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Do phishing ao LLMjacking: invasores miram contas de billing na nuvem para consumir LLMs

Do phishing ao LLMjacking: invasores sequestram contas de billing na nuvem para consumir LLMs

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A equipe de resposta a incidentes da Wiz (CIRT) investigou intrusões em que o alvo não era dado nem infraestrutura, e sim o orçamento de nuvem da vítima. Nos casos no Google Cloud, os invasores comprometeram credenciais privilegiadas, vincularam projetos externos, controlados por eles, à conta de billing da organização e passaram a rodar inferência em larga escala com a API do Gemini. Em 24 a 48 horas, as cobranças chegaram a dezenas ou centenas de milhares de dólares.

A entrada foi phishing com anúncios pagos de busca para termos como "google cloud" e "gcp". O usuário passava por um redirecionamento no Google Sites até uma página de login falsa, que capturava senha e código MFA e o devolvia ao login legítimo. Depois, o atacante ativou a API do Gemini em projetos antigos e pouco usados, criou service accounts com chaves de API e deu a elas papéis como roles/ml.admin e roles/mcp.toolUser. Removeu a política iam.allowedPolicyMemberDomains no nível da organização, adicionou contas Gmail externas ao billing e atribuiu roles/billing.admin. Por fim, rebaixou os administradores de billing legítimos a visualizadores. Como as requisições rodam em tenants de terceiros, os logs internos não mostram prompts nem saídas.

Por que isso importa

Para quem governa TI corporativa, o caso mostra que billing é superfície de ataque e precisa do mesmo rigor de IAM. Na leitura editorial, a política de domínios permitidos, o número de pessoas com billing.admin e os tetos de gasto deixam de ser detalhe financeiro e viram controles de segurança. Também pesa a dependência de MFA: a Wiz recomenda monitorar eventos de login do Workspace e não confiar só na atenção do usuário. Vale ainda alinhar segurança e FinOps, porque o primeiro sinal do incidente tende a ser a fatura.

Linha do tempo

  1. Wiz detalha campanhas de LLMjacking que sequestram contas de billing no Google Cloud para consumir a API do Gemini.

Perguntas frequentes

O que é LLMjacking?

É o sequestro de recursos de nuvem para executar modelos de linguagem por conta da vítima. Neste caso, os invasores usam a conta de billing da organização para pagar o consumo da API do Gemini. O custo fica com a empresa e o uso real fica fora da visibilidade dela.

Por que a vítima não vê o que foi executado?

Os atacantes vincularam projetos externos à conta de billing da vítima. As requisições, as chaves de API e as saídas dos modelos ficam nesses tenants de terceiros. Os logs internos de segurança e auditoria não registram o conteúdo das cargas de IA.

Como detectar esse tipo de ataque no Google Cloud?

A Wiz sugere revisar logs do Workspace e de auditoria do GCP. Os alvos são usuários IAM com domínios externos (como @gmail.com), mudanças em allowedPolicyMemberDomains e em administradores de billing, e ativação inesperada do Gemini em projetos antigos. Também recomenda monitorar picos de custo e aplicar tetos de gasto.

MFA protege contra essa campanha?

Não por si só. A página falsa capturava o código MFA junto com a senha e o usava de imediato. Por isso a Wiz orienta monitorar sinais de login suspeito e reautenticações anômalas, em vez de depender só do usuário.

Fontes

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
22 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU TI

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