems) e Cocos AI. A análise, empregando o verificador simbólico ProVerif, identificou que todos os mecanismos são vulneráveis a ataques de retransmissão (CVE-2026-33697, CVSS 7.5, CWE-322). Um atacante com a chave privada TLS efêmera de um enclave pode apresentar atestados legítimos, mas redirecionar a sessão, passando por todas as verificações criptográficas e criptografando para um endpoint malicioso. A exploração exige comprometimento físico para extrair a chave, similar a ataques como wiretap.fail e TEE.fail, evidenciando a ausência de vinculação do atestado ao tráfego da aplicação ou de validação de tempo/vivacidade. O estudo propõe uma mitigação de nível 2, em revisão por grupos do IETF, e ressalta a insuficiência de auditorias manuais sem verificação formal rigorosa.

Agências de inteligência e segurança dos EUA, incluindo NSA, FBI e CISA, juntamente com 15 parceiros internacionais, alertaram sobre ataques cibernéticos persistentes contra setores essenciais como energia, comunicações, saúde e governo. As ações são atribuídas ao Centro 16 do FSB russo, conhecido como Berserk Bear/Static Tundra. A colaboração global visa reforçar a defesa contra a ameaça crescente à infraestrutura crítica.

Pesquisadores da Binarly alertam para seis novas vulnerabilidades críticas no bootloader U-Boot, com duas permitindo Execução Remota de Código (RCE) e as demais abrindo portas para ataques de Negação de Serviço. Os problemas (BRLY-2026-037 a BRLY-2026-042) surgem da análise de imagens FIT não confiáveis antes da verificação de assinatura. Grande parte do código afetado data da v2013.07, comprometendo mais de 50 versões estáveis e firmwares de diversos fornecedores. As falhas de RCE exploram a confiança em ponteiros nulos não verificados e comprimentos negativos, enquanto as de travamento decorrem de tamanhos e offsets não validados, ponteiros nulos de formatos antigos e recursão ilimitada, sublinhando a necessidade de atualização imediata para mitigar riscos de segurança. Empresas e governos devem priorizar a avaliação e correção dessas vulnerabilidades para proteger sua infraestrutura.

Pesquisadores alertam sobre um sofisticado ataque de phishing que explora o fluxo de código de dispositivo OAuth da Microsoft, mesmo com autenticação multifator (MFA) ativada. Cibercriminosos utilizam PDFs protegidos por senha e redirecionamentos legítimos de domínios Microsoft e Cacoo.com para enganar vítimas. Após um CAPTCHA, a página de destino maliciosa captura automaticamente um device_code legítimo, induzindo o usuário a colá-lo em uma URL de verificação genuína da Microsoft. Completada a MFA, o atacante obtém tokens de acesso que permitem acesso persistente a e-mails, exfiltração de arquivos do OneDrive e acesso ao Teams. A mesma técnica já foi observada mirando usuários brasileiros. Para mitigar, é crucial desabilitar o Device Code Flow se não utilizado, monitorar eventos de DeviceCodeSignIn, exigir conformidade de dispositivos e capacitar usuários a jamais aprovar prompts de código de dispositivo não solicitados, mesmo em páginas de login legítimas da Microsoft.

A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA anunciou a restauração do nome 'Tailored Access Operations' (TAO) para seu Office of Computer Network Operations, revertendo a reestruturação NSA21 de 2016. Sob a nova liderança do vice-diretor Tim Kosiba, essa mudança sinaliza um retorno à integração de desenvolvedores e operadores, anteriormente separados em diretorias distintas. A unidade de elite, focada em operações cibernéticas ofensivas, prepara-se para inaugurar uma nova sede em Fort Meade no próximo mês, consolidando suas atividades de cibersegurança e inteligência.

Um adolescente de 15 anos foi detido em Tóquio após admitir ter empregado o ChatGPT para desenvolver um código malicioso. O programa enviou comandos de cancelamento de registro falsos aos servidores da Bandai Namco Filmworks, resultando na exclusão de 46.812 contas do Bandai Channel e expondo dados pessoais de até 1,36 milhão de usuários. O incidente destaca as crescentes ameaças impulsionadas por IA na cibersegurança.

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