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Mais de 40 vulnerabilidades em software de saúde usado por mais de 100 milhões de pacientes

Revisão com IA do OpenEMR leva a 42 advisories de segurança, incluindo três falhas críticas

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O OpenEMR é uma plataforma open source de prontuário eletrônico e gestão de consultórios, certificada pela ONC nos Estados Unidos. A estimativa citada na fonte é de mais de 100.000 provedores e mais de 100 milhões de pacientes. A versão 8.5.0, de 27 de outubro de 2026, corrigiu 84 advisories, e o pesquisador farisv aparece creditado em 42 deles (30 relatos originais e 12 créditos adicionais). Há achados ainda não publicados, porque as correções estão em andamento. Os CVEs seguem pendentes por causa da fila de pedidos via GitHub Security Advisories, então a pesquisa usa IDs GHSA.

O método combinou o modelo GPT-5.6-sol com mapeamento de superfície de ataque, análise de fluxo de dados e análise de variantes, comparando falhas antigas com seus patches. Tudo foi validado no OpenEMR 8.4.1, com requisições HTTP programáticas e navegador headless. Entre os casos: leitura de arquivos locais pelo mPDF via CSS imports e via filtro PHP aninhado (GHSA-h4xc-pqg3-8459), SQL injection pelo nome do parâmetro patient_data (GHSA-wh28-4qcg-5hcc) e troca de credenciais do portal por usuário de baixo privilégio (GHSA-83hq-c876-fcwf). A cadeia contra a API combinou SQL injection e leitura de arquivos para recuperar chaves, forjar um bearer token OAuth e personificar um administrador sem passar por senha e MFA. Ela exige uma linha ativa em api_token pertencente a um administrador. A fonte também diz que a técnica de CSS import foi reportada ao mPDF, mas sem endurecimento, já que o HTML de entrada não deveria vir de fontes externas.

O que mudou

Em 8 de maio de 2026, o CEVIU noticiou "AISLE Descobre 38 CVEs em Software de Saúde Usado por 100.000 Provedores Médicos", sobre o mesmo OpenEMR. Aquela rodada, feita por um analisador autônomo de IA, já tinha dado 38 vulnerabilidades. Agora uma nova revisão assistida por IA, conduzida por um pesquisador com apoio do modelo, achou mais 42 advisories nas mesmas bases de código, e usou justamente os advisories anteriores como insumo para a análise de variantes. A fonte diz que o objetivo era ver o que sobrou depois daquele trabalho.

Por que isso importa

Para quem opera ou audita OpenEMR, a leitura é direta: atualizar para a 8.5.0 é prioridade, ainda mais com achados não publicados em correção. O caso também sugere que auditorias anteriores não esgotam o risco em bases legadas, e que correções parciais (escape só de valores, ACL só na interface) deixam variantes. Para times de segurança em saúde, vale revisar dependências como o mPDF que processam HTML vindo do cliente.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia que a AISLE descobriu 38 CVEs no OpenEMR.

  2. OpenEMR 8.5.0 é lançado com correções para 84 advisories.

  3. Revisão com IA do OpenEMR é detalhada, com 42 advisories creditados e três falhas críticas.

Perguntas frequentes

Qual versão do OpenEMR corrige as falhas?

A versão 8.5.0, lançada em 27 de outubro de 2026, traz correções para 84 advisories. Desses, 42 são creditados a esta pesquisa. Outros achados ainda não foram publicados porque a correção está em andamento.

Quais são as falhas críticas?

Segundo o resumo, são três: divulgação de arquivos locais pelo gerador de PDF, uma SQL injection por nomes de campos de dados de pacientes e uma segunda SQL injection. Outros bugs expunham prontuários e permitiam trocar credenciais do portal.

Como era a cadeia de personificação de administrador?

Ela combinava SQL injection, para obter chaves e uma tupla de token OAuth ativa, com leitura de arquivos locais, para recuperar a chave de assinatura criptografada. Com isso era possível forjar um bearer token e agir como administrador na API, sem passar por senha e MFA. Dependia de um token ativo de um administrador.

Já existem CVEs para essas falhas?

Ainda não. O autor diz que os IDs de CVE estão pendentes por causa do aumento de pedidos via GitHub Security Advisories. Por isso a pesquisa usa identificadores GHSA.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
05 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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