Apple diz que custo de memória segue em alta e compromissos de compra com fornecedores sobem US$ 33 bilhões em um trimestre
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
Na teleconferência de resultados de 2 de novembro, segundo a fonte, John Ternus disse que o preço da memória é "sem precedentes". Para o trimestre de dezembro, a Apple espera custos ainda maiores. No trimestre de setembro, a alta de memória foi parcialmente compensada pelo estoque comprado antes e por componentes não memória mais baratos. Em dezembro, essas compensações encolhem. Os reajustes de Mac e iPad no fim de junho e do iPhone em setembro dão algum alívio. A Apple não anunciou nova rodada de aumentos.
O lado dos fornecedores não indica alívio rápido. A Samsung, que fornece DRAM, NAND e telas OLED à Apple, disse que a demanda por memória vai superar muito a oferta, e seu executivo da área alertou que a escassez pode ir a 2028 ou além. A SK Hynix afirmou ter contratos de longo prazo para mais da metade da capacidade de 2027 e 2028. A Micron avisa que a melhora pode levar "considerável tempo". Segundo o analista Dave Nicholson, da Futurum Group, o impacto desses custos na Apple é mais fácil de medir que o retorno dos investimentos bilionários em data centers de IA.
O que mudou
A trajetória tem vários marcos no CEVIU. Em 17 de maio de 2026, a matéria "O grande pânico da memória de 2026" tratava da possibilidade de a memória saltar de 15% para 40% do custo de materiais dos dispositivos Apple. Em 19 de junho de 2026, o texto sobre possíveis reajustes de iPhones e Macs registrava que Tim Cook confirmou que os aumentos eram inevitáveis. Em 26 de junho de 2026, o CEVIU noticiou que a Apple elevou os preços de Macs e iPads. Em 3 de novembro de 2026, a cobertura da teleconferência já projetava memória mais cara. O que a notícia atual acrescenta é o número: as obrigações de compra de manufatura subiram US$ 33 bilhões no trimestre, para US$ 89,7 bilhões, e a previsão de custo maior passou a cobrir também o período depois de dezembro.
Por que isso importa
Para quem acompanha cadeia de suprimentos, o salto nas obrigações de compra indica que a Apple prefere travar volume a arriscar falta de componente, e isso pesa no caixa. Para quem compra Mac e iPad, a leitura é que o preço pode seguir pressionado e a oferta, restrita, nas festas. É uma interpretação, não uma promessa da empresa.
Linha do tempo
CEVIU publica "O grande pânico da memória de 2026", sobre o peso da memória no custo dos dispositivos Apple.
Cook confirma que reajustes de preços de iPhones e Macs são inevitáveis.
Apple eleva preços de Macs e iPads.
Teleconferência de resultados projeta memória mais cara.
Ternus chama preços de memória de sem precedentes e obrigações de compra sobem US$ 33 bilhões, a US$ 89,7 bilhões.
Perguntas frequentes
Quanto subiram os compromissos de compra da Apple?
As obrigações de compra de manufatura aumentaram US$ 33 bilhões no trimestre de setembro e chegaram a US$ 89,7 bilhões. O objetivo é garantir fornecimento de componentes, entre eles memória.
A Apple vai aumentar os preços de novo?
Não há anúncio de nova rodada. A empresa diz que os reajustes de Mac e iPad no fim de junho e do iPhone em setembro dão algum alívio. Ainda assim, projeta custos de memória maiores em dezembro e depois.
Até quando a escassez de memória deve durar?
A Samsung alertou que a crise pode se estender a 2028 ou além. A SK Hynix já fechou contratos de longo prazo para mais da metade da capacidade de 2027 e 2028. A Micron fala em "considerável tempo" para melhorar.
O que a Apple espera para o trimestre de dezembro?
Margem bruta de 45% a 46% e oferta ainda restrita de Macs e iPads durante o período de festas. Os custos de memória devem ficar mais altos que no trimestre anterior.
Fontes
- tomshardware.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Hardware
- Publicado
- 04 de novembro de 2026
- Editoria
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