Foxconn quer fabricar computadores quânticos de outras empresas e vê as máquinas como aceleradores ao lado de CPUs e GPUs
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A Foxconn (Hon Hai Precision Industry) quer ser a maior fabricante de computadores quânticos do mundo sem ser dona da tecnologia. Segundo o presidente do conselho, Young Liu, em entrevista à CNBC, a empresa pretende produzir máquinas para marcas que desenvolvem a tecnologia de base e deixar que elas busquem o próprio sucesso comercial. "Nós focamos em manufatura", disse ele. É o mesmo modelo de contratada que a Foxconn aplica à eletrônica em geral, agora aplicado ao quântico.
Liu descreveu o computador quântico como acelerador, não como máquina de uso geral. Ele não substitui CPUs e GPUs e atua em problemas do tipo NP (não polinomiais), difíceis para computadores clássicos. A aceleração poderia ser exponencial em certas aplicações, mas isso descreve a capacidade esperada, e não um ganho medido em hardware da Foxconn. Sobre prazo, ele falou em pelo menos mais dois anos até a viabilidade comercial, para a indústria toda. O custo aparece no cabeamento: um cabo que atende aos requisitos de temperatura pode passar de US$ 1.000.
O que mudou
A cobertura anterior ajuda a situar o prazo. Em 3 de novembro de 2026, o CEVIU publicou "Quanto vale, de fato, a vantagem quântica?", que lembra que quase todos os roadmaps apontam para escala utilitária por volta de 2030 e que ainda há pouca clareza sobre a utilidade prática dessas máquinas. A fala de Liu, de que o horizonte comercial está a pelo menos dois anos, e o enquadramento como acelerador se encaixam nesse debate. Em 28 de setembro de 2026, o CEVIU noticiou "Correção de Erros Quânticos Avança, Mas Qubits Estáveis Permanecem o Obstáculo Principal", sobre o gargalo na camada de qubits, justamente a que a Foxconn diz não querer dominar.
Por que isso importa
Para quem acompanha a cadeia de suprimentos de hardware, a leitura é que a manufatura quântica pode virar um negócio de integração e escala, separado do desenvolvimento de qubits. O dado do cabo criogênico sugere que boa parte do custo está em componentes periféricos, não só no chip. Fica a dúvida de quem fechará contratos com a Foxconn, já que a fonte não cita parceiros.
Linha do tempo
CEVIU noticia que qubits estáveis seguem como obstáculo principal, apesar dos avanços em correção de erros.
CEVIU discute a utilidade da vantagem quântica, com roadmaps apontando para cerca de 2030.
Foxconn diz à CNBC que quer fabricar computadores quânticos de terceiros e vê viabilidade comercial a pelo menos dois anos.
Perguntas frequentes
A Foxconn vai desenvolver sua própria tecnologia de qubits?
Não. Young Liu disse à CNBC que a empresa quer ser a maior fabricante de computadores quânticos do mundo sem ser dona da tecnologia. O plano é produzir máquinas para marcas que desenvolvem essa tecnologia.
Os computadores quânticos vão substituir CPUs e GPUs, segundo a Foxconn?
Não. Liu afirma que a máquina quântica não é de uso geral e acelera certas computações. Ele a vê como um acréscimo aos dispositivos de computação, ao lado de CPUs e GPUs, para problemas do tipo NP.
Quando os computadores quânticos serão viáveis comercialmente?
Liu disse que levará pelo menos mais dois anos e que isso vale para a indústria inteira, não só para a Foxconn. É uma estimativa dele, não um cronograma de produto.
Por que o cabeamento pesa no custo?
Segundo Liu, os requisitos de temperatura encarecem os componentes. Ele citou um cabo que pode custar mais de US$ 1.000. O exemplo ilustra que o custo é alto mesmo antes de o computador estar montado.
Fontes
- thequantuminsider.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Hardware
- Publicado
- 04 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Hardware
