Google atribui queda em Londres a falha na detecção de tensão e erro de configuração em geradores de backup
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O postmortem publicado pelo Google em 4 de novembro de 2026 detalha a queda de 20 de outubro na zona europe-west-2-b, em Londres. O site usa arquitetura de energia 2N (caminhos duplicados para cada carga crítica) e um banco central de geradores de alta tensão controlado por um PLC com redundância dupla. Há dois alimentadores de rede, A e B, e uma conexão de reserva para transferência manual.
A sequência foi esta: o disjuntor do alimentador B estava aberto para reparos, após problemas achados em um teste trimestral de carga dos geradores em 14 de outubro de 2026. O alimentador A carregava toda a carga crítica quando um cabo subterrâneo externo da concessionária se rompeu. As UPSs seguraram a carga por cerca de cinco minutos, mas uma falha de projeto na detecção de tensão e uma configuração incorreta do PLC impediram o sinal automático de partida dos geradores. A lógica indicava fonte de rede saudável, mesmo com as duas distribuições sem energia. O Google reprogramou o PLC após a reconexão e prevê duas ações: um mecanismo automatizado de alerta para comunicação em incidentes que afetam uma localidade e a ampliação dos testes em toda a plataforma para eventos de infraestrutura.
O que mudou
Em 21 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "Falha de energia no Google Cloud paralisa serviços e impacta múltiplos setores em Londres", com foco nos serviços afetados, como Cloud Run, Google Kubernetes Engine e Kafka gerenciado. Naquele momento, o registro era do impacto. Agora há a causa técnica oficial: falha na detecção de tensão, PLC mal configurado e um alimentador já fora de operação por manutenção.
Por que isso importa
Para quem opera TI corporativa, o caso mostra que redundância no papel não basta. A janela de manutenção reduziu a margem justamente quando o cabo externo falhou, e a lógica de controle era o ponto único de falha. Vale perguntar ao provedor como são testados os cenários de manutenção com redundância degradada e, internamente, rever a dependência de uma única zona de disponibilidade nas cargas críticas. A promessa de alertas mais rápidos também interessa a quem mantém planos de comunicação e continuidade.
Linha do tempo
CEVIU noticia a falha de energia no Google Cloud em Londres e seu impacto em vários setores.
Postmortem do Google atribui a queda a falha na detecção de tensão e erro de configuração do PLC dos geradores.
Perguntas frequentes
O que causou a queda do Google Cloud em Londres?
Um cabo subterrâneo externo da concessionária rompeu no alimentador A, enquanto o B estava desligado para reparos. Os geradores de backup não partiram por uma falha de detecção de tensão e uma configuração incorreta do PLC. As baterias das UPSs se esgotaram antes da volta da energia.
Quais zonas e clientes foram afetados?
A queda atingiu a zona europe-west-2-b, em Londres. Segundo a fonte, houve interrupções em empresas como Lloyds, HSBC, Royal Mail e Revolut.
O que o Google vai mudar após o incidente?
O Google reprogramou o PLC e fez alterações na estrutura elétrica da zona, que diz ter testado. Também prevê um mecanismo automatizado de alerta e comunicação para incidentes de localidade e a ampliação dos testes de eventos de infraestrutura em toda a plataforma.
O que as empresas devem revisar a partir do caso?
Convém checar a distribuição de cargas críticas entre zonas e regiões e entender como o provedor trata manutenções que reduzem a redundância. Também vale validar os planos de comunicação e contingência para quedas de uma zona inteira.
Fontes
- assets.theregister.comfonte original
- Categoria
- CEVIU TI
- Publicado
- 06 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU TI

