Só 54% dos consumidores confiam que descontos da Black Friday são menores que o normal
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O levantamento do BCG (Boston Consulting Group) é o sexto estudo anual sobre Black Friday da consultoria e ouviu 10.220 consumidores em dez países. O relatório se chama For Year-End Sales Events, Trust Is the New Currency, e o termo Year-End aparece ali como o conjunto de eventos de vendas de fim de ano (Singles' Day, Black Friday e Cyber Monday), não como produto ou projeto de software. Não há repositório nem autoria de projeto associados. O que existe é uma pesquisa de mercado.
Só 54% confiam que os preços anunciados são realmente menores que o normal, e 1 em 5 desconfia ativamente. Além disso, 22% pretendem gastar menos ou pular as promoções porque acreditam que há desconto o ano todo. O desconto mínimo esperado para um bom negócio caiu para cerca de 30% (era 32% em 2025). O BCG mediu confiança com um net trust score: quem diz que o fator aumenta a confiança menos quem diz que diminui. Reputação do varejista e garantia de devolução do dinheiro lideram, com 65% cada. Avaliações de compradores verificados marcam 59%, e comparação clara entre preço normal e preço com desconto, 58%. No fim da lista: mensagens de escassez em tempo real (8%), resumos de avaliações gerados por IA (4%) e recomendações de influenciadores (3%).
Sobre canais, o uso de redes sociais como fonte de inspiração caiu 9 pontos, para 46%, e recuou em todos os mercados. A IA subiu nos dez. O uso planejado de IA chegou a 56% (alta de 8 pontos), 86% dos usuários a consideram útil e 78% dizem que ela aumenta a chance de concluir a compra. Os usos de maior confiança são comparar preços entre varejistas (39%) e comparar características de produtos (37%). Tarefas transacionais, como preencher dados no checkout, ainda estão se desenvolvendo.
Por que isso importa
Para quem opera mídia e CRM em varejo, a leitura é que desconto maior sozinho não resolve. Prova de preço (histórico, comparativo claro), política de devolução visível e avaliações verificadas tendem a pesar mais que urgência artificial. Também vale pensar em como a oferta é encontrada e verificada por assistentes de IA, já que eles entram na comparação de preços. Sobre influenciadores, o dado do BCG mede confiança na oferta, não descoberta de produto, e outras pesquisas mostram papel diferente para creators.
Linha do tempo
CEVIU noticia que consumidores recorrem ao Reddit para validar recomendações de IA antes de comprar.
CEVIU noticia pesquisa sobre preferência por recomendações de criadores entre consumidores que usam IA para compras.
CEVIU noticia que creators já rivalizam com a busca na descoberta de produtos pela Geração Z.
BCG mostra que só 54% confiam nos descontos da Black Friday e influenciadores ficam em último em confiança.
Perguntas frequentes
Quantos consumidores confiam nos descontos da Black Friday?
Segundo o BCG, só 54% confiam que os preços anunciados são realmente menores que o normal. Uma em cada cinco pessoas desconfia ativamente. A pesquisa ouviu 10.220 consumidores em dez países.
O que mais gera confiança em uma oferta?
Reputação do varejista e garantia de devolução do dinheiro, ambos com net trust score de 65%. Em seguida vêm avaliações de compradores verificados (59%) e comparação clara entre preço normal e com desconto (58%).
Por que influenciadores aparecem em último?
Recomendações de influenciadores tiveram net trust score de apenas 3% como fator de confiança numa oferta. O estudo não detalha os motivos. Também mostra que o uso de redes sociais como inspiração caiu 9 pontos, para 46%.
Como a IA entra nas compras de fim de ano?
O uso planejado de IA chegou a 56% dos compradores, alta de 8 pontos. Dos usuários, 86% acham útil e 78% dizem que aumenta a chance de comprar. Os usos mais confiáveis são comparar preços (39%) e características de produtos (37%).
Fontes
- bcg.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Marketing
- Publicado
- 06 de novembro de 2026
- Editoria
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