Revolut tem valuation de US$ 115 bilhões, alta de 53%, às vésperas de lançar banco nos EUA
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A venda secundária avaliou a Revolut em US$ 115 bilhões, 53% acima do valor de um ano antes. Foi liderada por Glade Brook Capital Partners, Coatue, Durable Capital Partners, T. Rowe Price Associates e Baillie Gifford. Não entrou dinheiro novo na empresa, e ela não informou quanto em ações foi negociado.
Os números operacionais sustentam o preço. A empresa teve receita de US$ 6 bilhões em 2025, com margem de lucro de 38%. A Revolut Business responde por cerca de 20% do lucro bruto, segundo James Gibson, e gera mais de US$ 1,28 bilhão em receita anualizada. Processa cerca de US$ 48,6 bilhões por mês e mantém aproximadamente US$ 24,3 bilhões em depósitos de clientes. A meta é passar de 800 mil para 1 milhão de empresas clientes até 2027, com planos para México, Brasil e Índia, sem prazo definido.
No campo regulatório, a Revolut tem aprovação condicional do OCC para um banco nacional nos EUA, previsto para o primeiro semestre de 2027 e sujeito à aprovação final. Neste ano lançou bancos no Reino Unido, México, Austrália e Nova Zelândia, e obteve licenças na França, Colômbia e Argentina. Um IPO, que segundo relatos poderia avaliar a empresa em US$ 200 bilhões, não viria antes de 2028.
O que mudou
Em 23 de abril de 2026, o CEVIU noticiou em "Revolut adia IPO para 2028 enquanto solidifica sua base bancária" que Storonsky via o IPO por volta de 2028, com a empresa então avaliada em US$ 75 bilhões. O calendário se mantém: a notícia atual repete que a abertura de capital não sai antes de 2028.
Em 9 de março de 2026, o CEVIU publicou "Revolut Solicita Licença Bancária nos EUA em Meio a Planos de Expansão", e em 7 de setembro de 2026, "Revolut avança em ambição bancária nos EUA com aprovação preliminar". O pedido virou aprovação condicional do OCC, e agora há janela de lançamento no primeiro semestre de 2027.
Em 27 de julho de 2026, o CEVIU já havia registrado, em "Revolut Alcança Avaliação de US$ 115 Bilhões em Venda de Ações Secundária, Consolidando Liderança na Europa", o mesmo patamar de US$ 115 bilhões, em venda voltada a funcionários. Já em 21 de setembro de 2026, a cobertura ainda citava a empresa como avaliada em US$ 75 bilhões, e a notícia atual traz a venda secundária concluída com investidores institucionais. Em 27 de abril de 2026, o CEVIU noticiou a ambição de US$ 150 bilhões a US$ 200 bilhões no IPO, e a faixa de US$ 200 bilhões segue citada.
Por que isso importa
Para quem acompanha o mercado de fintechs, a leitura é que o preço secundário passa a servir de referência para um eventual IPO. Para quem opera pagamentos e contas empresariais, a Revolut Business mostra peso crescente no lucro, e a entrada prevista no Brasil merece atenção, ainda sem data. Nos EUA, a licença nacional dará acesso direto ao sistema bancário, e a aprovação final é o risco a vigiar.
Linha do tempo
Revolut pede licença bancária nacional nos EUA.
Storonsky indica IPO por volta de 2028.
Relatos apontam ambição de US$ 150 bilhões a US$ 200 bilhões em IPO.
Venda secundária a funcionários leva avaliação a US$ 115 bilhões.
OCC dá aprovação preliminar à licença bancária nacional.
Revolut avalia dupla listagem em Nova York e Londres.
Venda secundária concluída avalia a Revolut em US$ 115 bilhões, com banco nos EUA previsto para 2027.
Perguntas frequentes
Quanto vale a Revolut após a nova venda de ações?
A venda secundária avaliou a empresa em US$ 115 bilhões, alta de 53% sobre a avaliação de um ano antes. A operação foi liderada por fundos como Coatue e T. Rowe Price. Não entrou capital novo na empresa.
Quando a Revolut lança o banco nos EUA?
O plano é lançar um banco nacional no primeiro semestre de 2027. A empresa tem aprovação condicional do OCC, mas o lançamento depende da aprovação regulatória final.
A Revolut vai abrir capital?
A empresa avalia um IPO, mas ele não ocorreria antes de 2028, conforme as condições de mercado. Storonsky já considerou dupla listagem em Nova York e Londres e indicou preferência por listagem primária nos EUA.
A Revolut Business chegará ao Brasil?
Segundo James Gibson, a empresa quer levar o serviço a mais mercados, incluindo México, Brasil e Índia. Ele não informou quando isso deve acontecer.
Fontes
- techcrunch.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Fintech
- Publicado
- 06 de novembro de 2026
- Editoria
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