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Funções Hash Pós-Poseidon para o Ethereum: Explorando Novas Variantes

Ethereum reconsidera funções hash pós-Poseidon com avanço do Flock

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A arquitetura de hash do Ethereum está em um ponto de virada, impulsionada pela chegada do Flock, um sistema de prova pós-quântico para circuitos binários. Esta novidade redefine a necessidade de funções hash “circuit-friendly”, como o Poseidon, que foram o foco do desenvolvimento por anos. Agora, o protocolo pode focar em hashes padrão, buscando o equilíbrio ideal entre segurança criptográfica e performance bruta em suas cinco camadas críticas.

A comunidade de desenvolvedores do Ethereum avalia candidaturas como o BLAKE3, que impressiona pela velocidade (7 GB/s e 1.1 ciclos por byte), mas ainda carece de provas de indiferenciabilidade e análise criptoanalítica robusta. Em contrapartida, o SHA-3, com mais de 50 artigos e provas de segurança consolidadas, opera a 0.2 GB/s, oferecendo um perfil de risco menor. O SHA-2, embora tradicionalmente rápido, é desqualificado por sua propriedade de extensão de comprimento, que o torna inviável para atuar como oráculo aleatório, um requisito fundamental. A meta é ambiciosa: provar 2^25 bytes por segundo no LeanVM e processar 1 milhão de chamadas hash por segundo, garantindo a resiliência pós-quântica do Ethereum, um tema recorrente nas discussões do CEVIU desde o “Roteiro de Resistência Quântica para Ethereum”, publicado em março de 2026.

O que mudou

O que se notou como uma evolução estratégica para o Ethereum é a mudança no horizonte das funções hash. Em agosto de 2026, o CEVIU News reportava que a Ethereum Foundation estava abandonando o Poseidon em favor de SHA2 e BLAKE2s para SNARKs. No entanto, a análise atual recalibra essa direção: a emergência do Flock mitigou a necessidade de hashes com design especificamente “circuit-friendly”, como o Poseidon.

Mais importante, a validação de candidatas padrão trouxe uma reviravolta: o SHA-2, antes cotado como substituto, agora é formalmente desqualificado devido à sua propriedade de extensão de comprimento. Isso o torna inadequado para a funcionalidade de oráculo aleatório que a blockchain exige, direcionando o foco para opções como SHA-3 e BLAKE2s, que oferecem um perfil de risco e segurança mais alinhado aos novos requisitos do protocolo.

Por que isso importa

A escolha da função hash certa é crucial para a segurança e performance de todo o ecossistema Ethereum. Uma função hash inadequada pode abrir brechas para ataques criptográficos, comprometendo a integridade da blockchain. Além disso, a eficiência do hash impacta diretamente a velocidade de processamento de transações, a verificação de blocos e a agregação de assinaturas, elementos vitais para a escalabilidade e a experiência do usuário.

A transição para um modelo pós-quântico é um imperativo de segurança a longo prazo. Garantir que as funções hash resistam a ataques de computadores quânticos não é apenas uma medida preventiva, mas uma base para a sustentabilidade e a confiança no futuro da rede. A padronização e o escrutínio contínuo da comunidade criptográfica sobre essas funções são fundamentais para assegurar a robustez da infraestrutura do Ethereum.

Linha do tempo

  1. Vitalik Buterin divulga roteiro de resistência quântica para Ethereum.

  2. Ethereum planeja substituir assinaturas BLS por esquemas pós-quânticos com LeanSig.

  3. SPHINCS+ e Keccak256 considerados para verificação eficiente de assinaturas pós-quânticas na EVM.

  4. Discussão sobre abordagens de resistência quântica para ETH privado.

  5. Ethereum Foundation abandona Poseidon em favor de SHA2 e BLAKE2s para segurança pós-quântica.

  6. Função hash Poseidon2b tem robustez reafirmada em análise detalhada.

  7. Ethereum reconsidera funções hash pós-Poseidon com avanço do Flock, desqualificando SHA-2 para alguns usos.

Perguntas frequentes

O que é o Flock e como ele afeta a escolha de hashes no Ethereum?

Flock é um sistema de prova pós-quântico otimizado para circuitos binários. Sua chegada significa que o Ethereum não precisa mais de funções hash especificamente projetadas para serem "circuit-friendly", liberando o protocolo para considerar hashes padrão e mais amplamente analisados.

Por que o Ethereum está reconsiderando suas funções hash, especialmente após o Poseidon?

O Ethereum está buscando fortalecer sua segurança pós-quântica e otimizar a performance. Com o avanço de sistemas de prova como o Flock, a arquitetura de hash pode evoluir, permitindo que a rede adote funções hash mais estabelecidas e com maior escrutínio criptoanalítico para suas cinco camadas críticas.

Quais são as principais candidatas a funções hash e por que o SHA-2 foi descartado?

Entre as candidatas estão BLAKE3, que é rápida mas precisa de mais análise, e SHA-3, que é robusta e bem estudada. O SHA-2 foi descartado devido à sua propriedade de extensão de comprimento, que o torna inadequado para funcionar como um oráculo aleatório, uma vulnerabilidade crítica para os requisitos do Ethereum.

Quais as metas de desempenho para as novas funções hash no Ethereum?

O Ethereum almeja provar 2^25 bytes por segundo no LeanVM, equivalente a 1 milhão de chamadas hash por segundo. Essas metas visam garantir que a rede consiga processar e verificar grandes volumes de dados de forma eficiente, mesmo com a crescente complexidade das operações na blockchain.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
24 de setembro de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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