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Como empresas estão reposicionando suas marcas em torno de mascotes

Mascotes voltam ao centro do posicionamento de marcas, impulsionados por empresas de IA

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A newsletter Open Source CEO, de Bill Kerr e Isaac Peiris, parte de um dado da System1. A empresa de testes de anúncios revisou as campanhas de longo prazo inscritas no IPA Effectiveness Awards desde 1998. Entre as campanhas lideradas por personagens, 41% relataram ganhos muito grandes de market share, contra 30% das demais. Em lucro, foram 34% contra 26%. Ao mesmo tempo, a fatia de campanhas baseadas em personagem ou slogan caiu de 41% em 1992 para 12% em meados da década de 2010.

O argumento é que mascotes resolvem três problemas: produto invisível, produto indistinguível e produto que exige confiança. Seguradoras (GEICO com o lagarto, Compare the Market com o suricato) sempre se encaixaram nisso. Agentes de IA como Muse (Meta, com o Jolly), Dots (OpenAI) e GrokBot (xAI) têm as mesmas questões, em versão mais pesada. O texto também cita a personalização (nomear o agente, escolher cor e acessórios) como fonte de apego, e aponta uma ressalva: a Confidential VM do Muse, que impediria até a Meta de ler os dados, ainda não foi lançada, e o GrokBot compartilha um único computador em nuvem entre todos os agentes.

O que mudou

O tema vinha sendo acompanhado. Em 17 de agosto de 2026, o CEVIU noticiou "De volta ao futuro: Marcas apostam em mascotes para turbinar marketing na era da IA". Em 9 de outubro de 2026, veio "A Estratégia 'Cutewashing': Como a Big Tech Usa a Fofura Para Suavizar Seus Agentes de IA", e em 13 de outubro de 2026, "IA humanizada: Por que mascotes são cruciais para a aceitação tecnológica", que já citava Muse, Dots e a Notion. A novidade agora é o recorte com números de efetividade (41% contra 30%) e a lista de ações práticas para quem constrói marca.

Por que isso importa

Para quem opera marca ou growth, a leitura é que mascote não é enfeite: funciona quando resolve um problema concreto de visibilidade, diferenciação ou confiança. Os dados vêm de campanhas de longo prazo no Reino Unido, então vale tratá-los como indício, não garantia. O alerta sobre a distância entre a fofura e as salvaguardas do produto também serve de teste para qualquer marca que pense em personagem.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia marcas resgatando mascotes na era da IA.

  2. CEVIU publica sobre o 'cutewashing' em agentes de IA da Big Tech.

  3. CEVIU explica por que mascotes ajudam na aceitação de tecnologia, citando Muse, Dots e Notion.

  4. Newsletter Open Source CEO traz dados de efetividade de mascotes e a guinada das empresas de IA.

Perguntas frequentes

Mascotes realmente melhoram os resultados de uma campanha?

Segundo a análise da System1 sobre campanhas do IPA Effectiveness Awards desde 1998, 41% das campanhas com personagem relataram ganhos muito grandes de market share, contra 30% das demais. Em lucro, a diferença foi de 34% contra 26%. São campanhas de longo prazo, então o dado não promete o mesmo efeito em ações curtas.

Quais empresas de IA lançaram mascotes?

A Meta apresentou o Jolly, ligado ao agente Muse. A OpenAI lançou o Dots, em que o usuário nomeia o agente e põe acessórios. A xAI lançou o GrokBot, em que cada agente ganha forma e cor escolhidas pelo usuário. A Notion já havia adotado um rosto simples para sua IA.

Por que agentes de IA se beneficiam de um personagem?

O trabalho acontece em nuvem, longe dos olhos do usuário, e os agentes são parecidos entre si. Ainda pedem acesso a e-mail, agenda e cartão de crédito. O personagem dá corpo ao trabalho invisível, cria algo difícil de copiar e ajuda a reduzir a desconfiança.

Quais são os riscos de usar mascote?

Críticos como Ed Zitron dizem que os personagens são puro marketing, e o grupo Fairplay acusou Meta e OpenAI de vender IA com iconografia infantil. Há também o risco do Clippy: se o produto decepciona, o personagem vira piada. Lançar o rosto antes das salvaguardas de segurança agrava o problema.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
06 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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