Desvendando o QSYRUPWD: Reconstrução de Hashes de Senha no IBM i Revela Vulnerabilidades
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A equipe da Silent Signal desvendou um desafio persistente para a segurança do IBM i: a complexidade do QSYRUPWD. Essa API, que devolve dados de senha criptografados, tornava a auditoria de senhas uma tarefa quase impossível para QPWDLVL 2-4, que já adota formatos mais modernos que os DES/SHA-1 legados. A dificuldade residia no fato de que ferramentas conhecidas, como o John the Ripper, não conseguiam interpretar as saídas nesses níveis, criando uma lacuna para a avaliação da força das credenciais.
Usando engenharia reversa, disassembly e manipulação de memória em tempo real, os pesquisadores rastrearam chamadas SCV 10 CIPHER. Eles detalharam como o sistema encadeia algoritmos como SHA-1, MD5, AES-128 e Rijndael-256. A reconstrução da cadeia de descriptografia confirmou a capacidade de recuperar hashes DES, SHA-1 e NT, mesmo no QPWDLVL 4. Isso significa que agora é possível realizar auditorias de força de senha, um tema de grande importância que o CEVIU abordou em 27 de julho de 2026 na matéria "Complexidade de Senhas: Entenda Quanto Tempo um Atacante Levaria para Quebrá-las", enfatizando a necessidade de credenciais robustas.
O que mudou
Antes da pesquisa da Silent Signal, o material gerado pelo QSYRUPWD para QPWDLVL 2-4 não era compatível com os formatos esperados por ferramentas de quebra de senha. Isso significava que administradores, mesmo com as permissões mais elevadas (*ALLOBJ e *SECADM), tinham dificuldade em testar a real força das senhas de seus usuários, pois a saída da API havia mudado de forma não documentada.
Essa situação ecoa a matéria "Como o 'Fortalecimento da Criptografia' Quebrou a Autenticação", publicada pelo CEVIU em 12 de março de 2026. Naquele caso, uma alteração em um nonce de login (de SHA-1 para SHA-256 no FreshRSS) também gerou uma vulnerabilidade de autenticação. A diferença é que a Silent Signal, em vez de encontrar uma falha, reverteu a complexidade do sistema, permitindo que as organizações voltem a ter visibilidade sobre a segurança das senhas no IBM i, mesmo com as mudanças nos QPWDLVL mais altos.
Por que isso importa
O IBM i é a espinha dorsal de muitas operações empresariais críticas, desde ERP a finanças. A capacidade de auditar as senhas nesse ambiente não é um luxo, mas uma necessidade fundamental de cibersegurança. A pesquisa da Silent Signal fecha uma lacuna importante, permitindo que as empresas avaliem de fato a segurança de suas credenciais, mitigando riscos de ataques de força bruta ou vazamentos.
Essa descoberta reforça a importância de um rigor constante na implementação de criptografia e na gestão de vulnerabilidades. Como o CEVIU já destacou em 9 de março de 2026 na matéria "Desleixo vs. Rigor na Criptografia", mesmo os algoritmos mais fortes podem ser enfraquecidos por implementações descuidadas. A metodologia de engenharia reversa aqui aplicada serve de modelo para desvendar a segurança de sistemas complexos, protegendo dados sensíveis.
Linha do tempo
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Pesquisa da Silent Signal desvenda a reconstrução de hashes de senha no IBM i.
Perguntas frequentes
O que é a API QSYRUPWD no IBM i?
A QSYRUPWD é uma API do sistema IBM i que permite a recuperação de dados de senha relacionados a um perfil de usuário. Ela é projetada para retornar esses dados em um formato criptografado, auxiliando em funções administrativas como sincronização e migração de senhas, sem expor a senha em texto puro.
O que é o QPWDLVL e como ele afeta a segurança?
QPWDLVL é um valor de sistema no IBM i que define as regras de senha aceitas e os formatos dos verificadores de senha usados para autenticação. Níveis mais altos (como 2-4) usam esquemas criptográficos mais modernos (SHA-1, PBKDF2), enquanto os níveis mais baixos (0-1) usam o DES. A mudança de nível altera como as senhas são armazenadas e verificadas, impactando a compatibilidade com ferramentas de segurança.
Qual a relevância da descoberta da Silent Signal para a segurança do IBM i?
A Silent Signal conseguiu reconstruir a cadeia de descriptografia de hashes de senha para QPWDLVL 2-4 no IBM i, algo que antes era considerado difícil ou inviável para ferramentas de auditoria. Isso permite que as organizações voltem a realizar testes de força de senha eficazes, identificando e corrigindo credenciais fracas e fortalecendo a segurança de um sistema crucial para muitas empresas.
Que técnicas a Silent Signal usou para a engenharia reversa?
A equipe da Silent Signal utilizou disassembly e técnicas de patching de memória em tempo real. Eles rastrearam chamadas Supervisor Call Vectored (SCV) 10, que são instruções de baixo nível que o IBM i usa para executar funções privilegiadas. Por meio dessas análises detalhadas, conseguiram entender as operações criptográficas internas da API QSYRUPWD.
Fontes
- blog.silentsignal.eufonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 29 de julho de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação
