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CIO da Bitwise: debater o 'fundo do Bitcoin' é perder o foco nas forças reais que movem o ativo

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O CIO da Bitwise, Matt Hougan, não está negando volatilidade, está redesenhando o mapa de análise. Enquanto modelos tradicionais ainda buscam o 'fundo' com indicadores técnicos como Mayer Multiple e 200-WMA, ele aponta que a estrutura de preço do Bitcoin agora se sustenta em forças macroestruturais: dívida soberana em expansão, erosão da confiança em moedas fiduciárias e, sobretudo, a entrada permanente de instituições via ETFs nos EUA e produtos regulados na Europa e no Oriente Médio. O halving de 2024 já foi precificado antes mesmo de ocorrer; o que move o mercado hoje é o fluxo contínuo de ativos de reserva para fundos de pensão, bancos e gestores de patrimônio, não picos de especulação.

Essa mudança de paradigma tem impacto direto na arquitetura de risco: o risco de 'perda total' caiu drasticamente com a adoção institucional, mas surgiu um novo vetor crítico, a regulação ex-post. Hougan cita retrocessos regulatórios (como restrições a stablecoins ou custódia por exchanges) como ameaça mais concreta do que qualquer correção de preço. É menos sobre 'quanto cai' e mais sobre 'quem pode operar onde, sob quais regras'.

Por que isso importa

Para investidores brasileiros, isso muda a forma de alocar: não basta olhar gráficos do Bitcoin no TradingView. É preciso acompanhar decisões do SEC sobre ETFs de segunda geração, avanços do projeto de lei 4.476/2023 no Brasil (que trata de ativos digitais), e movimentos de bancos locais como Itaú e BTG Pactual na oferta de custódia regulada. A volatilidade ainda existe, mas deixou de ser o principal sinal. O verdadeiro indicador agora é o número de novos participantes institucionais registrados na CVM ou autorizados pelo Banco Central para operar com criptoativos.

Perguntas frequentes

Por que o halving deixou de ser um fator-chave para prever topos e fundos?

Porque o mercado já precificou o evento com meses de antecedência, e a pressão de oferta agora é superada pela demanda estrutural de instituições. O halving reduz a emissão nova, mas ETFs compram diariamente, independentemente do ciclo. Isso suaviza os picos e vales históricos.

O que significa 'fundo já formado' segundo a visão da Standard Chartered?

Que o ponto de pânico institucional, quando grandes players vendem em massa, não ocorreu. Em vez disso, houve ajuste técnico com ETFs, seguido por recuperação rápida. Isso sugere que o suporte agora vem de fluxo contínuo, não de capitulação pontual.

Quais são os riscos reais que Hougan identifica além da volatilidade?

Dois: primeiro, a regulação retrógrada, como proibições de custódia por entidades financeiras ou restrições à conversão de stablecoins em moeda fiduciária. Segundo, o risco quântico: não como ameaça iminente, mas como fator que pode acelerar a migração para blockchains pós-quânticas, pressionando a infraestrutura atual do Bitcoin.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
17 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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