Revolut obtém licença bancária na Nova Zelândia e amplia presença global
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Aprofundamento
O Banco Central da Nova Zelândia (Reserve Bank of New Zealand) registrou a Revolut Bank New Zealand Limited. Com isso, a Revolut vira o 27º banco registrado do país e o primeiro banco digital. A empresa já operava na Nova Zelândia desde 2023 como prestadora de serviços financeiros, ou seja, três anos antes da licença.
O primeiro produto sob a nova licença são as contas Instant Access Savings, com taxa variável introdutória de 3,50% por quatro meses. Depósitos elegíveis de até NZ$ 100 mil passam a ter proteção do Depositor Compensation Scheme (DCS). A Revolut também se comprometeu a investir NZ$ 120 milhões no mercado local em cinco anos. Segundo a fonte, o objetivo é pressionar um setor historicamente dominado por players tradicionais.
A empresa soma agora sete licenças bancárias, cinco delas neste ano, e opera como banco licenciado em 34 geografias. Tem mais de 80 milhões de clientes. A fonte cita ainda licenças e autorizações nos Emirados Árabes, México, Colômbia e Peru, o avanço do pedido de charter nos EUA junto ao OCC e a aprovação para adquirir o Banco Cetelem na Argentina.
O que mudou
A expansão regulatória vem em sequência. Em 9 de março de 2026, o CEVIU noticiou que a Revolut havia solicitado uma licença bancária nacional nos EUA, em "Revolut Solicita Licença Bancária nos EUA em Meio a Planos de Expansão". Em 7 de setembro de 2026, em "Revolut avança em ambição bancária nos EUA com aprovação preliminar", o CEVIU reportou a aprovação preliminar do OCC e um investimento planejado de cerca de US$ 95 milhões. Em 20 de outubro de 2026, o CEVIU publicou "Revolut Garante Licença Cripto em Gibraltar e Impulsiona Expansão Global", sobre a licença DLT para a Revolut Global Digital Assets Limited. A Nova Zelândia é o passo mais recente dessa lista.
Em 8 de junho de 2026, em "Revolut prepara lançamento de cinco cartões de crédito no Reino Unido", o CEVIU já mostrava que a licença bancária completa no Reino Unido, obtida no início do ano, alimentava a estratégia de crédito. Na Nova Zelândia, o primeiro produto é de poupança, não de crédito.
Por que isso importa
Para quem acompanha regulação de fintechs, o padrão é claro: a Revolut troca parcerias por licença própria, mercado a mercado. Isso é leitura editorial, mas o histórico do ano sustenta a tendência. Para bancos locais, a combinação de depósito protegido, taxa promocional e aporte declarado de NZ$ 120 milhões indica competição por captação. Para quem opera em mercados como o Brasil, vale observar como o modelo de licenças em várias geografias se compara à estratégia mais regional de rivais, como a Nubank, citada na fonte.
Linha do tempo
Revolut solicita licença bancária nacional nos EUA.
Revolut prepara cinco cartões de crédito no Reino Unido após obter licença bancária completa.
Revolut recebe aprovação preliminar do OCC para licença bancária nos EUA.
Revolut obtém licença DLT em Gibraltar para ativos digitais.
Revolut é registrada como banco na Nova Zelândia e chega a sete licenças bancárias.
Perguntas frequentes
O que a Revolut conseguiu na Nova Zelândia?
O Reserve Bank of New Zealand registrou a Revolut Bank New Zealand Limited. Ela se torna o 27º banco registrado do país e o primeiro banco digital. A empresa operava no país desde 2023 como prestadora de serviços financeiros.
Os depósitos na Revolut neozelandesa são protegidos?
Sim. Depósitos elegíveis de até NZ$ 100 mil são cobertos pelo Depositor Compensation Scheme (DCS). A proteção vale para as novas contas Instant Access Savings.
Quanto a Revolut vai investir no país?
A empresa se comprometeu a investir NZ$ 120 milhões no mercado neozelandês ao longo de cinco anos. A meta declarada é ampliar o bem-estar financeiro dos residentes e levar mais competição a um setor dominado por instituições tradicionais.
Quantas licenças bancárias a Revolut tem?
Sete, segundo a empresa, sendo cinco conquistadas em 2026. Ela opera como banco licenciado em 34 geografias e tem mais de 80 milhões de clientes.
Fontes
- finovate.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Fintech
- Publicado
- 06 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Fintech

