Pesquisadores Empregam IA Claude Para Identificar Vulnerabilidades Críticas em Algoritmos Criptográficos
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Aprofundamento
A Anthropic, com seu modelo Claude Mythos Preview, deu um passo significativo na cibersegurança ao demonstrar a capacidade de IAs não apenas encontrarem falhas em implementações de software, mas também em algoritmos criptográficos em si. Esse avanço muda a dinâmica da pesquisa em criptoanálise. Em um estudo, a IA identificou uma forma de enfraquecer o HAWK, um esquema de assinatura digital pós-quântico que é candidato a padronização pelo NIST. O HAWK baseia sua segurança na dificuldade do Lattice Isomorphism Problem. A IA descobriu uma simetria, um automorfismo não trivial no reticulado usado pelo HAWK, que permitiu um ataque de enumeração mais rápido, reduzindo pela metade a força da chave (por exemplo, de 264 para 238 em HAWK-256).
A IA também aprimorou um ataque contra uma versão reduzida do Advanced Encryption Standard (AES), que opera com 7 de suas 10 rodadas. Utilizando uma abordagem de ataque meet-in-the-middle, o Claude Mythos Preview desenvolveu um algoritmo de “impressão digital” mais sofisticado, batizado de Möbius Bridge. Essa técnica otimizou o processo, aumentando a velocidade do ataque entre 200 e 800 vezes em comparação com os métodos anteriores. Embora essas descobertas não afetem as implementações atuais de AES ou HAWK (já que este último ainda não está em uso), elas ilustram o potencial da IA como uma ferramenta poderosa para stress-testar e validar a robustez de futuras e atuais cifras criptográficas. O processo, que envolveu um custo estimado de 100 mil dólares em API para cada descoberta, foi em grande parte autônomo, com a IA realizando desde a revisão de literatura até a validação das explorações.
O que mudou
A cobertura anterior do CEVIU News sobre o Claude, como na matéria de 11 de julho de 2026, intitulada “IA Claude Mythos Expõe Vulnerabilidades Críticas e Acelera Ataques em Softwares”, focava na capacidade da IA de encontrar vulnerabilidades em implementações de código de software, incluindo bibliotecas criptográficas. Isso significa que a IA identificava erros na forma como os programadores usavam os algoritmos.
Agora, a grande mudança é que o Claude Mythos Preview demonstrou a capacidade de identificar falhas matemáticas nos próprios algoritmos criptográficos. Não se trata mais de bugs de implementação, mas de debilidades inerentes ao projeto matemático do algoritmo. Essa evolução significa que a IA está subindo na cadeia de complexidade da cibersegurança, atuando em um nível muito mais fundamental do que antes.
Por que isso importa
Para a comunidade de desenvolvimento e segurança, essa notícia é um marco. Ela redefine o papel da IA na validação de sistemas criptográficos. A capacidade de modelos como o Claude Mythos Preview de encontrar falhas matemáticas em algoritmos, mesmo em candidatos a padrões globais como o HAWK, destaca a necessidade de um escrutínio ainda maior no desenvolvimento e revisão de novas criptografias. Os desenvolvedores precisam estar cientes de que ferramentas de IA se tornarão aliadas (e adversárias) cada vez mais sofisticadas.
Essa pesquisa pavimenta o caminho para a IA como uma ferramenta essencial na criação de algoritmos mais resilientes e seguros, acelerando o processo de identificação de vulnerabilidades antes que sistemas cheguem à produção. Garante que os futuros padrões criptográficos, especialmente os pós-quânticos, sejam rigorosamente testados contra ameaças que sequer imaginamos, fortalecendo a segurança da internet para todos.
Linha do tempo
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Perguntas frequentes
O que é o esquema de assinatura digital HAWK e qual sua importância?
HAWK é um esquema de assinatura digital que está sendo considerado pelo NIST como um dos candidatos para a criptografia pós-quântica. Ele é projetado para permanecer seguro contra futuros computadores quânticos, que poderiam quebrar muitos dos sistemas de criptografia atuais. Sua importância reside na proteção futura de comunicações digitais.
O que significa dizer que o ataque ao AES foi em uma 'versão reduzida'?
Significa que o ataque não foi realizado contra a versão completa do AES usada em produção (que tem 10, 12 ou 14 rodadas), mas sim contra uma versão simplificada, com menos rodadas (neste caso, 7). Pesquisadores estudam essas versões reduzidas para entender melhor a robustez do algoritmo e desenvolver técnicas de ataque que podem, eventualmente, ser aplicadas à versão completa.
Essas descobertas colocam em risco a segurança dos sistemas atuais que usam AES?
Não, essas descobertas não comprometem os sistemas atuais. O ataque ao HAWK não afeta implementações em uso porque HAWK ainda é um candidato e não está amplamente implantado. O ataque ao AES foi em uma versão reduzida e não quebra a cifra completa, que continua robusta.
Como a IA Claude Mythos conseguiu identificar essas falhas em algoritmos complexos?
O Claude Mythos Preview agiu de forma semi-autônoma para o HAWK e quase totalmente autônoma para o AES. Ele realizou uma extensa revisão de literatura, raciocínio matemático e experimentos computacionais. A IA utilizou um ambiente sandbox com ferramentas como Python e Sage, e um 'scaffold' que a permitiu propor hipóteses e validá-las experimentalmente.
Fontes
- anthropic.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Web Dev
- Publicado
- 29 de julho de 2026
- Editoria
- CEVIU Web Dev

