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Greeter: o framework em chinês que explora falha do Flowise para atacar infraestrutura de IA

Framework em chinês chamado Greeter explora falha do Flowise para atacar infraestrutura de IA

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Era montou sete honeypots com Flowise 1.8.2 em quatro regiões e deixou FLOWISE_USERNAME e FLOWISE_PASSWORD sem definição de propósito. Entre julho e outubro de 2026, o que parecia um chatbot com defeito (4.972 mensagens, todas "hello") era na verdade um framework em chinês, batizado de Greeter. A falha explorada é a CVE-2024-58351: o parâmetro overrideConfig da API de predição aceita a chave javascriptFunction, que troca o código dos nós Custom JavaScript Function na hora da chamada. O código malicioso vai por requisição e não fica no banco, então o chatflow salvo continua inofensivo. Na sessão observada, o acesso veio de um nó de saída TOR e não exigiu autenticação.

A sequência teve 12 etapas, reconstruídas a partir de mais de 4.000 comandos. Incluiu um dump de reconhecimento de cerca de 1 MB com 19 comandos encadeados, checagem de Docker socket, 41 Linux capabilities ativas, busca por arquivos .env, chaves SSH e a chave de criptografia do Flowise, sondagem de metadados em nuvem e tentativa de persistência com nomes que imitam daemons legítimos (polld-keeper e varrun-watcher, a tentativa falhou). O framework ainda testou execução em memória com memfd_create. No Shodan, a Era achou 4.372 instâncias expostas, 3.277 com versão identificável, 703 sem autenticação (21,5%) e 46 com as mesmas condições vulneráveis do honeypot. A própria Era ressalta que são estimativas por versão, sem indicar comprometimento. Quanto à mitigação, a fonte recomenda atualizar o Flowise, exigir autenticação nas APIs, impedir que chamadores não confiáveis sobrescrevam código executável, rodar sem root e sem sudo, derrubar capabilities, restringir o Docker socket e aplicar permissões mínimas à identidade em nuvem. IMDSv2 não contém execução arbitrária de código.

Por que isso importa

Para quem opera plataformas de agentes de IA, a leitura é que o risco não para no aplicativo. O alvo do Greeter eram as credenciais que ligam o workload ao resto da nuvem. Se o Flowise roda como root, com Docker socket acessível e role ampla, uma falha antiga vira caminho até a conta cloud. Vale inventariar instâncias expostas, conferir autenticação e revisar o que a identidade do workload pode fazer. Nos logs, o indicador é incomum: requisições "hello" repetidas com overrideConfig.

Perguntas frequentes

O que é o Greeter?

É um framework de exploração em chinês, nomeado pela Era por causa das mensagens "hello" que enviava ao Flowise. Cada mensagem carregava um comando diferente via overrideConfig. Foi observado em sete honeypots entre julho e outubro de 2026.

Como a falha CVE-2024-58351 funciona?

O parâmetro overrideConfig da API de predição do Flowise aceita a chave javascriptFunction, que substitui o código de nós Custom JavaScript Function a cada chamada. O código malicioso não é gravado no banco, então o chatflow salvo parece normal. No caso observado, não havia autenticação.

Quantas instâncias do Flowise estão em risco?

Pelo Shodan, a Era contou 4.372 instâncias expostas e 3.277 com versão reconhecível. Dessas, 703 não tinham autenticação e 46 aparentavam as mesmas condições vulneráveis do honeypot. São estimativas por versão, não prova de invasão.

Como se proteger?

Atualize o Flowise, exija autenticação nas APIs e bloqueie a sobrescrita de código executável por chamadores não confiáveis. Rode o app sem root, sem sudo e com capabilities mínimas, e restrinja o Docker socket. Dê ao workload uma identidade em nuvem com permissões estreitas e evite credenciais de longa duração em arquivos e variáveis de ambiente.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
05 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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