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Reivindicação de treinamento do DeepSeek em chips Huawei finalmente ganha benchmarks e céticos
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DeepSeek V4 na Huawei: Chips Ascend impulsionam o treinamento de IAs chinesas

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A notícia sobre o pós-treinamento do DeepSeek V4 nos chips Ascend da Huawei não é um evento isolado, mas parte de um movimento estratégico chinês pela soberania tecnológica em IA. Desde junho, quando rumores sobre o uso desses chips surgiram, o CEVIU News acompanhou a escalada da China para reduzir a dependência de tecnologia estrangeira. Já em 8 de junho de 2026, noticiamos a entrada da SMIC na produção em volume de chips de 5 nm, um avanço crucial para componentes como o Ascend 910B, que usa o processo de 7 nm. Além disso, em 15 de junho de 2026, o governo chinês certificou nove modelos domésticos de chips de IA, e em 1 de julho de 2026, a própria Huawei apresentou um novo método de fabricação de chips avançados para datacenters de IA.

Agora, o relatório técnico do consórcio liderado pela Huawei, divulgado em 22 de julho de 2026, valida as capacidades dos Ascend, com uma utilização de FLOPs do modelo (MFU) em 34,22%. Essa métrica, embora ainda inferior aos benchmarks da Nvidia para pré-treinamento de modelos de ponta, é um salto para a infraestrutura chinesa, especialmente no pós-treinamento e inferência. A DeepSeek, inclusive, já havia demonstrado intenção de investir na produção própria de semicondutores para data centers, como cobrimos em 11 de julho de 2026, e a Z.ai inaugurou um megacentro de dados com chips chineses, noticiado em 21 de julho de 2026. Tudo isso aponta para um ecossistema chinês cada vez mais robusto e interconectado.

O que mudou

Em junho, a informação sobre o DeepSeek V4 ser treinado nos chips Ascend era mais um burburinho, vindo de fontes governamentais como a prefeitura de Shenzhen. Naquela época, faltavam métricas concretas que pudessem comparar a performance dos chips chineses com o padrão do mercado, principalmente os da Nvidia. A notícia de agora, baseada no relatório técnico de 22 de julho de 2026, entrega justamente esses dados. Temos a confirmação formal do pós-treinamento completo da família V4 e, mais importante, o número da utilização de FLOPs (MFU) de 34,22%, uma medida de eficiência que valida parte das alegações anteriores. Isso transforma um rumor ou declaração sem benchmark em um dado técnico documentado, mesmo que especialistas ainda ponderem sobre o hardware usado no pré-treinamento original do modelo.

Por que isso importa

A validação do pós-treinamento do DeepSeek V4 nos chips Ascend da Huawei é um marco importante para a China na corrida global por autonomia em IA. Ela mostra que o país avança na construção de uma cadeia de suprimentos de semicondutores e IA que não dependa tanto do Ocidente. Em um cenário de tensões geopolíticas e restrições de exportação de chips, essa capacidade doméstica é estratégica. Para o mercado, reforça a Huawei como um player relevante na infraestrutura de IA, desafiando a hegemonia da Nvidia em algumas frentes, especialmente inferência e pós-treinamento, pavimentando o caminho para futuras inovações com hardware chinês.

Linha do tempo

  1. SMIC inicia produção em volume de chips de 5 nm.

  2. China certifica nove chips IA domésticos para governo.

  3. Huawei apresenta novo método de fabricação de chips avançados para IA.

  4. DeepSeek planeja fabricação própria de semicondutores para data centers.

  5. Z.ai conclui datacenter de 1 GW com chips chineses para treinamento de IA.

  6. Consórcio liderado pela Huawei divulga relatório técnico sobre DeepSeek V4 nos chips Ascend.

  7. CEVIU News reporta que DeepSeek V4 na Huawei: Chips Ascend impulsionam o treinamento de IAs chinesas.

Perguntas frequentes

O que são os chips Ascend da Huawei e por que são importantes para a IA chinesa?

Os chips Ascend são aceleradores de IA desenvolvidos pela Huawei, projetados para computação de alto desempenho. Eles são cruciais para a China porque representam uma alternativa doméstica aos chips de empresas como a Nvidia, visando reduzir a dependência tecnológica e impulsionar a soberania do país no desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente sob o cerco de sanções americanas.

O que significa 'utilização de FLOPs do modelo' (MFU) em 34,22%?

A utilização de FLOPs do modelo (MFU, do inglês Model FLOPs Utilization) mede a eficiência com que o hardware de IA está sendo usado. Um MFU de 34,22% indica que o sistema Ascend obteve um desempenho significativo, mas ainda há margem para otimização, comparado aos benchmarks de pré-treinamento de modelos de ponta. É um avanço para o pós-treinamento, mas não necessariamente para o treinamento do zero de modelos gigantes.

Essa notícia significa que a China não precisa mais da Nvidia para treinar modelos de IA de ponta?

Não completamente. O relatório se refere ao pós-treinamento do DeepSeek V4 nos chips Ascend. Especialistas apontam que o pré-treinamento original do modelo, que exige recursos computacionais massivos, pode ter sido feito em hardware da Nvidia. Chips chineses ainda se destacam mais em inferência e pós-treinamento, enquanto o treinamento de modelos 'frontier' do zero ainda é um desafio para a indústria chinesa.

Qual o contexto geopolítico deste avanço chinês em chips de IA?

Este avanço ocorre em um momento de intensa disputa tecnológica entre EUA e China. Os EUA investigam o acesso de empresas chinesas a processadores avançados, enquanto a China considera controles de exportação sobre modelos de IA. O sucesso em usar chips Ascend para o DeepSeek V4 é um sinal da resiliência chinesa frente às restrições e da sua busca por autossuficiência em tecnologias críticas.

Fontes

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Categoria
CEVIU IA
Publicado
24 de julho de 2026
Editoria
CEVIU IA

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