Quarentena de chaves da AWS não equivale a revogação, aponta Truffle Security
Aprofundamento CEVIU
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Segundo a Truffle Security, quando uma chave AWS vaza, a AWS pode anexar ao usuário IAM dono dela uma política de quarentena. Ela é só uma lista de ações negadas e deixa a chave ativa. Subir uma nova instância EC2 está na lista. Ler um secret ou apagar um banco, não. Se o usuário já tem permissão para essas ações, ela continua valendo.
A AWS lançou três versões da política: a original em 2020, a V2 em 2021 e a V3 em 2024. Anexar a original não dá as restrições da V2 ou da V3. No conjunto analisado, 738 chaves tinham uma política antiga sem a V3. V2 e V3 negam s3:GetObject, mas não s3:GetObjectVersion, que permite baixar uma versão específica do objeto, inclusive a atual, se o ID da versão for informado. Também ficam de fora sts:AssumeRole, ssm:SendCommand, ssm:StartSession, leitura de tabelas DynamoDB, compartilhamento de snapshots RDS e EBS, Lambda GetFunction e kms:Decrypt. A própria Truffle ressalva que não testou essas operações e que políticas customizadas e outros controles alteram o acesso efetivo.
Em campo, a Truffle achou 929 chaves ainda autenticando com quarentena listada, em 909 contas. Em 894 delas, as políticas continham permissões perigosas fora da lista de negação. A idade mediana das chaves era de 3,6 anos, a mais velha tinha 12,3 anos e 231 tinham ao menos cinco anos.
O que mudou
O tema conecta com a cobertura anterior sobre as mesmas pesquisas da Truffle. Em 24 de agosto de 2026, o CEVIU noticiou "Alerta Crítico: Centenas de Chaves AWS Vazadas Oferecem Acesso Total a Contas Corporativas", sobre chaves antes expostas que seguiam ativas. Em 5 de outubro de 2026, em "Meio milhão de credenciais expostas e sem revogação, aponta análise", o foco eram credenciais válidas em repositórios públicos do GitHub. Agora a análise olha o que acontece depois da detecção pela AWS: a quarentena existe, mas cobre só parte das ações e não revoga a chave.
Por que isso importa
Para quem opera ambientes AWS, a leitura é que ver a quarentena anexada a um usuário IAM não encerra o incidente. Faz sentido tratar a chave como comprometida, rotacionar ou desativar, e revisar o que o usuário podia fazer, inclusive acesso a secrets, SSM e versões de objetos S3. Vale conferir também quais usuários têm só a política original ou a V2.
Linha do tempo
CEVIU noticia que milhares de chaves AWS expostas seguem ativas, segundo a Truffle Security.
CEVIU noticia análise da Truffle sobre mais de 543 mil credenciais ativas em repositórios públicos.
Truffle Security mostra que a quarentena de chaves da AWS não equivale a revogação e tem lacunas.
Perguntas frequentes
A quarentena de chaves da AWS revoga a chave vazada?
Não. Segundo a Truffle Security, a política apenas nega uma lista de ações ao usuário IAM e a chave continua ativa. Permissões existentes fora dessa lista seguem valendo.
Quais ações a quarentena não bloqueia?
Segundo a pesquisa, ficam de fora ler secrets do Secrets Manager e parâmetros do Parameter Store, ssm:SendCommand e ssm:StartSession, sts:AssumeRole, s3:GetObjectVersion e kms:Decrypt. Se o sucesso depende de uma permissão existente e de outros controles da conta e do recurso.
Existe diferença entre as versões da política de quarentena?
Sim. São três, de 2020, 2021 e 2024, e anexar uma não dá as restrições das outras. A original segue inalterada desde 2020 e deixa abertas, por exemplo, iam:CreatePolicyVersion e iam:SetDefaultPolicyVersion, que V2 e V3 cobrem.
Quantas chaves a Truffle encontrou nessa situação?
Foram 929 chaves ainda autenticando com quarentena, em 909 contas. Em 894 havia permissões perigosas fora da lista de negação. A idade mediana era de 3,6 anos.
Fontes
- trufflesecurity.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 23 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

