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Atividade de ameaças ligadas ao Estado chinês cai de forma acentuada no 2º e 3º trimestres de 2026

Trellix aponta queda de 41,4% na atividade de grupos estatais alinhados à China entre abril e setembro

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Trellix registrou queda de 41,4% na atividade detectada de grupos estatais alinhados à China entre abril e setembro de 2026. Os pesquisadores levantam duas leituras: mudança nas prioridades de inteligência da China (como maior foco em observar capacidades militares ocidentais) ou alteração em alvos, infraestrutura e visibilidade de detecção. Eles afirmam que detecção menor não significa ameaça menor. A atividade da China seguiu "substancialmente maior" que a de Rússia e Irã.

O relatório, publicado em 4 de novembro de 2026, aponta Estados Unidos (38%) e Turquia (37,1%) como alvos de mais de três quartos das detecções, com a Alemanha em terceiro (4,4%). Transporte e logística e telecomunicações somam mais da metade do volume. Dez grupos respondem por 56% das detecções, entre eles Gamaredon (9,03%), APT36 (7,84%) e Mustang Panda (7,52%). Backdoors aparecem em 20,9% das detecções e infostealers em 11,87%, o que indica foco em acesso de longo prazo. O caso Weaver Ant, que ficou mais de quatro anos sem ser detectado numa operadora asiática, reforça o risco de atividade ainda invisível.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU mostra que os grupos chineses vinham ativos em várias frentes. Em 12 de março de 2026, a matéria "Atores do Nexus Chinês Redirecionam Foco para o Catar em Meio ao Conflito Iraniano" descreveu o Camaro Dragon usando uma variante do PlugX. Em 7 de abril de 2026, "TA416 Ligado à China Ataca Governos Europeus com PlugX e Phishing Baseado em OAuth" registrou o grupo, com sobreposição a Mustang Panda, retomando alvos diplomáticos da UE e da OTAN. Agora o Mustang Panda aparece entre os três grupos mais prevalentes do relatório da Trellix, mesmo com a queda geral da atividade chinesa.

Por que isso importa

Para quem opera defesa corporativa, a leitura é que o número isolado não autoriza baixar a guarda. Se a queda reflete mudança de visibilidade ou de alvo, a exposição pode continuar a mesma. Setores como telecom e logística, citados como foco, merecem atenção em caça a ameaças, sobretudo para detectar backdoors persistentes.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o Camaro Dragon mirando o Catar com variante do PlugX.

  2. CEVIU noticia o TA416 retomando ataques a governos europeus com PlugX.

  3. Trellix aponta queda de 41,4% na atividade estatal alinhada à China entre abril e setembro.

Perguntas frequentes

A atividade de hackers da China realmente diminuiu?

A Trellix detectou 41,4% menos atividade entre abril e setembro de 2026. A própria empresa alerta que isso pode refletir mudanças em alvos, infraestrutura ou visibilidade, e não uma redução real das ações. A atividade chinesa ainda superou a de Rússia e Irã.

Quais países mais sofreram ataques de grupos estatais?

Estados Unidos (38%) e Turquia (37,1%) concentraram mais de três quartos das detecções. A Alemanha ficou em terceiro, com 4,4%.

Quais setores foram mais visados?

Transporte e logística e telecomunicações somaram mais da metade do volume de campanhas detectadas. Os pesquisadores ligam isso ao interesse em coletar inteligência sobre cadeias de suprimento e comunicações.

Que ferramentas os grupos estatais mais usaram?

Backdoors lideraram, em 20,9% das detecções, o que indica prioridade para acesso de longo prazo. Infostealers vieram em segundo, com 11,87%, para coleta de dados em redes comprometidas.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
06 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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