Paxos recebe aprovação da SEC para liquidar ações dos EUA na blockchain
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A aprovação da SEC para a Paxos Securities Settlement Company (PSSC) não é só um selo de conformidade: é a primeira vez que uma infraestrutura nativa de blockchain entra no coração do sistema financeiro norte-americano como depositária central autorizada, com direito a operar ao lado da DTCC, não à margem. A licença, concedida em 27 de maio de 2026 sob a Seção 17A da Lei de 1934, é temporária (18 meses) e limitada a uma blockchain privada e permissionada, mas permite liquidação DVP (entrega versus pagamento) em T+0 para ações dos EUA elegíveis, um salto técnico real sobre o T+1 vigente desde 2024. Isso libera capital preso em garantias, reduz risco de contraparte e corta custos operacionais que hoje somam bilhões anuais no pós-negociação.
O piloto de 2020 com Bank of America, Credit Suisse e Societe Generale não foi teste teórico: foi liquidação diária real de ações em blockchain, validando a viabilidade técnica e operacional anos antes da aprovação. Agora, com o registro, a Paxos pode conectar diretamente ativos tokenizados, como os fundos de mercado monetário de BlackRock ou Franklin Templeton, à infraestrutura tradicional, sem depender de pontes frágeis ou estruturas paralelas. E isso tem peso prático: a empresa já tokenizou mais de US$ 120 bilhões em ativos e fornece custódia white-label para PayPal, Mastercard e Nubank, não como fornecedora de stablecoins, mas como provedora de trilhos regulatórios para movimentação de valor entre mundos.
O que mudou
Em maio de 2026, a SEC recuou e adiou a proposta que permitiria versões cripto de ações negociadas publicamente, ou seja, bloqueou a via de emissão direta por plataformas não tradicionais. Ao mesmo tempo, em 1º de junho, aprovou a PSSC como CSD: não para emitir ações digitais, mas para liquidar ações reais, físicas, registradas na DTCC, on-chain. É uma mudança estratégica de foco: em vez de tentar reinventar a emissão, a Paxos resolveu o gargalo crítico, a liquidação, com tecnologia compatível com o sistema existente. Isso contrasta com a abordagem especulativa de muitos players de RWA, que operavam nas 'bordas' do sistema; agora há um trilho regulatório que entra pelo centro.
Por que isso importa
Isso muda a economia do pós-negociação: cada dia de liquidação a menos (T+1 → T+0) libera centenas de bilhões em capital retido como garantia. Para o mercado de RWAs, projetado em US$ 10 trilhões até 2030, significa que títulos tokenizados de crédito privado, imóveis ou dívida corporativa podem ser negociados e liquidados com a mesma confiança de uma ação da Apple. E não é só teoria: a DTCC já planeja tokenizar ações Russell 1000 e títulos do Tesouro na Stellar até meados de 2027. A aprovação da Paxos não cria um novo mercado, mas acelera a convergência entre o antigo e o novo, com regras claras, supervisão direta e integração com a infraestrutura que move o sistema financeiro global.
Linha do tempo
Paxos inicia piloto operacional com Bank of America, Credit Suisse e Societe Generale para liquidação diária de ações em blockchain
EUA migram oficialmente para padrão de liquidação T+1 em mercados de ações
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SEC emite ordem de registro integral para Paxos Securities Settlement Company como CSD
Paxos Securities Settlement Company começa operações oficiais como primeira CSD blockchain autorizada pela SEC para liquidação de ações dos EUA
Perguntas frequentes
O que exatamente a Paxos pode fazer agora que não podia antes?
Agora ela pode operar como depositária central autorizada (CSD) para liquidação de ações dos EUA em blockchain, ou seja, receber, registrar e transferir títulos reais (não apenas representações) em tempo quase real (T+0), com garantia de entrega versus pagamento (DVP). Antes, só tinha carta de 'no-action relief' para testes limitados.
Isso significa que qualquer empresa pode lançar ações tokenizadas nos EUA?
Não. A aprovação é específica para a Paxos Securities Settlement Company e se aplica à liquidação de ações já emitidas e registradas na DTCC. A SEC ainda não autorizou emissão direta de ações tokenizadas por empresas de cripto, e, de fato, adiou essa proposta em 1º de junho de 2026.
Qual a diferença entre o que a Paxos faz e o que a DTCC faz?
A DTCC é a depositária central dominante, processando quase todos os títulos dos EUA em sistemas centralizados. A Paxos agora opera como uma CSD paralela, mas especializada em liquidação on-chain, com tecnologia que reduz tempo, custos e riscos operacionais. Não substitui a DTCC, mas oferece uma alternativa regulada e integrada ao mesmo ecossistema.
Por que a SEC aprovou a Paxos, mas não outras iniciativas semelhantes?
A Paxos passou sete anos em diálogo contínuo com a SEC, com piloto operacional desde 2020, auditoria constante e licenças múltiplas (NYDFS, OCC, MAS, FIN-FSA). A aprovação é baseada em demonstração concreta de segurança, resiliência e conformidade, não em propostas conceituais. Outros precisam seguir o mesmo caminho caso a caso.
Fontes
- coindesk.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Cripto
- Publicado
- 01 de junho de 2026
- Editoria
- CEVIU Cripto
