Cloudflare Radar registrou 49 interrupções da Internet no 3º trimestre de 2026, com energia e bloqueios de governos à frente
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Aprofundamento
O balanço do terceiro trimestre de 2026 do Cloudflare Radar contou 49 interrupções entre julho e setembro. Bloqueios determinados por governos lideraram, com 19 incidentes, 18 deles desligamentos ligados a exames no Iraque, em janelas fixas das 03:30 às 04:00 UTC, de 15 a 90 minutos. Quedas de energia vieram em seguida, com 14 eventos em 10 países, e desastres naturais somaram cinco.
Para quem desenha arquitetura e continuidade, os casos de energia são os mais instrutivos. Em Honduras, uma falha de energia em 10 de setembro em um ponto de interconexão afetou ao menos 11 grandes provedores e derrubou em 63% o tráfego HTTP por cerca de três horas. A própria Cloudflare lê o episódio como exemplo de ponto único de falha em troca de tráfego concentrada. A Telecomunicaciones de Guatemala (AS14754) e a operadora móvel Celtel (AS52262) não foram afetadas, o que sugere maior dependência de infraestrutura fora do país. Nos Estados Unidos, em 13 de agosto, uma falha no sistema de refrigeração de um data center em Phoenix causou queda quase total do tráfego da Namecheap (AS22612). A fonte indica que a refrigeração tende a ganhar peso como risco.
Houve ainda eventos físicos e políticos. Em Cuba, quatro quedas de energia reduziram o tráfego entre 18% e 59%. Na Ucrânia, o apagão de 5 de julho em Sebastopol durou oito horas, com queda de 98%, e os ataques de drones de 12 de agosto causaram dez horas de interrupção, com queda de até 95%. Na Colômbia, um terremoto de magnitude 7,4 em agosto causou quatro dias e meio de interrupção, por dano a fibra óptica. Na Etiópia, o bloqueio em Tigray durou 10 dias, com tráfego em 100% de queda na região. Também houve interrupções de 14 eventos que se recuperaram em menos de uma hora e 16 em menos de três horas.
O que mudou
A cobertura anterior do CEVIU já seguia esse tema. Em 30 de abril de 2026, o balanço do Cloudflare Radar para o 1º trimestre registrou blecautes prolongados direcionados por governos, como em Uganda e no Irã. Em 7 de junho de 2026, o CEVIU noticiou a recuperação parcial da internet no Irã após quase três meses de restrições. No terceiro trimestre, o protagonismo dos bloqueios governamentais continua, mas agora em formato de desligamentos curtos e programados (exames no Iraque), e a energia ganha peso como causa central.
Por que isso importa
Para quem opera TI corporativa, o recado é que a resiliência da rede termina onde começa a eletricidade. Vale mapear dependência de pontos de interconexão únicos, provedores com rota apenas local e data centers com refrigeração sem redundância. Em operações com presença em países com rede elétrica instável ou bloqueios recorrentes, é leitura editorial razoável revisar planos de contingência e multiplicar caminhos de conectividade.
Linha do tempo
CEVIU noticia o balanço do Cloudflare Radar do 1º trimestre de 2026, com bloqueios em Uganda e no Irã.
CEVIU noticia a recuperação parcial da internet no Irã após quase três meses de restrições.
Cloudflare Radar divulga 49 interrupções no 3º trimestre de 2026, lideradas por bloqueios de governos e energia.
Perguntas frequentes
Quantas interrupções o Cloudflare Radar registrou no 3º trimestre de 2026?
Foram 49 interrupções entre julho e setembro. Bloqueios de governos somaram 19, quedas de energia 14 e desastres naturais cinco.
Por que o Iraque aparece tanto no relatório?
Dos 19 bloqueios governamentais, 18 foram desligamentos ligados a exames no Iraque. Ocorreram em horário fixo, das 03:30 às 04:00 UTC, com duração de 15 a 90 minutos. O ministro das Comunicações prometeu um sistema digital para dispensar a distribuição centralizada de provas e, assim, os desligamentos.
O que aconteceu em Honduras em 10 de setembro?
Uma falha de energia em um ponto de interconexão afetou ao menos 11 grandes provedores. O tráfego HTTP do país caiu 63% por cerca de três horas. A Cloudflare cita o caso como exemplo de ponto único de falha.
As interrupções foram longas?
Muitas foram curtas. Em 14 casos o tráfego voltou ao normal em menos de uma hora, e em 16 em menos de três horas. Eventos com dano físico, como o terremoto na Colômbia, levaram dias.
Fontes
- blog.cloudflare.comfonte original
- Categoria
- CEVIU TI
- Publicado
- 27 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU TI

