Pesquisador encontra chaves fixas e contas ocultas em mais pendrives criptografados
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Aprofundamento
O trabalho de Xusheng Li, da Vector 35, parte de uma pesquisa anterior dele sobre pendrives criptografados com time-travel debugging, apresentada no RE//verse. Desta vez ele deu a tarefa a um agente de IA (Codex) conectado ao servidor MCP do Binary Ninja. No NetacFileLock, com um único prompt, o agente chegou em sete minutos ao defeito central: o AES-256 era inicializado com uma chave fixa de 32 bytes embutida no executável. A senha do usuário era verificada em separado e não entrava na derivação da chave. O agente achou ainda outros problemas: a senha gravada em logs de diagnóstico, blocos de 16 bytes cifrados sem IV (comportamento tipo ECB), MD5 para verificar senha e uma segunda chave fixa na opção SM4.
No KakaSoft USB Copy Protection 5.6.0.299, os níveis Normal e High não protegem de fato (o High aplica XOR de um byte nos primeiros 16.385 bytes). No nível Highest, com Blowfish de 256 bits, a chave vinha de um MD5 modificado (rotações alteradas e outra tabela de caracteres) e resultava numa senha interna fixa. O agente emulou o código do cliente, obteve essa senha e decifrou o arquivo. No Nexcopy Copy Secure, o conteúdo usa 3DES em CBC, mas a chave fica num arquivo de configuração cifrado com um certificado fixo de 32 bytes embutido no viewer. A senha só decide se o visualizador continua. No YutianDun, da SecZure, o rastro de TTD mostrou duas contas ocultas, Buffer (senha 123456) e System (senha SECZURE.COM), que abrem o mesmo identificador usado para derivar a chave AES. Li chama isso de backdoor do ponto de vista técnico, sem afirmar intenção maliciosa. Ele não seguiu a divulgação coordenada porque drives já distribuídos não recebem correção.
Por que isso importa
Para quem decide compra ou política de mídia removível, a leitura é direta: produto que promete bloquear cópia ou que valida senha só no cliente deve ser tratado como sem proteção real. O critério prático apontado por Li é exigir que a chave derive da senha do usuário. Sem correção possível nos drives já em campo, o que resta é tratar os dados neles como expostos e migrar para criptografia auditável.
Linha do tempo
Divulgada a análise de Li com IA que recupera chaves fixas em NetacFileLock, KakaSoft e Nexcopy e expõe contas ocultas no YutianDun.
Perguntas frequentes
Os pendrives afetados têm correção?
A fonte não indica correção. Li não notificou os fabricantes, porque drives já em uso não podem ser atualizados com facilidade. Ele publicou os achados para que os compradores saibam que a senha pode não proteger os arquivos.
Quais produtos foram citados na pesquisa?
NetacFileLock, KakaSoft USB Copy Protection, Nexcopy Copy Secure e o drive YutianDun, da SecZure. Nos três primeiros, a chave era fixa, derivada de seed embutida ou liberada por certificado no viewer. No YutianDun, havia contas ocultas com senhas fracas.
Como a IA foi usada na análise?
Li usou o Codex ligado ao servidor MCP do Binary Ninja. Os tempos variaram de cerca de 7 a 26 minutos por produto, com poucos prompts. Em alguns casos o agente emulou código do cliente para recuperar a chave.
Como escolher um drive criptografado mais seguro?
Segundo Li, só vale confiar em drives que derivem a chave de criptografia da senha do usuário. Validação feita no lado do cliente nunca é segura, pois quem controla o computador pode inspecionar o visualizador e reproduzir a decifragem.
Fontes
- binary.ninjafonte original
- Categoria
- CEVIU Segurança da Informação
- Publicado
- 02 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Segurança da Informação

