Maioria dos adolescentes e pré-adolescentes nos EUA já usa chatbots de IA, aponta pesquisa
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O levantamento é da Common Sense Media, organização sem fins lucrativos de mídia e tecnologia. Chama-se The 2026 Common Sense Media Census: Tech and Media Use by Tweens and Teens e ouviu mais de 1.200 crianças e adolescentes americanos de 9 a 17 anos. As perguntas cobriram IA, TV, games e redes sociais, além de como eles se sentem sobre o próprio consumo de mídia. Quase metade dos pré-adolescentes de 9 a 12 anos já driblou a barreira de 13 anos ou mais, comum à maioria dos grandes modelos de linguagem.
Outros números do censo: mais da metade dos jovens de 11 anos tem smartphone, e o acesso é quase universal aos 17. O tempo de tela chega a oito horas por dia entre adolescentes e cinco entre pré-adolescentes. Um segundo estudo, encomendado pela JEF Foundation, ouviu mais de 5 mil estudantes de ensino fundamental e médio de 21 escolas, entre outubro de 2025 e abril de 2026. Ele associa o uso de IA em momentos de sofrimento emocional a piores resultados de saúde mental e a maior histórico de pensamentos e tentativas de suicídio. A psicóloga Kayla Anderson, em entrevista à NPR, disse que o estudo não estabelece causalidade: não se sabe se a IA piora a saúde mental ou se jovens em dificuldade procuram os chatbots.
O que mudou
A cobertura anterior do CEVIU mostrava o avanço dos chatbots entre adultos. Em 22 de junho de 2026, o CEVIU noticiou que metade dos adultos americanos já usava chatbots de IA, contra um terço em 2024, no texto "Chatbots já são usados por metade dos adultos americanos, mas desconfiança em relação à IA cresce". Agora a pesquisa aponta o mesmo fenômeno nas faixas de 9 a 17 anos, inclusive abaixo da idade mínima exigida pelas ferramentas. Em 15 de maio de 2026, em "Como a nova geração navega relacionamentos, conteúdo e tecnologia", o foco eram adolescentes de 13 a 18 anos em cinco mercados, sem esse recorte de IA e saúde mental.
Por que isso importa
Para quem faz marketing e growth, a leitura é que a base de usuários de IA inclui menores que as plataformas dizem não atender. Quem planeja conteúdo, personalização ou anúncios em chatbots para público jovem deve esperar pressão por restrições de idade e mais responsabilização das empresas, caso estudos futuros confirmem causalidade. Marcas com público jovem ganham em tratar o tema com cautela e transparência.
Linha do tempo
CEVIU publica pesquisa sobre como adolescentes de 13 a 18 anos navegam relacionamentos, conteúdo e tecnologia.
CEVIU noticia que metade dos adultos americanos já usa chatbots de IA.
Pesquisas mostram uso de chatbots por maioria de adolescentes e pré-adolescentes nos EUA e associação com piores resultados de saúde mental.
Perguntas frequentes
Quantas crianças de 9 a 12 anos burlam a restrição de idade dos chatbots?
Segundo a pesquisa da Common Sense Media, quase metade dos pré-adolescentes de 9 a 12 anos já contornou a restrição de 13 anos ou mais, comum à maioria dos modelos de linguagem.
Usar IA em momentos de sofrimento emocional piora a saúde mental de adolescentes?
O estudo da JEF Foundation encontrou associação entre esse uso e piores resultados de saúde mental. Os pesquisadores afirmam que não há causalidade comprovada. Pode ser que jovens com mais dificuldades recorram à IA.
Como foram feitas as pesquisas?
A Common Sense Media entrevistou mais de 1.200 americanos de 9 a 17 anos. O estudo da JEF Foundation ouviu mais de 5 mil estudantes de 21 escolas, entre outubro de 2025 e abril de 2026.
Quanto tempo de tela os jovens passam por dia?
O censo da Common Sense Media aponta cerca de oito horas por dia entre adolescentes e cinco horas entre pré-adolescentes.
Fontes
- mashable.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Marketing
- Publicado
- 02 de novembro de 2026
- Editoria
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