GMO Internet diz que hackers divulgaram dados de clientes roubados do Onamae Desktop Cloud
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A GMO Internet investiga um vazamento depois de suspeitar de acesso não autorizado ao Onamae Desktop Cloud, serviço que entrega desktops virtualizados a traders do mercado financeiro. Em post no blog, a empresa disse acreditar que o invasor publicou informações supostamente ligadas a clientes e ao negócio. O conteúdo ainda está em verificação, e a extensão total do incidente segue indefinida. A GMO fala em 27 mil servidores possivelmente afetados e recebeu relatos de operações não autorizadas em contas de trading de clientes.
A cronologia: em 21 de outubro de 2026 a empresa desativou o serviço e recebeu e-mail dos hackers exigindo cerca de 8 bilhões de ienes (algo como US$ 50 milhões). Em 22 de outubro, acionou a polícia japonesa. Em 24 de outubro, prometeu compensação e serviço alternativo. Em 25 e 26 de outubro, começou a recolher dispositivos de clientes para procurar malware. Em 27 de outubro, informou a publicação dos dados. Como medida imediata, pede a redefinição de senhas.
A fonte menciona que a unidade de segurança da própria GMO reportou, cerca de uma semana antes, evidências de que a ferramenta chinesa de testes de intrusão com IA Artex foi usada em ataques a empresas japonesas. A GMO, porém, diz não ter estabelecido publicamente conexão entre o Artex e a invasão do Onamae. Segundo a CrowdStrike, o Artex também foi usado contra instituições financeiras sul-coreanas em setembro, explorando controles fracos, como falta de autenticação multifator. A agência financeira japonesa (FSA) afirma ter emitido orientação em maio pedindo gestão de vulnerabilidades, defesa em profundidade e preparo para incidentes.
O que mudou
Não é a primeira vez que um provedor de infraestrutura japonês aparece na cobertura do CEVIU este ano. Em 20 de agosto de 2026, o CEVIU noticiou "Vazamento de dados na Sakura Internet afeta 1,36 milhão de usuários após ataque cibernético", caso de outra empresa, com acesso indevido a um sistema de gestão de vendas. São incidentes distintos, sem ligação apontada na fonte. Aqui o ponto novo é a extorsão declarada e a publicação de dados em um serviço usado por traders.
Por que isso importa
Para quem opera ambientes de desktop virtual ou de trading, o caso reforça que o risco passa pelo provedor. Se sua empresa usa serviço de terceiros assim, vale checar credenciais, atividade em contas e plano de resposta com o fornecedor. A menção ao Artex e à falta de MFA nos ataques sul-coreanos sugere, como leitura, que o básico (MFA, gestão de vulnerabilidades) continua sendo a defesa mais relevante, mas a GMO não confirmou relação com o Onamae.
Linha do tempo
CEVIU noticia vazamento na Sakura Internet, outra provedora japonesa, com até 1,36 milhão de usuários afetados.
GMO Internet desativa o Onamae Desktop Cloud e recebe exigência de resgate de cerca de US$ 50 milhões.
Empresa comunica o incidente à polícia japonesa.
GMO promete compensação e serviço alternativo e busca ajuda de órgãos do governo.
GMO informa que suposto invasor publicou dados ligados à empresa e a clientes.
CEVIU noticia que hackers divulgaram dados de clientes do Onamae Desktop Cloud.
Perguntas frequentes
O que aconteceu com o Onamae Desktop Cloud?
A GMO Internet suspeita de acesso não autorizado ao serviço e desativou a plataforma em 21 de outubro de 2026. Hackers exigiram cerca de US$ 50 milhões e depois publicaram dados que parecem ligados a clientes e à empresa. A GMO ainda verifica se as informações são autênticas.
Quantos servidores podem ter sido afetados?
A GMO diz que 27 mil servidores podem ter sido atingidos. A empresa ressalta que o alcance total do incidente ainda não está claro. Também houve relatos de operações não autorizadas em contas de trading.
O que os clientes devem fazer?
A GMO orienta redefinir as senhas. A empresa também recolhe dispositivos de clientes para procurar malware e oferece compensação e serviço alternativo.
O ataque tem relação com a ferramenta Artex?
Não está estabelecido. A unidade de segurança da GMO reportou o uso do Artex em ataques a empresas japonesas cerca de uma semana antes, mas a empresa diz não ter ligado publicamente a ferramenta à invasão do Onamae.
Fontes
- techcrunch.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 28 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

