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Ladrões de tokens causam prejuízo de mais de US$ 100 mil por dia a empresas com cobranças ilícitas de LLM

Roubo de chaves de API de LLM gera cobranças de até US$ 100 mil por dia para vítimas, diz Mandiant

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O relatório da Mandiant e do Google Threat Intelligence Group descreve o LLMJacking: criminosos sequestram chaves de API de LLM e credenciais de contas de serviço em cloud para rodar inference em volume, e a fatura cai na vítima. Em um caso, o grupo que o Google rastreia como UNC6993 obteve chaves de API, gerou chaves adicionais e habilitou serviços nos projetos de cloud da vítima, acumulando US$ 100 mil em cobranças. Em outro, o atacante assinou contratos Pay-As-You-Go nas contas das vítimas, escolheu modelos premium e usou uma estratégia de "burn and rotate": criava e apagava contas de serviço de curta duração para driblar limites de taxa, enquanto vigiava a tela de cobrança para medir o estrago.

Há também a camada de monetização. Um intruso fez mais de 500 mil chamadas de API em menos de oito horas, com chaves de terceiros, para alimentar o Jet Night, um serviço de roteamento de tokens. O plano ilimitado custa cerca de US$ 60 por mês, para um nível de serviço que normalmente sai de US$ 100 a US$ 250. Para o GTIG, esse preço só fecha com chaves roubadas. O serviço admitiu quedas no Telegram, que o Google atribui provavelmente à revogação das chaves pelas vítimas. O Google descreve ainda uma divisão de trabalho entre quem obtém o acesso inicial e quem opera a monetização, os chamados "LLM Mixers". Em um incidente de meados de 2026, a UNC6993 entrou numa instância de cloud por uma chave de Service Account mal configurada e montou uma página falsa de portal que induzia o usuário a colar o JSON com token de acesso ativo, contornando senha e MFA. Entre as mitigações listadas: gestão de identidade e acesso, segurança da cadeia de suprimentos, gestão centralizada de segredos com rotação, privilégio mínimo para usuários e contas de serviço e varredura automatizada de segredos no código.

O que mudou

O tema vinha sendo acompanhado pelo CEVIU. Em 22 de outubro de 2026, a matéria "Do phishing ao LLMjacking: invasores sequestram contas de billing na nuvem para consumir LLMs" tratava do comprometimento de credenciais privilegiadas do Google Cloud por phishing. Em 2 de novembro de 2026, "LLMJacking em alta: Mandiant e GTIG detalham como criminosos monetizam acesso sequestrado a modelos e cloud" apresentou o relatório da Mandiant. A cobertura de agora destaca os números de impacto, como US$ 100 mil por dia e US$ 1 milhão acumulado, e o caso do Jet Night. Antes, em 11 de julho de 2026, o CEVIU noticiou o caso do desenvolvedor com fatura de US$ 11.089,77 no Google Cloud em 48 horas após o uso de uma chave comprometida, bem menor que os valores atuais.

Por que isso importa

Para quem opera cloud e integrações com LLM, a leitura é que chave vazada deixou de ser só risco de dados e virou risco financeiro direto, com perda que escala em horas. Isso sugere tratar alertas de billing e de cota como sinal de segurança, não só de FinOps, e priorizar revisão de chaves de Service Account, rotação e varredura de segredos em repositórios.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia desenvolvedor com fatura de US$ 11 mil no Google Cloud após chave comprometida.

  2. CEVIU relata phishing contra credenciais do Google Cloud para sequestrar billing e rodar LLMs.

  3. Mandiant e GTIG detalham a monetização do LLMJacking.

  4. Mandiant relata cobranças de até US$ 100 mil por dia e o caso Jet Night.

Perguntas frequentes

O que é LLMJacking?

É o sequestro de acesso a LLMs de uma organização, via chaves de API ou credenciais de contas de serviço roubadas. O criminoso usa os modelos por conta da vítima, que paga a fatura. O Google projeta que a prática ganhe prioridade frente a outros roubos de recurso, como o cryptojacking.

Quanto as vítimas chegaram a perder?

A Mandiant viu cobranças acima de US$ 100 mil por dia. Em alguns casos, o acumulado chegou a US$ 1 milhão antes de a vítima revogar o acesso do invasor.

O que é o Jet Night?

É um serviço de roteamento de tokens que, segundo o GTIG, depende de chaves roubadas para operar com lucro. Oferece plano ilimitado por cerca de US$ 60 por mês, abaixo da faixa típica de US$ 100 a US$ 250. Também admitiu quedas, provavelmente por revogação de chaves.

Como se proteger?

O Google recomenda priorizar gestão de identidade e acesso e segurança da cadeia de suprimentos. Também indica uma plataforma central de segredos com rotação de chaves, privilégio mínimo para usuários e contas de serviço e varredura automatizada de segredos no código-fonte.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
04 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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