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Ataques de Phishing Usam Passkey para Sequestrar Contas Microsoft Cloud e Exfiltrar Dados

Ataque de Phishing com Passkey Mira Contas Microsoft Cloud Corporativas

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

Atores de ameaça miram contas corporativas na nuvem da Microsoft com uma nova onda de ataques. Duas campanhas foram identificadas. A primeira, de fraude financeira, usou IA generativa para criar e-mails convincentes. Estes e-mails, que se passavam por CEOs, induziam departamentos financeiros a fazer transferências via ACH para uma suposta assinatura ServiceNow. Os golpistas usavam domínios falsos, faturas forjadas e conversas por e-mail para legitimar o esquema. A segunda campanha, mais sofisticada, foca em phishing temático de passkeys. Ela explora os fluxos de autenticação como Adversary-in-the-Middle (AitM) ou código de dispositivo. O objetivo é capturar credenciais ou garantir acesso a ambientes Microsoft Cloud, contornando o MFA.

Após o comprometimento inicial, os atacantes registram seus próprios métodos de autenticação multifator para manter a persistência. Isso permite acesso contínuo e discricionário às contas das vítimas. Com acesso garantido, eles usam o Graph API para reconhecimento, mapeando usuários, grupos e conteúdo. Em seguida, realizam exfiltração de dados em larga escala de serviços como SharePoint Online, OneDrive for Business e, em alguns casos, Microsoft Exchange Online. A operação se destaca pela pesquisa pré-ataque detalhada sobre a estrutura da organização, uso de domínios específicos para o alvo e rotação de infraestrutura para evitar detecção. Essa tática é consistente com grupos como Cordial Spider e UNC6671, que já exploravam infraestrutura de phishing compartilhada.

O que mudou

A grande novidade deste ataque está no disfarce. O tema de 'passkey' é a isca mais recente para uma técnica que o CEVIU News já cobre há meses. Em março e julho de 2026, por exemplo, detalhamos campanhas que exploravam o phishing com código de dispositivo para burlar o MFA. A evolução agora é o uso desse novo tema para convencer as vítimas a passarem por esses mesmos fluxos de autenticação de código de dispositivo ou AitM, visando o acesso à nuvem corporativa.

Outro ponto crítico de mudança é a busca por persistência. Enquanto ataques anteriores focavam em obter acesso inicial e temporário, esta campanha prioriza o controle de longo prazo. Após o comprometimento, os atacantes registram um novo método de MFA sob seu controle, seja um número de telefone ou um aplicativo autenticador. Isso lhes garante acesso contínuo e independente, mesmo que as vítimas redefinam suas senhas ou as sessões expirem, transformando uma brecha momentânea em uma presença duradoura na rede.

Por que isso importa

Este vetor de ataque representa um risco substancial para qualquer empresa que confia nos serviços Microsoft Cloud. A sofisticação da engenharia social, aliada à exploração de fluxos de autenticação legítimos, como o código de dispositivo, torna a detecção inicial extremamente difícil. A capacidade dos atacantes de burlar o MFA, que é a primeira linha de defesa contra acessos não autorizados, e depois estabelecer uma persistência duradoura, eleva o nível de perigo. Uma vez dentro, a exfiltração de dados e o comprometimento de sistemas críticos se tornam inevitáveis.

Ataques como este sublinham a necessidade de uma defesa em profundidade que vai além da prevenção inicial. Empresas precisam implementar monitoramento comportamental rigoroso, especialmente nas atividades do Graph API, para identificar padrões anômalos que indiquem reconhecimento ou exfiltração. Além disso, a conscientização dos usuários sobre táticas de engenharia social continua sendo uma linha de defesa vital, mas que precisa ser reforçada com controles técnicos que detectem e mitiguem o uso indevido de métodos de autenticação, mesmo os legítimos.

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Perguntas frequentes

O que é o phishing temático de passkey?

É uma tática de engenharia social em que cibercriminosos usam o tema de 'passkeys' para enganar usuários. Eles os induzem a acessar sites falsos que imitam as páginas de login da Microsoft. O objetivo é fazer a vítima passar por um fluxo de autenticação comprometido, como Adversary-in-the-Middle (AitM) ou código de dispositivo, e assim roubar credenciais ou obter acesso direto.

Como este ataque burla a autenticação multifator (MFA)?

Os atacantes exploram o fluxo de código de dispositivo ou atuam como intermediários (AitM) durante o processo de login. Isso lhes permite capturar tokens de sessão ou convencer o usuário a conceder acesso sem perceber. Após o acesso inicial, eles registram seu próprio método de MFA na conta da vítima, garantindo persistência e acesso futuro mesmo com o MFA ativado pelo usuário legítimo.

Qual o objetivo final dos atacantes após o acesso inicial?

Após o acesso, o objetivo principal é a persistência e a exfiltração de dados. Eles registram um método de MFA para manter o controle da conta. Em seguida, realizam reconhecimento extenso usando o Graph API e baixam grandes volumes de dados confidenciais de serviços como SharePoint Online, OneDrive e Exchange. A meta é roubar informações sensíveis da empresa.

Como as empresas podem se proteger contra esse tipo de ataque?

Empresas devem educar seus funcionários sobre engenharia social, especialmente golpes de phishing com temas de passkey ou atualizações de segurança. Além disso, é crucial implementar políticas de acesso condicional, monitorar atividades anômalas no Microsoft Graph API e configurar alertas para qualquer alteração em métodos de autenticação de usuários, como a adição de novos dispositivos ou números de telefone para MFA.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
15 de setembro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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