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Relatório de ameaças DDoS da Cloudflare no 3º trimestre de 2026: mais enxames, menos ataques gigantes

DDoS no 3º trimestre de 2026 tem mais ataques curtos e menos ataques gigantes, segundo a Cloudflare

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O relatório da Cloudforce One, braço de inteligência de ameaças da Cloudflare, mostra um trimestre de ataques mais frequentes e menores. Dos 18,2 milhões de ataques de camada de rede mitigados, 96% terminaram em menos de 10 minutos e 98% ficaram abaixo de 1 Gbps. A fonte associa esse perfil aos serviços de DDoS sob demanda (os chamados "booters"), que miraram principalmente software, apostas e cassinos, e tecnologia da informação. Na camada HTTP, foram 14,4 trilhões de requisições mitigadas. O tráfego total foi de 272,6 PB na rede e 95,1 PB no HTTP.

Os ataques acima de 1 Tbps caíram de 805 no segundo trimestre para 251 no terceiro. A Cloudflare sugere que isso pode refletir a ação policial no início de 2026 que derrubou quatro grandes botnets de IoT: Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad. É uma hipótese da fonte, não uma conclusão comprovada. As botnets seguem ativas, com variantes como Dysphoria e Evooo1Bot. O tráfego classificado como Mirai chegou a 57,23 PB em agosto (46,5% dos bytes de rede mitigados no trimestre), e o ataque Mirai mais longo durou 49,7 horas, entre 19 e 21 de agosto.

Nos vetores, o CLDAP, que reflete respostas amplificadas de controladores de domínio públicos na porta UDP 389, desabou 99,5% e ficou em 0,05% dos ataques. A amplificação de DNS subiu 215% (3,43% dos ataques) e outros floods de UDP passaram de 14,06% para 31,31%. Em setores, Mídia, Produção e Publicação continua como o mais atacado, mas com cerca de um quarto da participação do segundo trimestre. Na geografia, os EUA retomaram o primeiro lugar, a China ficou em segundo e a Indonésia entrou no top 3 com 2,93%. O Canadá foi do 16º ao 6º lugar e Israel chegou ao 10º.

O que mudou

Em 12 de agosto de 2026, o CEVIU noticiou "Ataques DDoS Acima de 1 Tbps Disparam no Primeiro Semestre de 2026, com Brasil Liderando Origem de Tráfego", com 805 ataques acima de 1 Tbps só no segundo trimestre. O terceiro trimestre inverte essa curva: 251 ataques nessa faixa, queda de quase 69%. Em 13 de agosto de 2026, a matéria "Ataques DDoS Ultrassônicos: Crescimento Explosivo Impulsionado por DNS e Geopolítica" já apontava o DNS como vetor em alta. Agora a amplificação de DNS cresce mais 215%, enquanto o CLDAP, que havia disparado 580% no primeiro semestre, praticamente some. No ranking de países, a China liderava no semestre e os EUA voltam ao topo.

Por que isso importa

Para quem opera defesa de rede, a leitura é que o risco migrou do pico raro para o volume constante. Ataques de minutos e baixa banda passam longe de um analista humano e ainda derrubam um servidor desprotegido, o que favorece mitigação automática em vez de resposta manual. A troca de CLDAP por DNS e UDP também sugere revisar resolvers abertos e filtragem de tráfego com IP forjado.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia o relatório do 4º trimestre de 2025, com ataque recorde de 31,4 Tbps.

  2. CEVIU noticia a disparada de ataques acima de 1 Tbps no primeiro semestre de 2026.

  3. CEVIU noticia o avanço de ataques DDoS baseados em DNS no relatório H1 2026.

  4. CEVIU noticia a 26ª edição do DDoS Threat Report, sobre o 3º trimestre de 2026.

  5. Cobertura detalha 18,2 milhões de ataques, queda de 69% nos hiper-volumétricos e colapso do CLDAP.

Perguntas frequentes

Os ataques DDoS diminuíram no terceiro trimestre de 2026?

Não no total. A Cloudflare mitigou 18,2 milhões de ataques de camada de rede, e os curtos e de baixa banda cresceram 208% sobre o mesmo período de 2025. O que caiu foram os ataques gigantes, acima de 1 Tbps, de 805 para 251 em relação ao segundo trimestre.

Por que os ataques acima de 1 Tbps caíram?

A Cloudflare diz que pode ser reflexo de ações policiais no início de 2026 contra quatro grandes botnets de IoT: Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad. É uma possibilidade levantada pela empresa. Novas variantes, como Dysphoria e Evooo1Bot, já aparecem.

O que mudou nos vetores de ataque?

Os floods de CLDAP caíram 99,5% e viraram 0,05% dos ataques. A amplificação de DNS subiu 215% e outros floods de UDP passaram de 14,06% para 31,31% dos ataques de rede. Todos são protocolos sem conexão, usados para ataques volumétricos.

Quais países foram mais atacados?

Os Estados Unidos ficaram em primeiro, seguidos por China e Indonésia (2,93% dos ataques). O Canadá subiu do 16º para o 6º lugar e Israel chegou ao 10º.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
03 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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