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Cofundador da Bridge, Zach Abrams: este cenário de baixa não é 2022

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Zach Abrams não está apenas dizendo que o mercado está 'mais maduro', ele está apontando para uma mudança de natureza: em 2022, a queda foi causada por colapsos internos (Terra-Luna, FTX), fraude e falta de lastro real. Hoje, o Bitcoin caiu 15% em uma semana, mas permanece acima de US$ 63.000; os ETFs saíram US$ 4,37 bilhões em 13 dias, mas não há corretoras congelando saques ou stablecoins desancorando. A pressão vem de fora: tensões EUA-Irã, inflação persistente e adiamento dos cortes de juros do Fed, fatores que afetam todos os ativos de risco, não só cripto. E, ao contrário de 2022, há infraestrutura funcional operando em escala: a Bridge, que Abrams cofundou, foi comprada pela Stripe por US$ 1,1 bilhão em 2024 e já roda pagamentos transfronteiriços reais com stablecoins lastreadas, não como experimento, mas como serviço integrado a bancos e fintechs.

Isso conecta diretamente com Simon Dedic: a era da infraestrutura tribalista acabou, e o que resta é o que gera receita, usuários reais e integração com o sistema financeiro legítimo. O GENIUS Act, aprovado em maio, já liberou captações como os US$ 222 milhões do Arc da Circle, algo impensável no pânico regulatório pós-FTX. Não é que o risco sumiu, mas mudou de lugar: deixou de ser 'será que essa exchange vai entregar meus fundos?' para 'quanto tempo o Fed segura as taxas altas?'. É uma diferença entre falência de confiança e ajuste de expectativas.

O que mudou

Em 2022, o setor dependia de narrativas especulativas e estruturas frágeis, TerraUSD algorítmica, reservas ocultas da Alameda, crescimento baseado em yield farming insustentável. Hoje, mesmo na baixa, há produtos com receita real em produção: a Bridge processa pagamentos reais via stablecoins; os ETFs de BTC têm saídas, mas continuam com US$ 62 bilhões em ativos sob custódia; e a aprovação do GENIUS Act já gerou captações concretas, não apenas promessas. O que era rumor em maio (Clarity Act como próximo catalisador) agora é objeto de negociação ativa no Senado, com versão viável em discussão desde 4 de junho, um sinal de que a regulação evoluiu de repressão para enquadramento.

Por que isso importa

Investidores institucionais não estão fugindo do setor, estão reavaliando onde alocar capital. Enquanto o Bitcoin perde momentum trade, o capital flui para IA e IPOs como o da SpaceX, mas também para infraestrutura com uso comprovado: stablecoins com lastro auditado, protocolos de liquidação em tempo real e ferramentas de tesouraria digital usadas por empresas reais. Isso significa que a próxima onda de valorização não virá de pump and dump, mas de adoção por corporações, bancos e governos, exatamente o que a Bridge, Uniswap e até a Coinbase (apesar dos resultados fracos do 1T26) estão construindo em silêncio. A baixa de 2026 não testa a fé no cripto, mas sua capacidade de entregar valor fora da bolha.

Linha do tempo

  1. Colapso da Terra-Luna e UST, início da crise sistêmica

  2. FTX congela saques após corrida bancária

  3. Stripe adquire Bridge por US$ 1,1 bilhão

  4. Coinbase e Robinhood divulgam prejuízos de US$ 12 bilhões no 1T26

  5. GENIUS Act é aprovado, liberando captações como os US$ 222M do Arc da Circle

  6. Simon Dedic declara o fim da era da infraestrutura cripto tribalista

  7. Análise mostra que a queda do Bitcoin é estrutural, não culpa de Saylor

  8. Zach Abrams compara o atual bear market com 2022 e destaca sua natureza estruturalmente distinta

Perguntas frequentes

Por que o atual bear market é considerado 'estruturalmente diferente' do de 2022?

Em 2022, a queda foi provocada por falhas sistêmicas internas: colapso de stablecoin algorítmica (UST), fraude na FTX e má gestão generalizada. Em 2026, a pressão vem de fatores macroeconômicos externos, tensões geopolíticas, inflação e política monetária, e não há falhas de lastro, congelamento de saques ou desancoragem de stablecoins. A infraestrutura hoje opera com lastro real e integração prática.

O que a aquisição da Bridge pela Stripe por US$ 1,1 bilhão em 2024 revela sobre a maturidade do setor?

Mostra que stablecoins deixaram de ser experimentos e viraram infraestrutura crítica: a Bridge já roda pagamentos transfronteiriços, contas de poupança em dólar e gestão de tesouraria global para empresas reais. Sua compra pela Stripe, não por um fundo de cripto, mas por uma empresa de pagamentos globais, é um sinal de validação comercial, não especulativa.

Como o GENIUS Act e o Clarity Act mudam o cenário regulatório para cripto nos EUA?

O GENIUS Act, aprovado em maio, já desbloqueou captações reais como os US$ 222 milhões do Arc da Circle. O Clarity Act, em negociação desde 4 de junho, busca definir claramente quais tokens são valores mobiliários, reduzindo incerteza jurídica para projetos com modelo de receita e usuários reais, não apenas para especuladores.

Se o Bitcoin está em baixa, por que ações como Coinbase e Robinhood caíram tão forte no 1T26?

Porque suas receitas ainda dependem fortemente de volume de trading, e esse volume despencou com a perda do momentum trade. Mas a queda não reflete colapso de confiança, como em 2022. É um ajuste: enquanto o mercado se reorienta para produtos com receita real (como os da Bridge), exchanges tradicionais enfrentam transição de modelo, não de sobrevivência.

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
08 de junho de 2026
Fonte
CEVIU Cripto

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