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Modelo Mythos da Anthropic descobre ataques contra criptografia pós-quântica e AES

IA da Anthropic revela novas vulnerabilidades em criptografia pós-quântica e AES

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As recentes descobertas do modelo Mythos, da Anthropic, trazem um novo patamar para a criptoanálise, principalmente ao expor vulnerabilidades em algoritmos ainda em desenvolvimento. O ataque ao HAWK, um candidato à criptografia pós-quântica, foi significativo. O Mythos conseguiu reduzir pela metade a segurança do esquema, tornando-o menos eficiente e, assim, dificultando sua justificação para padronização. É importante notar que o HAWK ainda não é um padrão implementado, mas estava em avaliação avançada. O ataque, embora de tempo exponencial, produziu código funcional contra instâncias enfraquecidas, comprovando sua eficácia técnica.

Já o ataque ao Advanced Encryption Standard (AES) precisa de uma contextualização. A IA não "quebrou" o AES completo que usamos no dia a dia. A vulnerabilidade foi encontrada em uma versão de sete rodadas (reduced-round AES), uma prática comum em testes de criptanalistas. O Mythos aprimorou um ataque de 2013, acelerando-o modestamente. Contudo, o ataque ainda exige um volume impraticável de operações e dados de entrada (2^89 operações e 2^105 encriptações de texto claro escolhido), longe de ser uma ameaça real para o AES implementado. A relevância maior é metodológica, mostrando a capacidade da IA em refinar técnicas de ataque.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU News, em 29 e 30 de julho de 2026, focou no anúncio inicial da Anthropic sobre as capacidades do Mythos em criptoanálise. Notícias como "IA Claude Mythos Preview da Anthropic desvenda falhas em criptografia" e "Anthropic Impulsiona Criptanálise com Novos Avanços em IA" reportaram o fato da descoberta. Agora, um dia depois, aprofundamos a análise técnica dessas vulnerabilidades. A principal mudança é a contextualização e a avaliação de um especialista externo, que diferencia o impacto real do ataque ao HAWK, mais significativo para a padronização, daquele ao AES reduzido, mais relevante por seu avanço metodológico do que por sua praticidade.

Por que isso importa

Esta pesquisa da Anthropic é um marco na cibersegurança porque demonstra o potencial disruptivo da IA na descoberta de vulnerabilidades criptográficas. Não se trata apenas de encontrar falhas, mas de fazê-lo de forma autônoma, usando comandos simples e explorando o que já é conhecido, mas de maneiras novas e eficientes. Isso acelera o ciclo de vida da criptografia, forçando uma reavaliação mais rápida de algoritmos candidatos, especialmente os pós-quânticos. Para empresas e governos, significa que a robustez de futuras proteções digitais precisará ser testada por capacidades de IA, além dos métodos humanos tradicionais.

Linha do tempo

  1. Anthropic revela que seu modelo Claude Mythos Preview identificou vulnerabilidades em algoritmos criptográficos como HAWK e AES reduzido.

  2. Novas informações da Anthropic aprofundam o papel da IA na criptoanálise, detalhando ataques ao HAWK e AES reduzido.

  3. Análise especializada externa detalha o impacto técnico das descobertas da IA da Anthropic em criptografia pós-quântica HAWK e AES.

Perguntas frequentes

O que é HAWK e por que o ataque da IA é relevante?

HAWK é um esquema de assinatura digital candidato para a criptografia pós-quântica, ou seja, projetado para resistir a ataques de computadores quânticos. O ataque da IA da Anthropic é relevante porque reduziu a segurança do HAWK pela metade, comprometendo sua viabilidade para futuras padronizações. Embora não esteja em uso, a IA mostrou sua capacidade de impactar algoritmos em fase de desenvolvimento.

Meu AES está comprometido com a descoberta da Anthropic?

Não, o AES que você utiliza em sistemas e comunicações seguras não está comprometido. A IA da Anthropic atacou uma versão de 'rodadas reduzidas' do AES, usada apenas para estudos criptanalíticos. O ataque, embora uma melhoria técnica, é impraticável para a versão completa e robusta do AES amplamente implementada no mundo real.

Como a IA da Anthropic conseguiu esses resultados?

O modelo Mythos da Anthropic conseguiu os resultados a partir de comandos simples, sem a necessidade de intervenção humana detalhada. A IA demonstrou a capacidade de entender análises criptográficas existentes, sintetizá-las e estendê-las para criar novos ataques. Isso mostra o potencial da IA em acelerar a descoberta de falhas, mesmo sem criar matemática fundamentalmente nova.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
31 de julho de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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