Chip supercondutor do Brookhaven quer ajudar a domar o plasma de fusão
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O Brookhaven National Laboratory apresentou, numa segunda-feira, um chip supercondutor para monitorar plasma de fusão em tempo real. O desenvolvimento envolveu outras instalações do Departamento de Energia dos EUA e a Great Sky, startup de hardware para IA. O alvo são os tokamaks, máquinas em formato de rosca que usam ímãs para conter o plasma. Nelas, uma disrupção é um colapso súbito que descarrega a energia do plasma e pode danificar o equipamento. Michael Churchill, do Princeton Plasma Physics Laboratory, diz que isso é "existencial" para tokamaks.
A Great Sky monta sua rede neural neuromórfica com circuitos supercondutores, parentes do hardware usado em alguns computadores quânticos. A ideia é rodar a IA no próprio chip, na velocidade que o problema exige. O chip ainda não foi ligado a um tokamak em operação. A equipe reproduziu dados gravados no DIII-D, em San Diego, a um milhão de amostras por segundo, e o chip acompanhou o ritmo enquanto rodava algoritmos de detecção de anomalias e previsão de disrupções. O modelo é bem menor que os grandes modelos de linguagem, e os resultados ainda estão sendo redigidos para publicação. Churchill resume: "tudo isso está em estágio de demonstração".
Há ceticismo na fonte. Tokamaks já operam sem chips assim, embora seus mecanismos de controle não reajam tão rápido quanto o chip pretende detectar problemas. Carlos Paz-Soldan, da Columbia, diz estar mais animado com IA em descoberta de materiais. Shinjae Yoo, que lidera o projeto, enxerga benefício imediato em edge computing, por operar na faixa de gigahertz e já ter memória integrada. O próximo passo é um chip sucessor com rede 10 vezes maior, previsto para estrear no Brookhaven no início do próximo ano e ser instalado no DIII-D depois.
Por que isso importa
Para quem trabalha com hardware de controle em tempo real, o caso mostra a latência como gargalo central: computadores comuns engasgam com o volume de dados do plasma. Ainda é demonstração com dados gravados, então a leitura prudente é tratar o resultado como prova de velocidade, não de confiabilidade em reator. O interesse declarado por edge computing sugere que o chip pode ter vida além da fusão, mas isso ainda depende de testes.
Perguntas frequentes
O que é uma disrupção em um tokamak?
É um colapso repentino do plasma, que libera sua energia de uma vez e pode danificar a máquina. Segundo Michael Churchill, do Princeton Plasma Physics Laboratory, sem controlar disrupções não haverá tokamak operacional.
O chip do Brookhaven já foi testado em um reator?
Não. A equipe reproduziu dados gravados no tokamak DIII-D, em San Diego, a um milhão de amostras por segundo. O chip acompanhou o ritmo rodando algoritmos de detecção de anomalias e previsão de disrupções.
O que a Great Sky faz neste projeto?
A startup de hardware para IA constrói a rede neural neuromórfica usando circuitos supercondutores. A proposta é executar a IA diretamente no chip, na velocidade que o monitoramento do plasma exige.
Quais são os próximos passos?
A equipe quer construir um chip sucessor com rede neural 10 vezes maior. A estreia está prevista no Brookhaven no início do próximo ano, com instalação no DIII-D em seguida. Os resultados ainda serão publicados.
Fontes
- scientificamerican.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Hardware
- Publicado
- 23 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Hardware

