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Sites do governo indiano seguem servindo certificados revogados da eMudhra

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O caso tem duas frentes que se misturam e convém separar. Em 17 de outubro, oito intermediárias da eMudhra ligadas à emSign ECC Root CA G3 foram encontradas com chaves privadas trivialmente recuperáveis. Foram revogadas no dia seguinte, e Mozilla e Chrome agora desconfiam de toda a raiz G3. Separadamente, em 19 de outubro, a eMudhra revogou 9.356 certificados da hierarquia RSA (emSign Root CA G1), que não foi afetada, com o motivo "Superseded". Esse lote coincide com todos os certificados não expirados sem o OID de política de tipo de certificado exigido pela CP/CPS da própria emSign (Bug 2082782).

Foram esses certificados da G1 que ficaram no ar em sites do governo indiano. O autor do levantamento listou 2.733 nomes de domínio governamentais no lote de 19 de outubro: 854 seguiam servindo o certificado revogado, 78 migraram para um certificado que os navegadores não confiam, 111 trocaram por um válido e 639 não foram afetados. Entre os sites estão quatro órgãos sob o MeitY (STPI, Bhashini, UIDAI e o Controller of Certifying Authorities, que regula a eMudhra). O comportamento depende do navegador: o CRLite do Firefox bloqueia, mas o CRLSet do Chrome (versão 10856, de 24 de outubro) não tem esses certificados. Chrome, Edge, Android e Safari no iOS carregam as páginas, já que o Safari só consulta OCSP em certificados EV. O SSL Labs marca todos como Grade F, revogado.

O que mudou

Em 21 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou o comprometimento de oito intermediárias da eMudhra, e em 22 de outubro, com a matéria sobre chaves de 3 a 8 bits, detalhou a fragilidade das chaves. Em 23 de outubro, a cobertura registrou as correções aplicadas pela Cloudflare. Agora o foco muda do risco de forjar certificados para a lacuna operacional: certificados revogados da hierarquia G1, que não foi comprometida, continuam em produção em sites públicos. A contagem do pesquisador também cresceu, de 156 sites para 1.366 domínios governamentais em certificados revogados.

Por que isso importa

Para quem opera segurança, isso mostra que revogar não basta se o cliente não checa a revogação. Quem depende só do CRLSet do Chrome não vê nada de errado, e o usuário final também não. Na leitura editorial, vale auditar a cadeia de certificados em uso e trocar os emitidos pela eMudhra sem esperar aviso da CA, já que o autor não sabe se houve notificação aos assinantes.

Linha do tempo

  1. Oito intermediárias da eMudhra sob a raiz G3 são identificadas com chaves recuperáveis.

  2. A eMudhra revoga 9.356 certificados da hierarquia G1 RSA com o motivo Superseded.

  3. O CEVIU noticia o comprometimento das intermediárias; o MeitY minimiza o impacto.

  4. O CEVIU detalha as chaves de 3 a 8 bits das oito intermediárias.

  5. O CEVIU registra as correções aplicadas pela Cloudflare.

  6. Mais de 800 domínios do governo indiano seguem servindo certificados revogados.

Perguntas frequentes

Os sites do governo indiano estão expostos a ataque por causa disso?

A fonte não descreve exploração ativa. Os certificados revogados são da hierarquia G1 RSA, não afetada pelas chaves fracas. O problema é que sites servem certificados revogados e a maioria dos navegadores não alerta.

Quais navegadores bloqueiam esses sites?

O Firefox, que usa CRLite e cobre todas as revogações. Chrome, Edge e Android carregam normalmente, porque o CRLSet do Chrome não inclui esses certificados. O Safari no iOS só barra os que têm certificado EV, como o isea.gov.in.

Por que a eMudhra revogou 9.356 certificados em 19 de outubro?

O motivo informado foi "Superseded". O lote coincide com certificados sem o OID de política de tipo exigido pela CP/CPS da emSign (Bug 2082782). Dos 520 certificados checados pelo autor, 519 não tinham esse OID.

O que muda para quem usa certificados da raiz G3?

Mozilla e Chrome estão desconfiando de toda a raiz emSign ECC G3. A eMudhra estima que 30.000 certificados de intermediárias G3 não afetadas precisam migrar. O autor viu que muitos pertencem a universidades dos EUA via InCommon.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
26 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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