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Algo está errado com o negócio de anúncios do YouTube?

Receita de anúncios do YouTube desacelera mesmo com mais espaço na TV

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

No terceiro trimestre, a receita de anúncios do YouTube subiu 9%, para US$ 11,2 bilhões. O número parece bom, mas representa desaceleração frente aos trimestres recentes. No mesmo período, a plataforma chegou a 15,8% do consumo total de TV, mais que o dobro da fatia da Netflix. Outros players de CTV, como Roku, Tubi (da Fox) e a Magnite, reportaram crescimento mais forte.

A fonte ressalva a comparação: o número do YouTube abrange a plataforma inteira, não só CTV, parte de uma base bem maior, e a receita da Tubi é difícil de isolar da Fox. A Magnite é fornecedora de ad tech, não empresa de conteúdo. Entre as explicações levantadas estão a ausência do YouTube na onda de gastos políticos em CTV, já que sua audiência é vista como jovem, e o conforto crescente das marcas com FAST, que tem cara de TV. Parte dos anunciantes ainda enxerga o YouTube como "não totalmente TV". Também pesam a concorrência e a diversificação de verba, além das opções sem anúncios: segundo Luke Stillman, da Madison and Wall, as assinaturas crescem mais rápido que os anúncios.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU mostra um padrão parecido no ecossistema Google. Em 29 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "Ações do Google caem 10% com desaceleração da receita de busca", sobre o negócio de publicidade abaixo das estimativas no terceiro trimestre. Em 3 de novembro de 2026, em "Google diz que busca com IA pressiona sua receita de publicidade", o volume de buscas desacelerou de 19% no primeiro trimestre para 12% no terceiro. Agora o vídeo também aparece com crescimento mais lento, ainda que por motivos distintos dos da busca.

Por que isso importa

Para quem compra mídia, o recado é que audiência não se converte automaticamente em verba. Quem planeja CTV tende a testar mais de um ambiente, e o YouTube compete por orçamento com FAST e outros players. Para quem trabalha com criadores, vale acompanhar se o investimento em parcerias se reflete em receita de anúncios da plataforma, o que a fonte deixa como pergunta em aberto.

Linha do tempo

  1. Ações do Google caem 10% com desaceleração da receita de busca no terceiro trimestre.

  2. Google diz que busca com IA pressiona sua receita de publicidade.

  3. Receita de anúncios do YouTube sobe 9% para US$ 11,2 bilhões, com 15,8% do consumo de TV.

Perguntas frequentes

Quanto a receita de anúncios do YouTube cresceu no terceiro trimestre?

A receita subiu 9%, chegando a US$ 11,2 bilhões. Foi uma desaceleração em relação aos trimestres recentes. O número cobre todo o YouTube, não só a CTV.

Qual é a fatia do YouTube no consumo de TV?

A plataforma chegou a 15,8% do total de visualização de TV no período. Isso é mais que o dobro da fatia da Netflix, segundo a fonte.

Por que a receita cresce menos que a audiência?

A fonte aponta teorias, não conclusões. O YouTube ficou fora do gasto político em CTV, parte das marcas vê o FAST como mais próximo da TV, e os anunciantes diversificam verba. A assinatura sem anúncios também pode frear a publicidade.

A comparação com Roku, Tubi e Magnite é direta?

Não totalmente. O YouTube parte de uma base de anúncios muito maior, e seu resultado inclui toda a plataforma. A receita da Tubi é difícil de separar da Fox, e a Magnite é fornecedora de ad tech.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
06 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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