Post sobre Astra ler e escrever pesos para melhorar o Qwen é enganoso
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A crítica do blog honnibal.dev parte de uma comparação com mágicos de palco, que repetem o mesmo truque por técnicas diferentes. Segundo o texto, o post sobre o GPT-6 Astra faz algo parecido: o resumo diz que o modelo funciona "just by looking at the raw weights", mas isso só vale para parte dos experimentos.
O autor afirma que o cenário de pesos brutos em contexto, sem ferramentas e sem rodar a rede, aparece apenas nos experimentos 1, 2 e 4, em redes de 17 mil a 172 mil pesos. Todo experimento com modelo de linguagem real usa Python. O resultado com o Qwen3.5-0.8B, o principal do post, também roda o modelo em até 50 lotes de problemas de prática. O post cita a edição de 0,016% dos pesos e a subida do MATH-500 de 7,9% para 48,1%. Para a crítica, isso mostra que o Astra pode ser instruído a planejar e executar tarefas que um engenheiro de ML humano faria, algo que modelos de um ou dois anos atrás não conseguiriam. Mas não demonstra uma técnica única que escreva pesos do zero e também entenda um modelo grande.
O que mudou
O debate andou em poucos dias. Em 3 de novembro de 2026, o CEVIU noticiou "LLMs não são sobre-humanos em ler e escrever pesos de redes neurais, argumenta artigo" e "LLMs não leem nem escrevem pesos de redes neurais de forma sobre-humana", este último com a posição de que treinar normalmente ainda é a melhor forma de atualizar pesos. Em 4 de novembro de 2026, o CEVIU publicou "Experimentos mostram GPT-6 Astra lendo e editando pesos de redes neurais sem gradient descent", com os experimentos do blog rikiyat.github.io. Agora a crítica do honnibal.dev ataca o enquadramento: separa o que é leitura direta de pesos do que depende de código Python e feedback de execução.
Por que isso importa
Para quem avalia capacidade de modelos, a leitura é que o título do experimento importa menos que o aparato em volta dele. Um agente com Python e acesso para rodar o modelo é um resultado válido, mas diferente de ler floats crus no contexto. Vale checar sempre quais ferramentas estavam ligadas antes de comparar com treino por gradiente.
Linha do tempo
CEVIU noticia artigos que questionam se LLMs são sobre-humanos em ler e escrever pesos.
CEVIU noticia experimentos do GPT-6 Astra editando pesos sem gradient descent.
Blog honnibal.dev publica crítica dizendo que o post sobre Astra e Qwen é enganoso.
Perguntas frequentes
O que o post sobre o Astra afirmava?
Dizia que o GPT-6 Astra, só olhando os pesos brutos, entende o que uma rede foi treinada para fazer e escreve do zero pequenas redes que jogam. Também dizia que ele melhorou o Qwen3.5-0.8B em matemática editando 0,016% dos pesos, sem gradientes, elevando o MATH-500 de 7,9% para 48,1%.
Por que a crítica chama o post de enganoso?
Porque o resumo sugere que tudo funciona só com pesos brutos. Segundo o autor, esse cenário aparece apenas nos experimentos 1, 2 e 4, em redes de 17 mil a 172 mil pesos. Os que usam modelos de linguagem reais dependem de Python.
O resultado com o Qwen foi feito sem rodar o modelo?
Não, segundo a crítica. O Astra pôde rodar o modelo em até 50 lotes de problemas de prática, além de usar Python. Isso difere de apenas ler os pesos.
A crítica diz que o resultado não tem valor?
Não. O autor reconhece que fazer isso de forma produtiva não é trivial e que modelos de um ou dois anos atrás falhariam. Ele só discorda de juntar experimentos de técnicas diferentes como se fossem uma única capacidade.
Fontes
- honnibal.devfonte original
- Categoria
- CEVIU IA
- Publicado
- 04 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU IA

