Voltar
Ninguém precisa de blockchain

Cripto em 2026 cresce onde o blockchain é só infraestrutura, e o DeFi nativo onchain fica para trás

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A análise parte de um fato regulatório: a CFTC dos EUA liberou a negociação de perpetual futures de ações individuais, e a Kalshi começou a operar o produto ao vivo no mesmo dia. O autor questiona se isso é mesmo notícia de cripto. Segundo ele, a Kalshi usa pouco blockchain. As ordens são casadas fora da cadeia, em um motor proprietário, e a clearing e a liquidação ficam com a Kalshi Klear, uma organização de clearing de derivativos registrada na CFTC.

Os pontos de contato com blockchain são dois: depósitos e saques em stablecoin, e posições de mercados de previsão tokenizadas e acessíveis via plataformas na Solana, como DFlow e Jupiter. O autor lembra que a Polymarket, no acesso internacional, usou a rede Polygon e o oráculo UMA, o que ajudou a firmar a ideia de que prediction markets são cripto. Já a Polymarket US, sob regulação da CFTC, tem pouca relação com blockchain. Em perps, ele reconhece a origem cripto (operação 24/7, Hyperliquid, Lighter), mas diz que a tecnologia não é necessária, citando Kalshi e Coinbase.

O que mudou

A tese conversa com a cobertura anterior do CEVIU. Em 25 de fevereiro de 2026, na matéria "A Integração Silenciosa das Criptoativos", o CEVIU apontou o blockchain emergindo como infraestrutura fundamental para fintechs. Em 13 de maio de 2026, em "Tokens RWA estão sendo reprecificados como apostas em infraestrutura financeira", o foco era o desempenho fraco da maioria dos tokens RWA. Em 1 de junho de 2026, "Blockchain útil vs. especulação: o dilema que divide o mercado cripto" já descrevia a atração dos participantes por casos especulativos. A novidade agora é o argumento de captura de valor: o blockchain virou trilho, e a receita fica com quem controla o usuário.

Por que isso importa

Para quem opera infraestrutura ou protocolos, a leitura é desconfortável: demanda por stablecoins e tokenização pode crescer sem que o valor retorne às camadas onchain. Para quem avalia projetos, vale perguntar se o blockchain é indispensável à lógica central ou só uma camada de liquidação. O texto é opinião do autor, não dado de mercado.

Linha do tempo

  1. CEVIU publica "A Integração Silenciosa das Criptoativos", sobre blockchain como infraestrutura de fintechs.

  2. CEVIU noticia a reprecificação de tokens RWA como apostas em infraestrutura financeira.

  3. CEVIU publica o dilema entre blockchain útil e especulação.

  4. CFTC libera perps de ações individuais e a Kalshi lança o produto; análise diz que o blockchain virou só trilho.

Perguntas frequentes

A Kalshi usa blockchain?

Pouco, segundo a análise. As ordens são casadas em um motor proprietário fora da cadeia, e a clearing passa pela Kalshi Klear, registrada na CFTC. O blockchain aparece em depósitos e saques com stablecoin e na tokenização de posições na Solana.

O que a CFTC aprovou?

A negociação de perpetual futures de ações individuais, os chamados equity perps. A Kalshi lançou a negociação ao vivo desses contratos no mesmo dia do anúncio.

O que significa dizer que o blockchain é só infraestrutura?

Significa que ele serve como trilho financeiro, para depósitos, saques e ativos negociáveis, enquanto a lógica de negócio fica em outro lugar. Segundo o autor, quem controla a relação com o usuário captura a maior parte do valor.

Quais setores cresceram em 2026 segundo a análise?

Dois grupos: o especulativo (prediction markets, perps e memecoins) e o ligado às finanças tradicionais (stablecoins, RWAs e vaults). O DeFi nativo onchain teve desempenho fraco.

Fontes

Avalie este artigo:
Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
06 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

Quer receber mais sobre CEVIU Cripto?

Conteúdo curado diariamente, direto no seu e-mail.

Conteúdo curado diariamenteDiversas categoriasCancele quando quiser