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Cenário de Ransomware no 2º Trimestre de 2026: Grupos em Ascensão e Resposta da Lei

Ransomware no 2º Trimestre de 2026: Fragmentação Acelera e IA Impulsiona Novas Ameaças

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Aprofundamento

A fragmentação é o novo normal no ecossistema de ransomware. O segundo trimestre de 2026 viu 93 grupos ativos, um salto significativo que dilui o poder dos "grandes players". Esse cenário, já antecipado na matéria "As Guerras de Franquias de Ransomware" de 12 de fevereiro de 2026, com a reestruturação do RaaS (Ransomware-as-a-Service) pós-colapsos de grupos como Black Basta e LockBit, agora se concretiza com novos entrantes, a exemplo do The Gentlemen.

Este novo grupo, The Gentlemen, não só demonstra a facilidade de entrada no mercado, mas também a adoção acelerada de novas tecnologias. Eles teriam desenvolvido um painel de gestão de ransomware em tempo recorde, usando assistentes de codificação com IA. Isso mostra uma evolução clara do que o CEVIU já alertava em 25 de maio de 2026, na reportagem "Ataques de IA não são mais experimentais", sobre a IA se tornando uma ferramenta rotineira no arsenal de cibercriminosos. A taxa de pagamento de resgates caiu para 23%, mas isso não desmobiliza os atacantes, que se beneficiam da infraestrutura criminosa compartilhada, focando agora em lavagem de dinheiro e plataformas de assinatura de malware.

O que mudou

A pauta de 25 de maio de 2026, "Ataques de IA não são mais experimentais", destacou que a IA estava deixando de ser algo experimental para se tornar uma ferramenta padrão para cibercriminosos. A notícia atual valida essa percepção, mostrando um caso real e impactante: o grupo The Gentlemen usou assistentes de codificação com IA para desenvolver rapidamente um painel de gestão de ransomware. Isso demonstra que a IA não é só uma ameaça abstrata, mas um facilitador concreto e eficiente na criação de ferramentas de ataque, acelerando o ciclo de vida do desenvolvimento de malware.

Por que isso importa

Para as empresas, a proliferação de grupos de ransomware torna a defesa ainda mais complexa, exigindo uma postura de segurança adaptativa e proativa. A IA como acelerador de desenvolvimento de ataques significa que as ameaças evoluem mais rápido, demandando respostas ágeis e tecnologias de proteção que também utilizem IA. Para a segurança nacional, a nova estratégia das forças da lei, focando em infraestruturas compartilhadas em vez de grupos isolados, pode ser um caminho mais eficaz para desmantelar o crime cibernético de forma sistêmica, mas a batalha contra a fragmentação continua intensa.

Linha do tempo

  1. RaaS em reestruturação após colapsos de grandes grupos.

  2. Relatório aponta IA como ferramenta rotineira para cibercriminosos.

  3. Ransomware mira gerentes de TI em nova tática.

  4. Zscaler alerta para ransomware mirando lideranças estratégicas.

  5. Relatório Check Point destaca fragmentação e uso de IA no ransomware.

Perguntas frequentes

O que é RaaS e como ele impacta a fragmentação do ransomware?

RaaS (Ransomware-as-a-Service) é um modelo de negócios onde desenvolvedores de ransomware vendem ou alugam suas ferramentas para afiliados, que realizam os ataques. Ele facilita a entrada de novos atores no cenário, contribuindo diretamente para a fragmentação que vemos no mercado de ransomware, pois o conhecimento técnico para criar um ransomware completo não é mais um impedimento.

Como a IA está sendo utilizada pelos grupos de ransomware como o The Gentlemen?

Grupos como o The Gentlemen estão usando assistentes de codificação baseados em IA para desenvolver e otimizar suas ferramentas de ataque, como painéis de gestão de ransomware. Isso permite que eles criem infraestruturas maliciosas mais rapidamente e com menos recursos humanos, acelerando a inovação no cibercrime e a proliferação de novas variantes de malware.

A queda na taxa de pagamento de resgates significa que o ransomware é menos perigoso?

Não. Embora a taxa de pagamento tenha atingido 23%, uma mínima histórica, a proliferação de grupos e a sofisticação dos ataques continuam a representar uma grave ameaça. A redução nos pagamentos pode levar os criminosos a buscar novas formas de monetização ou a aumentar a frequência e a escala dos ataques para compensar a receita perdida, mantendo a pressão sobre as vítimas.

Qual a nova estratégia das forças de segurança contra o ransomware?

As forças de segurança estão mudando o foco de atacar grupos de ransomware isolados para desmantelar as infraestruturas criminosas compartilhadas. Isso inclui plataformas de lavagem de dinheiro, serviços de assinatura de malware e outras ferramentas que sustentam o ecossistema do cibercrime. A ideia é secar a fonte de recursos e apoio para múltiplos grupos, em vez de perseguir um a um.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
14 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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