Seaglider elétrico da Regent faz voo inaugural e mira operação comercial a partir de 2027
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O Viceroy Seaglider, da Regent, é uma embarcação de efeito solo (WIG, wing-in-ground) que explora a proximidade com a água para reduzir o arrasto e ganhar sustentação, com muito menos potência do que um voo em altitude. Em 2 de setembro, fez o voo inaugural perto da sede da empresa, na baía de Narragansett (Rhode Island): 596 metros em 30 segundos, com dois comandantes a bordo. Depois vieram mais quatro voos. A altitude preferida de um WIG "Type A" fica em torno de metade da envergadura (19,8 metros), ou seja, cerca de 10 metros. Acima disso a vantagem aerodinâmica some e a estabilidade cai.
Os números técnicos: 16,8 metros de comprimento, 12 motores elétricos com hélices em asas de compósito e pacote de baterias de cerca de 500 kWh, equivalente a cinco Tesla Model S. A velocidade chega a 290 km/h, com 290 km de autonomia, 12 passageiros além de dois comandantes e carga útil declarada de 1.588 kg. A operação tem quatro modos (Dock, Float, Foil e Fly), com transições quase autônomas. O hidrofólio reduz o arrasto da água na aproximação da decolagem, fase que, segundo o texto, derrubou versões soviéticas. Há redundância de energia, computação e superfícies de controle, e o projeto prevê ondas de até 1,5 metro.
No lado regulatório, WIGs de baixa altitude são hoje tratados como embarcações marítimas, sob a Guarda Costeira dos EUA e não a FAA. Isso evita o limbo de certificação dos eVTOLs, mas a nova lei de financiamento da FAA exige dois anos de colaboração entre as agências para definir a supervisão. A Regent captou mais de US$ 340 milhões (incluindo a Lockheed Martin Ventures), cita backlog de US$ 10 bilhões e prevê produção comercial no fim de 2027. A The Twenty Five tem pedido de até 60 unidades. A versão não tripulada Squire conta com cerca de US$ 20 milhões em contratos, incluindo o Laboratório de Guerra do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.
Por que isso importa
Para quem acompanha aviação elétrica, o Seaglider mostra um caminho em que a bateria de 500 kWh basta porque o regime de voo exige pouca potência. É uma leitura editorial: a vantagem regulatória pesa tanto quanto a aerodinâmica, mas o prazo de dois anos entre FAA e Guarda Costeira ainda pode mudar o jogo. Backlog e produção em 2027 são alegações da empresa.
Linha do tempo
Viceroy Seaglider faz o voo inaugural na baía de Narragansett, com 596 metros em 30 segundos.
Notícia detalha o Seaglider, seu enquadramento como embarcação e o plano de produção comercial no fim de 2027.
Perguntas frequentes
O que é um veículo de efeito solo (WIG)?
É uma embarcação que voa a poucos metros da água. A proximidade com a superfície comprime o ar sob as asas, reduz o arrasto e aumenta a sustentação. Assim, precisa de bem menos potência do que um avião em altitude.
Qual o desempenho do Viceroy Seaglider?
Voa a até 290 km/h, com autonomia de 290 km. Leva 12 passageiros e dois comandantes, com carga útil declarada de 1.588 kg. Cruza a cerca de 10 metros sobre a água.
Por que ele não passa pela certificação da FAA como os eVTOLs?
Pela lei dos EUA, WIGs de baixa altitude são classificados como embarcações marítimas e ficam sob a Guarda Costeira. A nova lei de financiamento da FAA, porém, prevê dois anos de colaboração entre as agências para definir a supervisão.
Quando começa a produção comercial?
A Regent planeja iniciar a produção comercial no fim de 2027. A empresa afirma ter backlog de US$ 10 bilhões, número informado por ela mesma.
Fontes
- spectrum.ieee.orgfonte original
- Categoria
- CEVIU Hardware
- Publicado
- 23 de outubro de 2026
- Editoria
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