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Falha no Microsoft Authenticator permite que apps maliciosos do Android roubem tokens de conta sem nenhuma permissão

Falha no Microsoft Authenticator para Android permite que apps maliciosos roubem tokens de conta sem permissões

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A falha, catalogada como CVE-2026-80097 (CVSS 8.6), está no componente broker do Microsoft Authenticator para Android. A Microsoft a classificou como escalonamento de privilégios local por autenticação imprópria. Afeta dispositivos com o Authenticator instalado e uma conta de trabalho conectada. Pesquisadores da Enclave mostraram que um app sem nenhuma permissão declarada podia se passar por um app confiável, como o Teams, e pedir ao Authenticator tokens delegados para essa identidade. Não era preciso aprovação do usuário nem credenciais.

O ponto central era a activity exportada com.microsoft.identity.client.AccountChooserActivity, que qualquer app do aparelho pode iniciar. A requisição trazia nome de pacote, client ID, redirect URI, escopos e até um valor de UID, tudo controlado por quem chamava. O Authenticator validava o redirect URI contra o pacote real do Teams instalado, e o atacante montava um URI válido a partir da assinatura pública do app. Ou seja, o broker checava se a identidade declarada parecia legítima, mas não se o chamador era de fato aquele app. O resultado voltava no bundle da activity, com tokens de acesso, refresh e ID. Dependendo do cliente imitado, o alcance incluía e-mail, calendário, OneDrive, SharePoint e serviços do Teams via Microsoft Graph. A correção veio na versão 6.2606.4246, lançada em julho de 2026.

O que mudou

Não é a primeira vez que o CEVIU registra esse tipo de problema em apps Android da Microsoft. Em 4 de junho de 2026, o CEVIU noticiou "Uma linha de código expôs bilhões de downloads de apps Android da Microsoft": uma flag de depuração esquecida em seis apps, entre eles Word, Excel e Copilot, deixava qualquer app malicioso pedir tokens da conta Microsoft. Agora o vetor muda de lugar. Sai a flag de depuração nos apps clientes e entra uma falha de validação do chamador no próprio Authenticator, o broker de identidade. O padrão de resultado é parecido: app local sem privilégios obtendo tokens.

Por que isso importa

Para quem opera ambientes Microsoft 365 com Android, a leitura é direta: o app que guarda a identidade do usuário é o alvo, e um app instalado por sideload ou de origem duvidosa bastava para a exploração. Como o conserto saiu em julho, o risco prático está nos dispositivos que ficaram sem atualizar. Vale conferir versões via MDM, restringir sideload e olhar logs de Graph e de uso de token em aparelhos desconhecidos. A fonte não menciona exploração ativa.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia flag de depuração esquecida em seis apps Android da Microsoft que permitia roubo de tokens.

  2. Divulgada a falha CVE-2026-80097 no Authenticator para Android, corrigida na versão 6.2606.4246 lançada em julho de 2026.

Perguntas frequentes

Quais versões do Microsoft Authenticator para Android estão corrigidas?

A correção está na versão 6.2606.4246, lançada em julho de 2026. Quem estiver em versão anterior continua vulnerável. A atualização sai pelo Google Play.

O atacante precisa de permissões ou de interação do usuário?

Não. O app malicioso só precisa estar instalado no aparelho, que deve ter uma conta de trabalho conectada ao Authenticator. A requisição não exigia aprovação do usuário, credenciais nem permissões Android.

O que um atacante conseguia acessar com os tokens?

Os tokens podiam incluir acesso, refresh e ID. Conforme o app imitado e os escopos pedidos, isso alcançava e-mails, calendários, arquivos do OneDrive e SharePoint e serviços do Teams via Microsoft Graph. Na demonstração com a identidade do Teams, foi possível ler e escrever e-mails, enviar mensagens e alterar calendários.

O que as equipes de segurança devem fazer?

Garantir a atualização do app via MDM ou EMM e restringir apps instalados fora da loja oficial. Também convém monitorar atividade incomum no Microsoft Graph, consentimentos inesperados e uso de tokens em dispositivos Android desconhecidos. O comunicado oficial do CVE-2026-80097 orienta a remediação.

Fontes

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Categoria
CEVIU Segurança da Informação
Publicado
28 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Segurança da Informação

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